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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Beber um copo de leite por dia pode beneficiar o cérebro

Quem toma um copo de leite por dia ajuda duplamente o organismo, pois recebe os nutrientes essenciais necessários e também colabora para um melhor desempenho mental, diz um estudo recente, publicado no 'International Dairy Journal'. 

Além do conhecido benefício à saúde dos ossos, o leite ajudaria a retardar o declínio mental - Niels Andreas/AEDe acordo com o texto, adultos com maior consumo de leite e produtos lácteos conseguem atingir pontos muito mais elevados em testes de memória e de outras funções cerebrais do que aqueles que bebem pouco ou nenhum leite. Além disso, as possibilidades de falha dos bebedores de leite são cinco vezes menores do que o restante.

No estudo, pesquisadores da Universidade de Maine acompanharam mais de 900 homens e mulheres, com idades entre 23 e 98, durante testes do cérebro - incluindo testes de memória visual-espacial, verbal e de trabalho. Os participantes também eram avaliados segundo seus hábitos de consumo de leite.

Foram realizadas oito diferentes medidas de desempenho mental e, independentemente da idade ou do teste, todas as pessoas que bebiam ao menos um copo de leite por dia apresentavam mais vantagens na hora da resolução. 

As maiores pontuações foram observadas naqueles com grande ingestão de leite e produtos lácteos em comparação com os que consomem pouco e em menor frequência. Os benefícios persistiram mesmo depois que os estudiosos levaram em conta outros fatores que podem afetar o cérebro, como a saúde cardiovascular, a dieta alimentícia e o estilo de vida. Na verdade, os bebedores de leite tendem a adotar dietas mais saudáveis no geral, dizem os pesquisadores.

Além dos muitos benefícios para a saúde, como evitar problemas nos ossos, o leite pode ajudar a retardar o declínio mental. Ou seja, um benefício para o futuro e inevitável envelhecimento da população. 

Segundo os cientistas, ainda são necessárias mais pesquisas, porém não dá para ignorar os efeitos positivos do leite sobre o funcionamento do cérebro. "É uma oportunidade para retardar ou prevenir a disfunção neuropsicológica", afirmam.

Governo de Alagoas discute turismo na região do rio São Francisco

O secretário de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico, Luiz Otavio Gomes, e a secretária de Turismo, Danielle Novis, discutiram, nesta segunda-feira (30), o Programa de Dinamização do Turismo Sustentável Ambiental do rio São Francisco, que será implementado em parceria com o Instituto Ambiental Brasil Sustentável (IABS).

O projeto tem como objetivo apoiar a dinamização e o desenvolvimento sustentável do turismo no Baixo do São Francisco como ferramenta de desenvolvimento socioeconômico para as populações locais de baixa renda. “O Governo de Alagoas já designou uma equipe que será responsável pela implantação desse programa”, garantiu Luiz Otavio Gomes.

Para a secretária Danielle Novis, o programa é de extrema importância para a economia e desenvolvimento do turismo em Alagoas, uma vez que a região do Rio São Francisco é o 3º polo turístico do Estado. “O período de implementação do programa, que vai até 2014, deve ser acelerado, pois dispomos da expertise para a agilidade nas contratações”, afirmou.

Nesta quarta (1º) e quinta-feira (2), será realizada a missão de arranque do projeto, com as oficinas de nivelamento de informações e documentos, revisão do cronograma das atividades, indicadores de desempenho, detalhamento das atividades e a consolidação do arranjo institucional – que contará com um comitê gestor formado por representantes do Estado de Alagoas, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Agência Espanhola de Cooperação Internacional (Aecid) e IABS.

IABS

A IABS é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) que desenvolve ações para o fortalecimento institucional e desenvolvimento sustentável do país. O Instituto já executou 120 projetos em 12 estados brasileiros, América do Sul, América Central, África e Espanha.

Fonte: Agência Alagoas

Trabalho de reflorestamento da Danoninho para Plantar!

