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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Novo método contraceptivo é exposto à comunidade médica

A comunidade médica tem manifestado crescente interesse em dominar a técnica do mais avançado método contraceptivo permanente, conhecido como Essure, que é produzido nos Estados Unidos e já está disponível no Brasil. 

Exposições práticas sobre o procedimento com um simulador, apresentando seus benefícios e indicações, são realizadas para médicos e alunos dos cursos de Ginecologia e Histeroscopia de todo o Brasil. Na última oportunidade, durante a 6ª Jornada de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP – FMUSP, o Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, sob a coordenação dos Profs. Drs. Edmund C. Baracat, Walter Pinheiro e Marcelo Zugaib, apresentou a novidade aos seus alunos. 

Diferente da laqueadura tradicional, o Essure pode ser realizado em ambulatório e dura poucos minutos. O método consiste em um microimplante macio e flexível de apenas quatro centímetros em titânio e níquel (materiais que apresentam excelente compatibilidade com o organismo) que, introduzido pela vagina através de um equipamento extremamente fino (histeroscópio), é colocado em cada uma das tubas uterinas, sem cortes, sem internação, sem a necessidade de afastamento das atividades diárias e sem liberação de hormônios. 

Nas semanas que se seguem ao procedimento, o corpo e os microimplantes trabalham juntos para formar uma barreira natural que impede que o espermatozoide alcance o óvulo. Por esse motivo, durante os três primeiros meses a paciente deve continuar a usar outra forma de contracepção. 

Após este período, é realizada uma radiografia simples da pelve e, confirmada a oclusão, não é mais necessário o uso de outro método contraceptivo. Assim como qualquer outro procedimento médico, as pacientes devem procurar profissionais capacitados e treinados para a realização do procedimento. 

No Brasil, poucas são as mulheres que têm o conhecimento deste método revolucionário. Na Europa e Estados Unidos, mais de 600 mil mulheres já optaram pelo método, cuja eficácia é de 99,8%.

Empregos verdes estão em alta e devem ter 25 milhões de vagas até 2030

Profissões ligadas à área ambiental estão em alta. Segundo informações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a economia verde será responsável pela criação de 25 milhões de postos de trabalho até 2030. Atualmente a área emprega quase três milhões de profissionais.
O potencial deste mercado é reconhecido por diversas instituições ligadas às carreiras. Em declaração ao Estadão, Mirela Sandrini, diretora-executiva do Fundo Vale, explica que este segmento é bastante promissor e se fortalece a cada dia. Além disso, as áreas de atuação são diversas e entre os profissionais estão: economistas, engenheiros, biólogos, jornalistas, entre outros.
“Todas as áreas que têm alguma ligação com o impacto ambiental são consideradas verdes”, explicou Paulo Maçouçah, coordenador de empregos verdes do OIT. Os potenciais destacados por ele vão desde profissões ligadas ao saneamento e energia renovável até o ecodesign.
Durante entrevista ao jornal paulistano, a economista Inessa Salomão, que trabalha há quatro anos em projetos direcionados à área ambiental, argumentou que o Brasil é um país com bastante potencial em relação às profissões voltadas à sustentabilidade. “Quem entrar [neste mercado] vai se dar bem”.
As histórias de pessoas que se voltaram aos trabalhos verdes são muitas. Outro exemplo é a publicitária Ana Paula Juliato, gerente de marketing da marca Recicla Kids, um projeto que utiliza veículos de comunicação para ensinar as crianças sobre a importância da reciclagem.
Os profissionais ligados à área de direito também têm um bom campo de trabalho, que é expandido com a criação de legislações em prol da causa ambiental, como a Política Nacional de Resíduos Sólidos, e também ganha com a mudança no Código Florestal.
Estes são apenas alguns exemplos de como diferentes formações podem estar ligadas ao meio ambiente. A diretora-executiva do Fundo Vale, Mirela Sandrini, acredita que as áreas mais promissoras sejam: operação de manejo florestal, biotecnologia, tecnologia e sustentabilidade.  Com informações do Estadão

Redação CicloVivo

Graffite verde: que tal fazer o seu?

