Redirecionamento

javascript:void(0)

quarta-feira, 2 de março de 2011

Engenheiro sueco aproveita calor humano para suprir energia em edifício

Como os preços da energia estão subindo, as soluções criativas para reduzir os gastos e aproveitar os recursos disponíveis estão sendo explorados por várias empresas. Os engenheiros da Jernhusen, companhia imobiliária que detém a Estação Central de Estocolmo, descobriram uma nova maneira de capturar e usar o calor humano.

O plano consiste em capturar a energia gerada pelo calor dos corpos por meio
de receptores instalados por toda a movimentada estação. Os engenheiros utilizam trocadores de calor no sistema de ventilação, para transferir o excesso de calor corporal para a água e depois bombeá-la para um prédio de escritórios anexados à estação fornecendo-lhe um aquecimento eficaz e ambientalmente correto.

A Estação Central na Suécia é a maior e mais movimentada estação ferroviária
da Europa setentrional com quase 250 mil passageiros por dia. Todos os corpos em movimento geram calor excessivo no edifício, apesar do clima frio. O processo pode reduzir o custo energético do edifício em até 25%.


"As pessoas agora estão começando a pensar sobre as redes de distribuição urbana de calor em todos os lugares", diz Doug King, um consultor especializado em inovação de design e desenvolvimento sustentável na construção civil.

"Esta é uma tecnologia antiga, que está sendo usada de uma maneira nova. A
única diferença aqui é que temos compartilhado a energia entre dois edifícios diferentes ", diz Klas Johansson, que é um dos criadores do sistema e chefe de divisão ambiental da Jernhusen.

Esta solução criativa de Jernhusen nos lembra que há muitas fontes
disponíveis de energia que podem reduzir os custos e reduzir os impactos ambientais.

A obra custará um bilhão de euros e tem conclusão prevista para junho de
2012. 

Se Belém, Goiânia e Florianópolis tivessem sido escolhidas para a Copa, a história poderia ser outra

Nesta quarta-feira (2/3), o Portal 2014 apontou em relatório feito por sua equipe de reportagem que, dos doze estádios escolhidos para a Copa 2014, ao menos cinco devem virar elefantes brancos.

Definitivamente, o que mais atrasa o crescimento do Brasil é a falta de
planejamento. O que mais ouvimos dizer hoje é que o grande problema da Copa 2014 serão os aeroportos. De fato serão. Mas quem não sabia que esse seria o maior gargalo do país, frente ao enorme desafio de prepará-lo para o maior evento de mídia do planeta?

As obras de que precisávamos não aconteceram. Teremos os puxadinhos... E a
escolha das cidades, do ponto de vista de logística, não poderia ser pior.

Certamente não escolheram Manaus por conta da sua enorme tradição no
futebol. Nem Cuiabá pela sua bem-equipada estrutura hoteleira. Ou Natal, pela força da iniciativa privada, capaz de, sem recursos públicos, erguer uma arena de futebol.

Se em 31 de maio de 2009, data em que a Fifa divulgou nas Bahamas a escolha
feita pela CBF e governo brasileiro das cidades escolhidas, Belém, Goiânia e Florianópolis tivessem sido anunciadas, será que o risco de elefantes brancos seria menor?

Em 2008, fui assistir a um clássico manauara no Vivaldão, entre Rio Negro e
São Raimundo. Sabem qual foi o público pagante? Exatas 198 pessoas. Com uma renda de R$ 4 mil. E isso dificilmente vai mudar...

No entanto, Belém, que disputava com Manaus o direito de sediar a Copa, foi
preterida, mesmo tendo Payssandú e Remo como duas das torcidas mais apaixonadas do Brasil. Sem contar o estádio do Mangueirão, que é um dos mais belos e funcionais do país.

O grande argumento para a escolha de Manaus foi o marketing da Amazônia.
Agora, será que os turistas vão gostar de ver igarapés poluídos, uma bagunça urbana com trânsito caótico e todas as mazelas da cidade?  Florianópolis apresentou como proposta a reforma do estádio do Figueirense, com capital privado, para sediar a Copa.  No entanto, a escolhida Natal patinou até hoje para encontrar um modelo que fosse interessante para as construtoras.

Seu grande trunfo foi  proximidade da cidade com a Europa. Ora pois, em
altura de cruzeiro, o aeroporto de Recife, por exemplo, está a 15 minutos de vôo amais. Mas o problema maior não é na chegada dos europeus ao país, e sim o transporte entre as cidades, principalmente de aviação executiva. E Florianópolis, com potencial esportivo, estádio privado e entre Porto Alegre e Curitiba, a uma hora de vôo de São Paulo, ficou de fora... Alguém consegue explicar?