No último dia 26 de janeiro, quinta feira, fui convidado para conhecer o trabalho de reflorestamento que a Danone está fazendo em parceria com o Instituto Ipê. Eu e mais três blogueiros, a Roseli do Observatório Eco, o Gabriel do Diário do Verde e a Thanuci do Rastro de Carbono, estivemos em Nazaré Paulista para visitar a área onde o projeto está sendo executado. As mudas estão sendo plantadas pelo Instituto Ipê, que há 20 anos atua no ramo de pesquisas ecológicas.

O projeto Danoninho para Plantar foi lançado em 2010 e já atinge a marca de 200 mil m² de área reflorestada. Ao comprar um Danoninho, o consumidor encontrará um código que lhe permite criar sua área de preservação na Floresta do Dino, personagem que, para as crianças, é sinônimo de cuidado com a natureza. Após inserido o código e criada a floresta, a Danone se compromete a financiar o plantio das árvores.

O projeto é bem interessante por conta do local escolhido pelo Instituto Ipê para fazer o reflorestamento. A área faz parte da APP (Área de Preservação Permanente) da represa do Atibainha, a qual faz parte do complexo de abastecimento Cantareira, responsável pelo abastecimento hídrico de quase toda a capital paulista. A área é de responsabilidade da Sabesp, mas o descaso da instituição fez com que diversos pecuaristas ocupassem o local de forma irregular, degradando aquilo que deveria ser um local de preservação.

O trabalho do Instituto Ipê não é nada fácil. Eles devem articular a conversa com a Sabesp para poder executar o trabalho nas áreas da empresa. Além disso precisam ter muito diálogo com os moradores da região para que possam convencê-los a devolver a área ocupada e venham a entender o valor da preservação da floresta na região. E todo esse trabalho exige dinheiro, empecilho este que a Danone está disposta a arcar.

A beleza do local é incrível, mas nem se compara ao valor do serviço ambiental que presta ao nosso país. A floresta da região é imprescindível para a manutenção do ciclo hídrico, e o bom funcionamento desse sistema é o que faz com que a cidade de São Paulo seja suprida diariamente com água potável. Se este local não for preservado a capital paulista irá sofrer seriamente com falta de água.

Pense bem sobre o valor desse serviço ambiental. Parabéns aos envolvidos pela seriedade nesse trabalho de preservação.

Setor Extrativo Mineral do Pará tem o maior crescimento do Norte em 2011

Em 2011 a geração de empregos formais no setor extrativo mineral paraense cresceu 18% - o maior índice entre os Estados da Região Norte. O novo mapa sobre a flutuação dos postos de trabalho no setor paraense, de dezembro a janeiro de 2011, tem como base as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, com análise do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA) e que é divulgado pela Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Renda (Seter).

O relatório aponta que em 2011, foram registradas no setor extrativo mineral, em todo o Pará, 4.488 admissões contra 2.015 desligamentos - saldo positivo de 2.473 postos de trabalho e crescimento de 17,92%. Já na Região Norte, em 2011, foram feitas 7.815 admissões contra 3.981 desligamentos - saldo positivo de 3.834 postos de trabalho. Em todo o Brasil, o saldo positivo de empregos formais em 2011, no setor, foi de 19.510 postos de trabalho.

A análise do Dieese-PA mostra ainda que, em 2011, todos os Estados da Região Norte apresentaram saldos positivos de empregos formais. E o Pará foi o maior destaque, com 2.473 postos de trabalho, seguido pelo Amapá (609 postos de trabalho), Amazonas (345 postos) e Rondônia (336 postos).

Segundo o balanço, o saldo de empregos formais obtidos no setor extrativo mineral paraense, em 2011, além de ser o maior verificado entre os demais Estados do Norte, representa 65% do saldo total de postos de trabalho gerados em toda a região no mesmo ano (3.834 postos). O relatório faz parte do Observatório do Trabalho do Estado do Pará, uma parceria entre o Governo do Estado, por meio da Seter, e o Dieese-PA.