A vida imita arte ou a arte imita a vida? Nesse caso, o que importa mesmo é tornar o mundo mais sustentável. E é o que faz Jesse Graves , jovem artista americano: utilizando terra úmida e esponjas, ele espalha o verde pelas ruas de Milwaukee, sua cidade natal.

O eco graffiti – intervenção artística que pretende levar o tema da sustentabilidade às ruas das cidades – dispensa tinta e spray. Você pode fazer o material da sua casa mesmo, com musgo, cerveja e iogurte! Veja o passo a passo:
O artista plástico e grafiteiro Diógenes Borges – o Gene do Grafite – afirma: “o grafite tem essa capacidade de trazer a expressão do artista misturada à intervenção urbana. A nova tendência eco acaba somando a sustentabilidade a esses fatores”.

E lembra: “Muitos avanços foram conquistados ao longo do tempo e, hoje, o grafiteiro não é mais visto com um contraventor. Para que isso continue, é importante que utilizemos paredes e muros autorizados para a produção artística”.

E aí, que tal colocar a arte em prática?

fontes: Eco4Planet, FarmRio ,Gene do Grafite

Comissão Nacional rejeita programa de zoneamento do Mato Grosso

Um dos conflitos é com relação ao Macrozoneamento Ecológico-Econômico da Amazônia Legal. (Crédito: ICV)
Após o Ministério Público Estadual mover liminar para a suspensão dos efeitos da Lei 9.523/11, que institui o Zoneamento Socioeconômico e Ecológico de Mato Grosso (ZSEE/MT), a Comissão Nacional do Zoneamento também se manifestou contrária à proposta elaborada pelos deputados estaduais e sancionada pelo governador Silval Barbosa em 2011. Erros técnicos e jurídicos foram uns dos motivos que fizeram com que a comissão formada por membros de 14 ministérios rejeitasse a lei em reunião ordinária realizada em Brasília no último dia 29.

De acordo com um release divulgado pelo Instituto Centro de Vida (ICV), o parecer da comissão apontou que o zoneamento Mato-Grossense desconsiderou vários critérios obrigatórios contidos no decreto federal nº 4.297/2002 que define as diretrizes metodológicas para elaboração de zoneamentos no país, além de apresentar incompatibilidade com outras leis em vigor. Um dos conflitos é com relação ao Macrozoneamento Ecológico-Econômico da Amazônia Legal.

Para o ICV, as rejeições poderiam ter sido evitadas com a participação pública na construção do zoneamento. O Instituto acusa os deputados e governo do Estado de não terem ouvido a sociedade na época em que a proposta foi aprovada. “A recomendação é que se faça uma discussão com a sociedade. Então, se vamos fazer um novo zoneamento, vamos procurar envolver a população e especialmente a participação técnica. Esperamos que o governo tenha bom senso, ele pode acatar ou não a decisão da Comissão Nacional. Se não acatar, podemos ter uma disputa judicial que dure anos, e isso não é bom”, afirma João Andrade, coordenador do Programa Governança Florestal, do ICV.

Segundo ele, a metodologia terá agora que levar em consideração os aportes da sociedade civil balizados pelo Consórcio ZEE Brasil, que reúne instituições federais de notória especialização em suas respectivas áreas de atuação, com o objetivo de desenvolver metodologias e executar projetos para aperfeiçoar o ZEE e adequar o mesmo às necessidades da gestão territorial do país.

CCJ aprova três PECs que prorrogam Zona Franca de Manaus

Leonardo Prado
Henrique Oliveira
Henrique Oliveira lembra que a presidente Dilma já havia prometido a prorrogação.
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta terça-feira (10) a admissibilidade de três propostas de emenda à Constituição (PEC), que prorrogam os benefícios fiscais para a Zona Franca de Manaus. Pela legislação em vigor, o término desses incentivos para a Zona Franca está previsto para 2023. Elas serão analisadas agora por comissão especial, antes de irem a Plenário.
A PEC 103/11, do Poder Executivo, prorroga os incentivos por 50 anos, enquanto a PEC 439/09, do deputado Silas Câmara (PSC-AM), faz a prorrogação por tempo indeterminado. Já a PEC 506/10, aprovada no Senado, prorroga os incentivos até 2033, e também estende até 2029 os percentuais de desconto para a aquisição de bens e serviços de informática e automação, previstos na lei 11.077/04, que trata dos benefícios fiscais destinados à capacitação de tecnologia da informação. O fim desses incentivos está previsto para 2019.