Cuiabá ter optado por construir um estádio com arquibancadas removíveis não
esconde o fato de que a capital mato-grossense terá um dos maiores elefantes brancos da Copa. Afinal, serão gastos mais de R$ 500 milhões em uma arena que jamais terá um uso proporcional a tanto investimento.

Situação oposta é a de Goiânia, que já possui um estádio incrível projetado
pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha e tem torcida para enchê-lo, tanto do Goiás, quanto do Vila Nova e do Atlético-GO.

Em alguma coisa nossos governantes erraram. Ou foi na escolha das cidades,
ou na falta de prioridade em melhorar os aeroportos, portos, hotéis e, principalmente, a mobilidade entre as cidades.

Para aquelas que foram as escolhidas ocupando o lugar das preteridas -,
não me levem a mal, pois é carnaval.

Rodrigo Prada (jornalista, autor do estudo sobre Os Estádios Brasileiros e
diretor do Portal Copa 2014)
 

Governo prefere Vale em Belo Monte

A Vale deve substituir o grupo Bertin no consórcio de construção de Usina de Belo Monte, no Pará. A direção da Eletrobras, após reunião na semana passada no Rio, fez o convite para a Vale, que demonstrou muito interesse em participar do empreendimento, cujo investimentos previstos é da ordem de R$ 20 bilhões.

O governo tem pressa em resolver a questão, depois que o BNDES negou empréstimo para o grupo Bertin, pois teme que o início do ciclo de chuvas na região Norte atrase ainda mais o cronograma das obras. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou, durante a posse do novo presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, na segunda feira, que esta decisão será tomada "no início de março".

A vaga da Bertin no Consórcio Norte Energia estava sendo disputada tanto pela Vale quanto pelo empresário Eike Batista e, com menores chances, pelo grupo Gerdau. A favor da Vale pesaram alguns pré-requisitos essenciais. O principal deles consta do edital de licitação da usina: a necessidade de se ter na concessionária uma empresa autoprodutora e grande consumidora da energia elétrica que será produzida pela futura usina.

Além disso, a Vale tem conhecimento do projeto, já que participou do grupo derrotado pela Norte Energia, ao lado da construtora Andrade Gutierrez. Outro elemento favorável à mineradora é o fato de ela ser uma empresa com forte identidade nacional, assinalaram fontes do governos.

Neste cenário, assinalaram fontes do governo, a Vale sempre destacou-se como uma opção.

Para o governo, a definição do substituto da Bertin é o último empecilho para garantir o início das obras. Não existe preocupação com a derrubada da licença ambiental parcial pela Justiça do Pará, acontecida na sexta-feira. De acordo assessores que acompanham o processo de licitação, disputas jurídicas em empreendimentos desta natureza são naturais.

Da mesma forma, mantém-se, no Palácio do Planalto, o otimismo sobre a concessão da licença ambiental definitiva, apesar das declarações consideradas contraditórias dadas pelo atual presidente do Ibama Curt Trennepohl, ao "O Globo", afirmando não ser possível, no momento, conceder uma licença ambiental para a obra. A análise é de que todas as negociações possíveis, inclusive o diálogo com as populações indígenas e as mudanças de projetos para reduzir os impactos ambientais, já foram feitas.

Cientistas criam o microscópio mais potente do mundo


Cientistas britânicos fizeram com que um microscópio óptico conseguisse visualizar objetos de cerca de 50 nanômetros (bilionésimos de metro), oferecendo um olhar inédito sobre o mundo "nanoscópico".

A técnica, que alcança a maior resolução de que se tem notícia, poderia ser utilizada para observar vírus, diz a equipe de pesquisadores.

Com a ajuda de minúsculas contas de vidro, o procedimento usa as chamadas ondas infinitesimais, emitidas muito próximas de um objeto e que normalmente se perdem.

DESCOBERTA
Utilizar a luz visível --o tipo de luz captada pelo olho humano-- para observar objetos dessa escala é, de certa maneira, romper as regras da teoria da luz.

Normalmente, os menores objetos visíveis são definidos por um parâmetro conhecido como limite da difração.

Ondas leves natural e inevitavelmente se dispersam de tal maneira a limitar ao alcance do seu foco ou o tamanho do objeto que pode ser capturado.

As ondas infinitesimais que são produzidas na superfície dos objetos tendem a se enfraquecer com a distância, mas elas não estão sujeitas ao limite da difração.

Se capturadas, as ondas infinitesimais oferecem uma resolução muito mais alta que a obtida por métodos padrões de captação de imagens, explica o pesquisador do Centro de Pesquisa de Processamento a Laser da Universidade de Manchester, Lin Li.

OBSERVAÇÃO
Para observar os objetos, a equipe colocou contas de vidro entre dois e nove milionésimos de metro na superfície das amostras.

As contas coletam a luz transmitida através das amostras, captando as ondas infinitesimais e focando-as de maneira a serem observadas por um microscópio comum.