5 passos para construir um sistema hidropônico

Hidroponia geralmente significa o cultivo de plantas em água sem o uso de solo. Quando este fenômeno era novidade, era um pouco mais complicado e acabava sendo “confinado” às pessoas experientes, que sabiam sobre jardinagem e tinham conhecimento técnico.

Mas agora, com o avanço no campo tecnológico o cenário mudou completamente e é possível que todos possam criar um sistema de hidroponia a partir do zero, isso também com poucas despesas. Não é necessário ser um técnico para construir este sistema. Se você for capaz de inserir um tubo em uma bomba de água e fixar em um reservatório, o sistema hidropônico poderá ser criado facilmente.

A seguir cinco passos para construir um sistema hidropônico:

1. Arranjo

Esta é a parte essencial do procedimento e não é muito difícil ou complicado. Primeiramente é preciso decidir as espécies de plantas a serem cultivadas. O projeto será definido com base nesta escolha. O sistema deve ser executado de acordo com a exigência de cada espécie de planta.

Para as plantas que dependem de água abundante, sistemas hidropônicos de fluxo e refluxo são considerados melhores, enquanto para outros, o sofisticado sistema de gotejamento é recomendado. Uma vez decidido o que será cultivado, é recomendável que se faça uma pesquisa para verificar qual é o sistema mais adequado à sua escolha. Quando isso for resolvido, compre as plantas. Na internet podem ser encontrados alguns sites que oferecem planos de hidroponia gratuitos.

2. Elementos constitutivos

Estes podem ser encomendados online ou comprados em lojas especializadas. Eles formam uma parte importante do sistema. Diversos sites na internet oferecem listas de componentes, além de guia sobre como criar um sistema hidropônico a partir do zero.

Depois de saber quais componentes são necessários, é hora de comprá-los. Escolha os componentes exatos que estão citados na lista. Nunca tente coisas similares. Uma simples mudança pode alterar o funcionamento do seu sistema. Lembre-se que os itens da lista são escolhidos por pessoas especializadas com base no melhor para o sistema.

3. Construção do sistema

Depois das compras, é hora de começar a construir o sistema. Tente construir um que possa durar bastante tempo.

Há certas coisas que você deve saber nesta fase. Procure pelas dimensões, equilíbrio e ângulos corretos. Comece colocando as peças maiores, como um recipiente de nutrientes em um lugar seguro, onde ele permanecerá em equilíbrio. Depois, anexe as bandejas de acordo com a exigência do seu sistema hidropônico. Certifique-se que esteja usando equipamentos de apoio, se sentir que o tabuleiro não está em equilíbrio e seguro para permanecer constante para o recipiente.

4. Não ignore os pequenos detalhes

Muitas vezes, um sistema perfeitamente hidropônico pode ser arruinado por ignorar pequenas coisas. Algumas delas podem passar despercebidas quando se está construindo um sistema. Portanto, é melhor e recomendável fazer uma verificação final e completa quando a fase de construção do seu sistema hidropônico acabar. É melhor examinar os acessórios como tubos soltos, bombas não funcionais, tubos de ar e sistema de drenagem sem limites pelo menos uma vez. No caso de suspensão do sistema que estão sendo usados​​, verifique se estão bem e devidamente montados.

5. Diversos

Isto é tudo o que um sistema hidropônico pode oferecer a uma planta: oxigenação e nutrientes, mas um vegetal geralmente requer mais do que isso. É também exigida uma boa temperatura, umidade e luz solar para que a planta cresça bem.

Componentes extras, como umidificadores, luzes hidropônicas, sistemas de refrigeração e assim por diante, não são partes de um sistema hidropônico, como procedimento. A adição destes componentes ao sistema não só é muito necessária, mas benéfica também. 