O relator das PECs, deputado Henrique Oliveira (PR-AM), lembrou que a presidente Dilma Roussef, em sua primeira visita a Manaus (AM), já havia prometido a prorrogação por 50 anos. Ele previu que a PEC não terá problemas para ser aprovada. “Não apenas Manaus, mas a região metropolitana deve ser incluída quando fizermos a renovação”, disse.

Importância estratégica

A Zona Franca de Manaus é área de livre comércio, exportação e importação, que conta com incentivos fiscais de forma a atrair indústrias para a região Norte. Manaus exporta principalmente eletrônicos e mídias digitais. A existência da Zona Franca tem sido citada como um dos fatores para que o estado de Amazonas tenha a menor taxa de desmatamento na Amazônia.

Tramitação

Uma comissão especial será criada para analisar as propostas, que depois serão votadas em dois turnos pelo Plenário.

Dilma acerta parcerias com o MIT e Harvard

Governo brasileiro quer enviar 100 mil bolsistas ao exterior e vê as duas instituições americanas como importantes parceiras. Em Harvard, Dilma afirma que Brasil tem grave deficit educacional. 

A presidente Dilma Rousseff lançou ontem, terça-feira (10/04), iniciativas para estreitar os laços com o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e a Universidade de Harvard, duas das mais conceituadas instituições de ensino superior dos Estados Unidos. 

Depois de se encontrar com o presidente Barack Obama, na segunda-feira, a presidente brasileira continuou sua curta visita aos Estados Unidos em Boston, sede das duas instituições de ensino. 

"É muito importante para o Brasil o que estamos fazendo aqui", disse Dilma, ao lado da presidente do MIT, Susan Hockfield, antes de assinar dois acordos para expandir a cooperação tecnológica e aumentar o número de intercambistas brasileiros. 

"Eu quero expressar nosso enorme entusiasmo para as portas que se abriram hoje para uma nova era", comentou Hockfield. 

Como parte do acordo, a Escola de Engenharia do MIT e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) iniciaram uma colaboração, visando o intercâmbio entre estudantes, professores e pesquisadores, a pesquisa conjunta e também o desenvolvimento de novos programas educacionais. 

Dilma apresentou nos Estados Unidos o programa Ciência sem Fronteiras, que tem como objetivo alavancar o desenvolvimento tecnológico e a inovação científica no Brasil por meio de intercâmbios entre instituições brasileiras e estrangeiras. O programa pretende levar 100 mil bolsistas brasileiros para o exterior em quatro anos. 

Dilma também discursou na Universidade de Harvard, onde reconheceu que o Brasil, apesar de ser a sexta economia mundial, ainda apresenta um grave deficit educacional.

Contribuinte já pode checar se há pendências na declaração do Imposto de Renda 2012


Quem enviou a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física 2012 já pode checar se há erros que levam o documento à malha fina. A Receita Federal disponibilizou o extrato da declaração no portal e-CAC (saiba como acessar) 

Se identificar problemas, o contribuinte poderá solucioná-los mediante a apresentação de uma declaração retificadora. Os erros serão apontados pelo aplicativo. 

Quanto mais cedo for efetuada a correção, mais rapidamente será liberada a restituição. No caso de imposto a pagar, a correção dentro do prazo de entrega evita a incidência de multa e juros. O prazo teve início em 1º de março e se estende até 30 de abril. 

Por meio do extrato, também é possível conferir se as quotas do imposto estão sendo quitadas corretamente, além de alterar ou cancelar o débito automático das parcelas. O programa também aponta débitos em atraso e permite o parcelamento.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Vale cresce na exportação de carvão metalúrgico, cobre e fertilizantes e quer estar entre as quatro maiores produtoras de potássio do mundo

Murilo Ferreira, presidente da Vale, após receber suas homenagens, expôs os números de crescimento da mineradora, que emprega 132 mil pessoas no mundo
Ontem, durante o Almoço do Empresário, realizado na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), o presidente da Vale, Murilo Ferreira, palestrou sobre os negócios da companhia siderúrgica com o gigante asiático, a China. Segundo Fererira, além de minério de ferro, carvão e cobre, a empresa também investe forte na produção de potássio e níquel, elementos importantes para esta fase de crescimento do país asiático. 