A equipe conseguiu observar objetos minúsculos como marcas em escala nanométrica em discos de Blu-Ray.

Mas o professor Li acredita que a técnica possa ser utilizada em estudos biológicos mais ambiciosos, nos quais ações em nanoescala são difíceis de serem observadas diretamente.

"A área onde acreditamos haver interesse é a observação de células, bactérias e até vírus", afirma Li.

Métodos indiretos de observação conseguiram tornar visíveis objetos a uma resolução de um nanômetro, e até os traços de uma única molécula. Mas nenhum deles é tão simples quanto a observação direta através do microscópio.

"Usar a tecnologia corrente requer muito tempo. Por exemplo, usar microscopia óptica fluorescente exige dois dias para preparar a amostra e a taxa de sucesso dessa preparação é de 10% a 20%", exemplifica o pesquisador.

"Isto ilustra o ganho potencial de introduzir métodos de observação direta."

Dilma anuncia reajuste médio de 19,4% para o Bolsa Família


O benefício a ser pago pelo Programa Bolsa Família a partir deste mês terá reajuste médio de 19,4%, podendo chegar a até 45,5% para os valores pagos na faixa etária até 15 anos de idade. O reajuste foi anunciado durante a visita da presidenta Dilma Rousseff ao município de Irecê, em pleno Sertão baiano. A presidenta participou da abertura de uma feira da economia organizada por produtoras rurais da região.

“Vamos beneficiar quem tem mais filhos e maior dificuldade de enfrentar a vida e um nível de pobreza maior”, disse a presidenta.

De acordo com dados do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, 93% dos usuários do cartão são mulheres. O Bolsa Família foi reajustado pela última vez em setembro de 2009.

A Bahia é estado com maior número de famílias beneficiadas pelo programa de distribuição de renda lançado no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mais de 1,7 milhão de famílias baianas recebem o Bolsa Família. Em Irecê, mais de sete mil famílias são atendidas pelo programa.

O segundo estado em número de beneficiados pelo programa é São Paulo, com 1,2 milhão de famílias. Minas Gerais vem em terceiro lugar, com 1,1 milhão de famílias.

O valor ajustado representa, em média, um aumento real de 8,7% acima da inflação do período de setembro de 2009 a março de 2011. Com isso, o benefício médio atual de R$ 96 subirá para R$ 115. Os valores a serem pagos vão variar de R$ 32 a R$ 242. Atualmente vão de R$ 22 a R$ 200.

Apoio financeiro do Fundo Amazônia


A partir de 01 de março, o público poderá encontrar a relação de documentos necessários para o apoio do Fundo Amazônia, de maneira simplificada e organizada por natureza jurídica da instituição proponente e por estágio do pedido de apoio no BNDES.

Em relação à natureza jurídica dos candidatos ao apoio, a informação está agrupada nas seguintes categorias: Associações e Fundações Privadas; Sociedades Empresárias e Cooperativas; Sociedades de Economia Mista e Empresas Públicas; Autarquias e Fundações Públicas; e Estados e Municípios.

Por sua vez, em cada uma das categorias acima, o interessado poderá verificar quais documentos jurídicos precisam ser efetivamente apresentados, de acordo com as fases do projeto, a saber: fase de enquadramento do pedido de apoio; fase de análise; e fase de contratação. Dessa maneira, sem perder a visão geral de toda a documentação jurídica exigida pelo BNDES, desde a apresentação do pedido ao Fundo Amazônia até a sua contratação, o público poderá ter acesso direto à informação segundo a fase em que se encontra o pedido de colaboração financeira.

O trabalho visou não só reunir informações que se encontravam dispersas em vários locais do site, como também facilitar a obtenção dos documentos jurídicos pelos proponentes, informando quais são os que podem ser obtidos diretamente na Internet (com link para o website do órgão expedidor) e quais são aqueles de natureza declaratória, a serem meramente subscritos pelo proponente.

Como poderá ser verificado, a lista de documentos não é substancialmente diferente daquela solicitada para, por exemplo, a obtenção de um financiamento imobiliário junto a um banco comercial, com exceção de eventuais licenças específicas, tal como o licenciamento ambiental (quando este é necessário).

Esses documentos são necessários não só para a operacionalização do pedido de apoio financeiro, como também para o levantamento da idoneidade cadastral dos proponentes. Visam, também, atender normativos legais que estabelecem a obrigatoriedade da apresentação de diversos documentos quando da celebração de contratos.

A nova organização dos documentos jurídicos necessários para a obtenção de apoio do Fundo Amazônia agrega, ainda, sob o título de “Observações Gerais”, informações sobre outras condicionantes que o BNDES considera no processo de análise do pedido de colaboração financeira, conferindo, assim, maior transparência a esse processo.