Com informações do EcoFriend.

Califórnia promete 1,4 milhão de veículos elétricos e híbridos até 2025

A Califórnia se comprometeu com uma meta ambiciosa: colocar 1,4 milhão de veículos elétricos e híbridos nas estradas até 2025. Para que a projeção torne-se realidade, um de cada sete novos carros vendidos deve emitir o mínimo de poluição.

O estado norte-americano exigirá que os veículos reduzam seus níveis de poluição em 50% inicialmente e 75% até 2025. Para John Boesel, presidente da organização CALSTART, sem fins lucrativos e focada no crescimento do setor de transporte limpo, esta foi uma medida histórica que incentiva o crescimento da indústria de tecnologia limpa.

A meta foi traçada, votada e aprovada pelo California Air Resources Board (ARB) por unanimidade. Quatro medidas principais serão tomadas: novos padrões de carro serão adotados a partir de 2017, novas regras para emissões dos automóveis, será aplicado o mandato Veículo Emissão Zero (para que 15% dos novos carros vendidos na Califórnia não emitam gases de efeito estufa) e uma política que exige que as grandes companhias petrolíferas financiem a infra-estrutura de veículo de baixo carbono, tais como estações de recarga.

De acordo com o site Sustainable Business, as normas devem ser adotadas por outros Estados e até mesmo pelo governo federal. A Califórnia segue dando exemplo pelo estímulo às ações sustentáveis.

O pacote de iniciativas deve custar aos californianos 22 bilhões de dólares até 2025 e promete criar 21 mil novos empregos em todo o estado. Estima-se que o consumidor já sinta a economia no bolso nos três primeiros anos de posse do novo veículo. Afinal, diminuirá o gasto com gasolina, logo o custo com um carro mais sustentável e, provavelmente, mais caro será facilmente recuperado. 

Com informações do Sustainable Business

Obama lança programa de merenda saudável nas escolas dos EUA

Os norte-americanos sempre foram os líderes dos fast-foods, mas agora o presidente Barack Obama pretende mudar esse cenário incentivando o consumo de alimentos mais saudáveis. A medida instituída por ele prevê mudança na merenda escolar, trocando as “besteiras” por saladas e grãos integrais.

A medida foi anunciada na última quarta-feira (25) e conclui um projeto iniciado em 2011. Esta é a primeira grande alteração no cardápio escolar nos últimos 15 anos. A proposta inclui a troca de carnes, consumida no café da manhã, por frutas e alimentos ricos em grãos integrais. A primeira dama, Michelle Obama, teve participação fundamental para a mudança. “Como pais, nós tentamos preparar refeições decentes, limitar a quantidade de besteiras que os nossos filhos comem e garantir que eles tenham uma dieta razoavelmente equilibrada. Quando você está colocando em prática todo esse esforço, a última coisa que queremos é que todo esse trabalho árduo seja desfeito no refeitório das escolas”, declarou Michelle em um comunicado oficial.

Alguns governos locais e empresas ligadas ao setor alimentício se mostraram contrárias às mudanças. Alguns municípios estudam até mesmo criar legislações próprias que os permitam desistir do programa de merenda nacional. O argumento usado pelo senador Rich Crandall, do Arizona, é o de que a norma será implantada, mas não haverá recursos financeiros para que ela seja colocada em prática. Segundo Kevin Concannon, secretário da Agricultura para serviços de alimentação, nutrição e consumo, o governo irá aumentar a verba em seis cêntimos para cada refeição. Esse é o primeiro aumento em 30 anos.

As mudanças na merenda se tornaram necessárias devido aos altos índices de sobrepeso, que atingem um terço das crianças em idade escolar e representam gastos anuais de US$ 3 bilhões, somente com custos médicos. As estimativas são de que as novas regras, que entram em vigor no primeiro dia de julho, reflitam em gastos de US$ 6,8 bilhões, durante os próximos cinco anos.