Durante o evento, foram entregues algumas homenagens ao empresário. A Ferreira, o presidente da ACRJ, Antenor Leal, o presidente do Conselho Superior da ACRJ, Humberto Mota e o presidente do Jornal do Commercio, Maurício Dinepi, entregaram a Medalha Bicentenário da ACRJ (grau ouro), o diploma Visconde de Mauá e o livro “Casa do Empresário – Trajetória da Associação Comercial do Rio de Janeiro”, respectivamente. 

Primeiramente, em seu discurso, Ferreira expôs os números de crescimento da mineradora, que emprega 132 mil pessoas no mundo. O crescimento maior da Vale é na exportação de carvão metalúrgico, cobre e fertilizantes - elementos necessários para o mundo atual. Vivendo hoje um ciclo positivo, com 63% dos títulos investidos no Brasil, a empresa tem como objetivo um balanço sólido e conservador, possibilitando pagamentos justos de dividendos aos acionistas. 

“Obtivemos recordes em 2011. Crescemos quase 30% na receita operacional, com um lucro operacional de US$30 bilhões, um aumento de 38%. E nos próximos quatro anos, nossos 20 maiores projetores receberão uma verba de US$48,5 bilhões”, afirmou o empresário, ao evidenciar a grandiosidade da planilha de investimentos da mineradora. 

Relações com a China 
Ferreira vê com positividade o crescimento de países com grandes contingentes populacionais, como a China, Índia, Brasil e Indonésia, e observa o quanto estes países estão ansiosos por uma maior demanda em construção de habitação e infraestrutura, aumentando a procura por minério de ferro, carvão e cobre. 

Outros dois grandes potenciais são a produção de potássio - para fertilizantes - e de níquel, grande componente dos projetos ecológicos. 

“A China se tornou o maior consumidor mundial de fertilizantes, pois está muito preocupada com a maior produtividade de alimentos. A Vale está fazendo uma grande força para que seja colocada entre os quatro maiores produtores de potássio do mundo. Já o níquel será muito demandado em projetos sustentáveis, como a produção de automóveis com bateria elétrica”, explica Ferreira. 

A Ásia representa o maior mercado da Vale, sendo responsável por 53% da receita da mineradora. Destes, 32% são provenientes de negócios com a China. A Europa, que já foi o grande mercado da empresa, representa hoje uma receita de pouco menos de 19%. Isso porque o gigante asiático, em alguns casos, tem grande dependência na exportação de matéria prima e se tornou um país muito importante na America Latina. No primeiro trimestre desse ano, o consumo na China de minério de ferro foi 6% maior em comparação ao mesmo período do ano passado. 

“O fenômeno chinês está se disseminando no consumo de todos os produtos. Todos podemos ver a participação da China no consumo de metais. A China está cada vez mais dependente dos nossos minérios e dos minérios dos australianos. Hoje, 60% do total de minério são oriundos do exterior, principalmente Brasil e Austrália”, diz Ferreira. 

Para aumentar a vantagem em cima do minério australiano, tendo em vista que o produto demora 40 dias para chegar do Brasil à China, contra 14 dias da Austrália à China, a Vale está investindo na construção de navios, um centro de distribuição no Oriente Médio e uma estação de transferência flutuante nas Filipinas. 

Árvores amazônicas são identificadas com reconhecimento digital

Árvores amazônicas em região próxima a Manaus. Crédito: Karina Miotto
A identificação de espécies de árvores que são muito parecidas pode ser feita por uma técnica baseada no estudo da interação entre matéria e a energia radiada na forma de luz infravermelha. As experiências foram feitas com ‘matamatá’, árvore da família da Castanha-do-Brasil, muito abundante no Amazonas e cujo nome popular engloba diversas espécies já que as árvores são muito semelhantes.
A técnica consiste em realizar medidas repetidas das estruturas vegetais para estabelecer uma referência e funciona porque cada espécie possui uma assinatura espectral particular, seja nas folhas ou na madeira. Entretanto, a existência de uma coleção identificada pelo especialista Scott Mori e curada por Ana Andrade, do Projeto Dinâmica Biológica de Fragmentos Florestais (PDBFF), permitiu que os resultados da técnica fossem calibrados precisamente. “Os resultados corroboram a identidade das espécies fornecidas pelo autor, sendo uma oportunidade para aprimorar, acelerar e modernizar as atividades de reconhecimento” observa Flávia Durgante responsável pelo trabalho, tema de seu mestrado no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
 




“Conseguimos não apenas ter certeza da identidade das espécies estudadas, mas também diminuímos o tempo e os erros de identificação”, afirma Flávia. O processo demora menos de um minuto, não gera resíduo, não consome a amostra e é muito mais barato do que análises de DNA.

Os resultados promissores sugerem que é viável a construção de um banco de dados calibrado por amostras de confiança, férteis e identificadas por um especialista. O equipamento que faz a medição é acessível para herbários, instituições de pesquisa e universidades. O potencial de aplicação é imenso, seja no contexto acadêmico como no ambiental e econômico, o que contribui para a conservação dos recursos florestais na Amazônia.

Ricardo Braga Neto

terça-feira, 10 de abril de 2012

Vale será principal patrocinadora do Inhotim

A Vale e o Instituto Inhotim assinam, amanhã, dia 11 de abril, contrato que eleva a empresa à condição de patrocinadora master do complexo museológico, localizado em Brumadinho (MG). Os recursos, da ordem de R$ 4 milhões, que serão destinados pela empresa ao Inhotim, via Lei de Incentivo à Cultura, terão como principal foco as políticas comuns de educação ambiental, inclusão social e a sustentabilidade. O Instituto Inhotim é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que se tornou um espaço de referência internacional em exposição de obras de arte contemporânea. No espaço se desenvolvem também projetos educativos relacionados à arte e ao paisagismo. A parceria com a Vale prevê a viabilização da manutenção e conservação dos acervos artístico e botânico do Instituto e das diversas atividades multidisciplinares voltadas para a democratização do acesso à cultura. 

A expectativa da Vale com o novo investimento é, principalmente, contribuir para o desenvolvimento cultural estruturante com foco em sustentabilidade, inclusão, cidadania e formação de agentes multiplicadores; descentralizar o acesso à cultura com visitas de aproximadamente 15 mil alunos e 600 mil professores da Região Metropolitana de Belo Horizonte, até o final de 2012. Vale e Inhotim comungam de princípios que posicionam as pessoas como a grande riqueza dos territórios. Por meio de parcerias com o poder público e a sociedade civil, a empresa busca fortalecer o capital humano e contribuir para o desenvolvimento social e econômico das comunidades, potencializando assim seus investimentos sociais. 

Localizado a 60 quilômetros de Belo Horizonte, o Inhotim é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público Estadual e Federal (Oscip) que reúne um dos mais importantes acervos brasileiros de arte contemporânea, um jardim botânico com coleções raras e de grande interesse da sociedade, bem como diversas ações educativas e sociais. Com apenas cinco anos de atividades, reúne 500 obras no seu acervo, 18 galerias e 23 obras a céu aberto, entre outras atrações. Na parte de botânica e meio ambiente, o espaço conta com 100 hectares de área de visitação, 15 de jardins e um acervo botânico de 4.200 espécies, compondo, assim, a maior coleção de plantas vivas dentre os jardins botânicos do país e a maior coleção de palmeiras do mundo. Apenas em 2011, cerca de 250 mil pessoas passaram pelos diferentes espaços. 

Os recursos do patrocínio deverão ser canalizados também para o projeto do Inhotim Escola, estrutura que integrará o Circuito Cultural Praça da Liberdade, onde a Vale já mantém o Memorial Minas Gerais Vale, com previsão de início de atividades em 2014. 