A campanha, batizada de “Let’s Move”, obriga as escolas a oferecerem todos os tipos de vegetais, incluindo verduras escuras, feijão, ervilha, grãos, entre outras coisas. Uma das propostas é trocar a carne por tofu, por exemplo. Dessa forma, será possível reduzir até 225 calorias em cada refeição.

Exemplo de Nova York

Em Nova York as autoridades já comprovaram a eficiência de incentivar hábitos mais saudáveis. Os níveis de obesidade em crianças na idade escolar caíram 5,5% entre 2006 e 2010, graças aos programas que promovem a atividade física e alimentação balanceada.

A cidade obrigou as escolas a eliminarem frituras e refrigerantes açucarados das lanchonetes. Em contrapartida as instituições de ensino acrescentaram alimentos com baixo teor de gordura e saladas. 

Com informações da Bloomberg.

Macacos quase extintos são encontrados em Parque da Colômbia

Uma nova população, de um dos mais raros primatas do mundo, o macaco-aranha marrom (Ateles hybridus), foi encontrada no Parque Nacional Selva de Florencia, na Colômbia, conforme anunciado por conservacionistas na última semana.

O macaco-aranha marrom é considerado um dos 25 primatas mais ameaçados do mundo. Ele reside em duas populações distintas de cada lado do rio Magdalena, no centro da Colômbia, parcialmente dentro da paisagem Eje Cafetero. Cada população representa uma subespécie diferente: A. hybridus hybridus vivendo em um lado do rio, A. h. brunneus do outro. Enquanto a primeira era conhecida por ocorrer em áreas nacionais protegidas, esta última ainda era desconhecida até pouco tempo atrás.

Considerado criticamente ameaçado pela União Internacional para Conservação da Natureza, o macaco-aranha marrom tem diminuído na faixa norte da América do Sul, em pelo menos 80% nos últimos 45 anos, principalmente devido à caça e à perda de habitat.

A estimativa é de que existam menos de 30 indivíduos de A. hybridus brunneus por quilômetro quadrado do Parque, de acordo com Nestor Roncancio, do Programa Wildlife Conservation Society (WCS) da América Latina e Caribe, que esteve na expedição onde foram encontrados os macacos. A outra subespécie não foi encontrada no parque durante a pesquisa recente.

"Esta descoberta emocionante de macacos-aranha marrons no Parque Nacional Selva de Florencia enfatiza a importância de áreas protegidas para preservar a vida selvagem, mesmo para espécies previamente desconhecidas", disse Julie Kunen, diretora da WCS da América Latina e Caribe. "O fato de que a espécie foi encontrada em uma área protegida dá esperança aos conservacionistas de que as populações serão salvaguardadas e podem até mesmo crescer em número."

Quando o parque nacional foi formado em 2005, não houve avistamentos de macacos-aranha marrom e a espécie foi considerada localmente extinta.

De acordo com o site da National Geographic, Roncancio disse que a paisagem bruta da região e a história dos conflitos armados tornaram difícil a condução de pesquisas mais extensas.

Em novembro de 2011, um fazendeiro local relatou ter visto um macaco-aranha marrom, estimulando os cientistas a organizar uma curta expedição para encontrar a espécie. "Ficamos muito surpresos, porque, apesar de acreditar que era possível que o macaco estivesse lá, sabíamos que seria muito improvável vê-lo em uma viagem tão curta e devido ao terreno difícil", disse Roncancio. "Foi um momento muito emocionante", completou o cientista. A pesquisa rendeu observações de pelo menos dois macacos-aranha marrom.

A população recém-descoberta é o único grupo da espécie vivendo em uma área protegida e é a mais meridional. Infelizmente, o Parque está localizado na área mais ao sul da faixa da espécie, assim a população está vulnerável ao extermínio.