A Vale está presente no Circuito Cultural Praça da Liberdade desde 2010, quando foi inaugurado o Memorial Minas Gerais Vale, e há outros 20 anos como patrocinadora da Praça da Liberdade. A empresa mantém ainda outros importantes ativos culturais no Estado, como o Trem da Vale, trem turístico que faz a ligação entre as cidades históricas de Ouro Preto e Mariana, e apoia outras iniciativas culturais de grande relevância para o Estado, como o projeto Sempre Um Papo, os grupos Ponto de Partida e Giramundo, além da Orquestra Filarmônica de Minas e do Museu de Artes e Ofícios, espaço instalado na capital que abriga e difunde um acervo representativo do universo do trabalho, das artes e dos ofícios do Brasil. 

Cadeia de supermercados dos EUA bane peixe «insustentável»

A cadeia de supermercados norte-americana Whole Foods anunciou que vai suspender a venda de peixe e marisco capturado de forma não sustentável.

A medida terá início a partir do dia 22 de Abril, no Dia da Terra. A gigante dos supermercados orgânicos seguirá uma lista de indicação de espécies ameaçadas criada pelo Blue Ocean Institute (Instituto Oceano Azul), organização do Aquário da Baía de Monterey, na Califórnia.

Na relação, as espécies são classificadas numa paleta de cores. A cor vermelha indica animais em perigo, sejam envolvidos em capturas acidentais (bycatch, em inglês), que vivam em regiões já exauridas pelo excesso de pesca ou que apresentam métodos de cultivo prejudiciais para o ambiente.

Algumas das espécies de marisco classificadas com essa cor e que não serão mais encontradas nas prateleiras do supermercado serão os polvos, o alabote-do-atlântico e o bacalhau-do-atlântico, este último normalmente capturado por redes de arrasto, uma forma de pesca predatória que pode destruir habitats. Como alternativas, a empresa vai oferecer bacalhau capturado com varas de pescar e alabote-do-pacífico.

«A longo prazo, o que realmente estamos a tentar fazer é ajudar a inverter os métodos de excesso de pesca e captura acidental, para que possamos mover a indústria como um todo para uma grande sustentabilidade», afirma a coordenadora de qualidade de marisco da Whole Foods, Carrie Brownstein.

Os preços podem tornar-se mais altos em alguns casos, já que alguns fornecedores mais sustentáveis têm rendimentos menores sobre os seus produtos.

Outras cadeias de supermercados americanas também passaram a adoptar a compra consciente, à medida que os consumidores tornaram-se mais preocupados com a origem do alimento que estão a consumir.

As mudanças começam a aparecer aos poucos. Em 2008, quando o Greenpeace publicou um guia de consumo sustentável em supermercados, todos os 20 grupos pesquisados naquele ano pela ONG foram reprovados.

Em 2011, apenas cinco falharam, afirma John Hocevar, director da campanha do oceano do grupo. «É impressionante ver que isso era um problema que não estava no radar da maioria dessas companhias e, com o nosso encorajamento e de outros, eles realmente tomaram partido», disse.

Apesar disso, a grande quantidade de grupos privados a emitir certificações pode confundir os consumidores. Algumas das opções de peixes e marisco da Whole Foods, além do novo sistema de cores, continuarão a receber a classificação do Marine Stewardship Council, que mantém um sistema de certificação para empresas de pesca sustentáveis.

Diario Digital

Nova York: cidade mais populosa do EUA caminha para a sustentabilidade

Central Park é um dos postais de Nova York/Foto: Josullivan.59
Conhecida pelas fachadas luminosas, vida intensa e pontos turísticos (leia-se Estátua da Liberdade, Ponte do Bronklin, Central Park e etc), a cidade americana de Nova York vem incorporando, cada vez mais, características de uma cidade sustentável.

Dona do título de cidade mais populosa do EUA - e uma das maiores do mundo -, Nova York implementou políticas de mobilidade mais sustentáveis, estimulou a construção de edifícios eco-eficientes e agora triplicou a capacidade de produção de energia solar.

As medidas vêm ocorrendo desde 2007, quando foi lançado o PlaNYC (Plano de desenvolvimento sustentável da atual administração). Um dos projetos é o Reiventar o Verde (Reinvent Green), um evento que reúne analistas com o propósito de desenhar ferramentas digitais e aplicativos que permitam aos nova-iorquinos desenvolver hábitos mais sustentáveis. Porém outras políticas mais efetivas estão em andamento.

“A questão é que o modelo de mobilidade centrado no carro está falindo” explicou o consultor dinamarquês Mikael Colville-Andersen

Energia
O anúncio da instalação de dez novos painéis fotovoltaicos foi feito na segunda-feira, 9 de abril, pelo prefeito Michael Bloomberg. Segundo ele, os painéis evitarão, anualmente, a emissão de 205 toneladas de dióxido de carbono na atmosfera. Os dez painéis foram instalados em prédios municipais, aumentando a produção solar da cidade para 648 quilowatts anuais, uma quantia ainda tímida, equivalente ao abastecimento de 143 famílias.

Os equipamentos fazem parte do programa “Efficiency 2.0”, que ainda prevê ações de conscientização para a redução do consumo de energia de empresas públicas e a população em geral. Além disso, foram instalados iluminação de baixo consumo em 12 pontos da cidade, o que vai gerar economia de US$ 332 mil anuais e evitar a emissão de 917 toneladas de dióxido carbono.

Desde o começo do PlaNYC foram implementadas energias limpas em 143 instalações e estão programadas outras 99, com as quais se prevê economizar US$ 32 milhões ao ano em custos energéticos.

Política de mobilidade garantiu que o número de ciclistas dobrasse em 5 anos/Foto: M Rey Alonso
Mobilidade
Nova York nunca foi uma cidade muito hospitaleira aos ciclistas: tráfego pesado, infraestrutura voltadas para veículos, entre outros. Ao menos este era o quadro até 2006, quando o projeto de pedágio urbano proposto pelo prefeito foi derrotado no Legislativo. Necessitando de medidas mais efetivas para melhorar o trânsito local, o governo passou a apostar na bicicleta.

Assim, naquele mesmo ano, foi criado um plano de construção de 320 km de ciclovias e ciclofaixas. A intenção era dobrar o porcentual de deslocamentos diários feito sobre bicicletas até 2012. Finalizada em 2009, a infraestrutura permitiu que o número fosse alcançado dois anos depois. Além das ciclovias, foram abertos aos ciclistas 20 bicicletários públicos e 3,1 mil paraciclos.

Ainda este ano, a cidade deve inaugurar um sistema de empréstimo de bicicletas, com 600 estações de aluguel e mais de 10 mil bicicletas. O plano é que, até 2030, a cidade tenha mais de 2.800 km de ciclovias e ciclofaixas, multiplicando o número de ciclistas. Ano passado, a cidade ocupou o 20º lugar no ranking das “Cidades mais amigáveis aos ciclistas de todo o mundo”, realizado pela Copenhagenize, empresa dinamarquesa especializada em consultoria, planejamento, marketing e comunicação de ações ligadas ao uso da bicicleta como meio de transporte.

Além disso, a cidade recentemente foi considerada como a quarta melhor para se caminhar no mundo, pela revista Frommer’s. A proeza se deu devido à proximidade existente entre casas e lojas, restaurantes, escolas, parques e transporte público. Para se ter ideia, 80% das crianças nova-iorquinas andam até a escola. As ruas numeradas também foi um fator para boa posição no ranking, uma vez que facilitam a localização e reduzem as chances de alguém se perder.

Para especialistas na área, o exemplo de Nova York deixa claro que com vontade política é possível modificar até as realidades mais áridas. Cada vez mais inchadas, pensar a mobilidade das cidades através de bicicletas e caminhadas é mais do que uma necessidade, como explicou o consultor dinamarquês Mikael Colville-Andersen, do Copenhagenize, em entrevista ao Estadão: “A questão é que o modelo de mobilidade centrado no carro está falindo”.

Redação EcoD

Brasil poderá ter legislação moderna para combater lavagem de dinheiro

A criação e manutenção de impérios econômicos resultantes de atividades ilícitas ficará mais difícil daqui para frente. A previsão foi feita nesta terça-feira (10) pelo senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) diante da aprovação de projeto de sua autoria que visa combater os crimes de lavagem de dinheiro.