Roncancio e seus colegas estão desenvolvendo um plano de conservação para proteger os primatas. Para garantir a sobrevivência do macaco-aranha marrom na Colômbia, os conservacionistas irão avaliar seu status na Selva e restaurar o habitat degradado para fornecer conectividade entre as populações do norte, que está atualmente sendo estudada pela WCS. 

Com informações da National Geographic e WCS.

Aprovada a criação do Distrito Industrial Belo Monte

O município de Vitória do Xingu, no Estado do Pará, será sede do primeiro distrito industrial da Transamazônica, empreendimento que vai impulsionar o desenvolvimento sustentável da região onde está sendo construída a hidrelétrica de Belo Monte. A criação do Distrito Industrial e Comercial Belo Monte foi aprovada pelo poder público do município, através de Projeto de Lei e decreto regulamentando o empreendimento, que deve ser lançado em março.

O Distrito Industrial e Comercial Belo Monte foi criado pela Lei nº 193/2011 e regulamentado pelo Decreto 024/2012, que permitem aos empreendedores iniciarem as obras de implantação do distrito, que ficará localizado próximo ao canteiro principal da Hidrelétrica de Belo Monte, na margem da Rodovia Transamazônica. Construído totalmente com recursos da iniciativa privada, o distrito vai permitir a implantação de grandes empresas que atendem às obras de construção da usina, e visa também atrair mais investimentos para a região.

Idealizado por um grupo de empresários locais, o Distrito Industrial e Comercial Belo Monte será um marco na construção de hidrelétricas e vai ajudara região a aproveitar melhor as oportunidades criadas por Belo Monte. O empreendimento será construído em uma área de 600 hectares, entre a Rodovia Transamazônica e o Rio Xingu, terá lotes industriais, comerciais e de serviços, acesso a porto de grande calado e com toda a infraestrutura urbana necessária para a instalação de empresas, como energia elétrica, água, asfalto e saneamento básico.

O empresário Vilmar Soares, de Altamira, está à frente da empresa responsável pelo empreendimento, a Belo Monte Participações e Urbanismo (BMP Urbanismo), e explica que o Distrito Industrial e Comercial Belo Monte vai contribuir no desenvolvimento regional. “Nossa ideia era criar uma solução de logística e, ao mesmo tempo, oportunizar melhores condições de atendimento para os fornecedores da construção de Belo Monte”, diz João Serra.

Os investimentos na implantação no empreendimento devem superar os R$ 40 milhões. Considerando os recursos que serão investidos pelas empresas que vão se instalar no local, o montante pode passar de R$ 100 milhões. "Queremos ficar próximos da obra. Pretendo investir cerca de R$ 3 milhões na abertura de lojas dentro do centro comercial", diz Marcelo Zanella, dono da empresa de materiais de construção Avenida Homecenter, em Altamira, e um dos empreendedores envolvidos no projeto do Distrito.

"Esse projeto é crucial para o comerciante local. Hoje a distância da obra implica aumento substancial de preços, além de perda de tempo", acrescenta Vilmar Soares, informando que o objetivo também é atrair indústrias para o local. “Já estamos negociando com grandes empresas que desejam se instalar no local, como frigoríficos e laticínios. Temos uma grande produção regional de gado, cacau, peixe, além de potencialidades como a madeira e o minero, portanto, a nossa estratégia é que sejam montadas indústrias para aproveitar esta oferta de matéria-prima na região, a energia farta da usina e a facilidade do transporte fluvial”, explica Charles.

O Distrito Industrial e Comercial Belo Monte terá três diferentes setores: um setor industrial, destinado a grandes empresas, como distribuidores de combustíveis e oficinas mecânicas, entre outros; um setor comercial, com áreas de 300 metros quadrados, em média, onde ficarão empresas de produtos e serviços gerais, como restaurantes, papelaria, farmácias, padarias, lojas de material de construção, hotéis etc; e o terceiro setor, o residencial, destinado à construção de moradias para a população que trabalhará nas empresas instaladas no distrito.