Valadares se referia ao substitutivo da Câmara dos Deputados ao PLS 2009/2003, que torna efetiva a imposição de perdas econômicas aos criminosos e contraventores. Na essência, o substitutivo acolhido pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) elimina da Lei de Lavagem de Dinheiro (Lei 9.613/1998) a lista dos chamados crimes antecedentes.

Isso significa que a ocultação e dissimulação de valores de origem ilícita – proveniente de qualquer conduta infracional, crimiminosa ou contravencional – abre condições para a punição por lavagem de dinheiro. Hoje, a lei restringe a punição a determinadas origens ilícitas.

Modernização

Como destacou o relator, senador José Pimentel (PT-CE), a nova regra equipara a legislação brasileira à de países como Estados Unidos, México, Suíça, França e Itália. O fato é que o Brasil passaria de uma legislação de “segunda geração” (rol fechado de crimes antecedentes) para uma de “terceira geração” (rol aberto), como explicou Pimentel.

O projeto cria a possibilidade de apreensão de bens em nome de “laranjas”, ou seja, terceiros que os criminosos ou contraventores usam para ocultar o patrimônio real.

Os chamados “procedimentos processuais” se tornam mais céleres, para viabilizar a punição. O julgamento do réu poderá ser feito inclusive à revelia, por meio de defensor dativo. O juiz poderá determinar a alienação antecipada de bens resultantes de atividades ilícitas, caso eles apresentem risco de deterioração, ou sejam de manutenção onerosa.

Valadares citou informações de que, em 2011, havia R$ 2,4 bilhões em bens retidos no país, decorrentes de processos sobre atividades suspeitas “que duram anos e anos”. Quando esses processos chegam ao fim, acrescentou, os bens já têm pouco valor ou apresentam elevado custo de manutenção.

O projeto prevê que o os valores arrecadados nos leilões desses bens se destinem a uma conta vinculada. No caso de absolvição, retornam para os réus e, em caso de condenação, vão para o erário.

Fonte
Para Valadares, esse conjunto de medidas servirá para “combater o crime em seu nascedouro”. O relator José Pimentel concordou com ele: o crime organizado só sobrevive se for dado a ele, de alguma maneira, a oportunidade de legitimar e legalizar seus fluxos e estoques de recursos.

De acordo com Pimentel, o combate à lavagem de dinheiro é umas das formas mais eficientes de enfrentar crimes graves, como tráfico de drogas e de armas, sonegação tributária e corrupção.

O projeto aprimora o recurso da delação premiada, ao prever que ela possa acontecer “a qualquer tempo”. Ou seja, mesmo depois do julgamento, o juiz pode deixar de aplicar a pena a criminoso que colabore com a Justiça na apuração de infrações penais ou na recuperação de valores resultantes de crimes.

Informações
Outra inovação é a ampliação da lista de instituições que devem colaborar com o sistema de prevenção à lavagem de dinheiro. Agora, juntas comerciais, agenciadoras de atletas e empresas de transporte de valores, entre outras, são obrigadas a comunicar às autoridades as chamadas operações suspeitas. A multa para o descumprimento aumentou: o valor máximo passou de R$ 200 mil para R$ 20 milhões.

Valadares considerou a inovação importante porque o número de operações suspeitas comunicadas por bancos ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aumentou de 84 mil, em 2004, para 1,3 milhão, no ano passado. A intenção é fechar o cerco a todas as possibilidades.

O objetivo das mudanças, na avaliação do autor do projeto, é dotar o Estado brasileiro de um sistema eficiente para enfrentar o crime organizado. De acordo com ele, é preciso integração dos órgãos e controle capaz de detectar os desvios.

O parlamentar disse que seu projeto tramitou cinco anos no Senado e três na Câmara, onde recebeu o substitutivo aprovado nesta terça-feira pela CAE. Ele espera que a matéria, que ainda será analisada terminativamente pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), possa ser sancionada neste ano pela presidente Dilma Rousseff.

Agência Senado