Essa iniciativa visa melhorar a comunicação do Fundo Amazônia com o seu público alvo, incorporando aperfeiçoamentos identificados no dia a dia do trabalho e aprimorando a qualidade da informação disponibilizada em seu site: http://www.fundoamazonia.gov.br/FundoAmazonia/fam/site_pt/Esquerdo/Documentos/



Suecos criam notebook controlado pelo olhar



Movimentar objetos com o poder dos olhos. É esse o alvo dos produtos da companhia sueca Tobii Technology, cujo protótipo mais popular foi revelado na feira de tecnologia Cebit, em Hannover (norte da Alemanha).

Em parceria com a fabricante de computadores pessoais Lenovo, a empresa produziu um notebook que não precisa teclado ou trackpad (retângulo usado em laptops para fazer as vezes do mouse). É o primeiro laptop do mundo a funcionar a partir de rastreamento do olhar.

Basta calibrar a velocidade do seu olho (o processo leva menos de 10 segundos) e começar a acessar pastas e movimentar janelas sem usar as mãos.

A reportagem testou duas aplicações do laptop: um game parecido com o clássico "Space Invaders", em que é preciso atirar em meteoritos que ameaçam a Terra, e o controle de um mapa virtual. Em ambos os casos, a resposta da máquina foi imediata e o uso, intuitivo.

No caso do jogo, após algum tempo de partida fica cansativo não poder mirar outro lugar que não a tela (e ao fazer isso, você invariavelmente estará perdendo a partida e condenando a raça humana ao extermínio).

RUMO AO MERCADO
A empresa não descarta o uso deste tipo de aplicação com periféricos já existentes, como o teclado.

"Agora, precisamos fazer modelos mais baratos e menores. Acredito que isso pode ser atingido em dois anos", diz Henrik Eskilsson, diretora-executiva da Tobii. Cerca de US$ 2 milhões foram gastos no desenvolvimento da tecnologia desde 2006. Por enquanto, só existem 20 exemplares deste notebook no mundo.

"Este protótipo é a prova de que a tecnologia de rastreamento de olhar é madura o bastante para ser usada em computadores com interface padrão", diz Eskilsson.

Nova espécie de peixe descoberta no Pará


Uma nova espécie de peixe foi descrita por pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi e Universidade do Pará, na Calha Norte do Rio Amazonas. O Stenolicmus ix foi descoberto no Rio Curuá, dentro da Reserva Ecológica Grão-Pará, a maior unidade de conservação de proteção integral do mundo, com mais de 4 milhões de hectares. A reserva faz parte do Corredor Central da Amazônia, que junto com o do Amapá, formam o maior corredor de biodiversidade do mundo.

O peixe foi coletado durante expedições do projeto Calha Norte, que vêm sendo realizadas desde 2008 na região. O bagre descoberto é pequeno, tem cerca de 2 centímetros de comprimento, de cor clara com manchas marrons, com olhos proporcionalmente grandes. Outra característica que o distingue de outros animais do mesmo gênero é o tamanho dos barbilhões, filamentos sensitivos, que possui próximos à boca. É o segundo do gênero descrito pela ciência. O outro é encontrado na Bolívia.

Apenas um exemplar foi coletado. O curador da coleção ictiológica do Museu Goeldi, Wolmar Wosiacki, acredita que seja um peixe difícil de ser encontrado, devido ao tamanho. “Qualquer espécie que venha a ser descoberta é importante para a biodiversidade. Uma das coisas mais importantes para o meio ambiente é conhecer as espécies que existem em determinadas regiões, afirma Wosiacki.

Os pesquisadores ainda não conhecem o tipo de ambiente utilizado pela espécie, mas acreditam que ela esteja associada a ambientes arenosos. A descoberta foi publicada na revista Zootaxa, em janeiro deste ano. Além de Wosiacki, os pesquisadores Daniel Pires Coutinho, do Museu Goeldi, e Luciano

Fogaça de Assis Montag, da Universidade Federal do Pará, assinam o texto.

Desde 2008, sete expedições foram organizadas pelo Museu Goeldi, pela organização não-governamental Conservação Internacional e pela Secretaria. Estadual de Meio Ambiente do Pará à região, composta por cerca de 30 pesquisadores e técnicos, desbravaram mais de 12 milhões de hectares da região, até então desconhecida para a ciência.

Meta do Minha Casa, Minha Vida é dobrar o número de moradias


A nova meta do programa de moradias populares Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, é dobrar o número da construção de casas para atingir os dois milhões de moradias. A afirmação partiu da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, que se reuniu nesta segunda-feira (28) com representantes de empresas do ramo da construção civil e da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Em 2010, o programa financiou mais de um milhão de moradias no País.

No balanço do programa a ministra relembrou que já foram contratados mais de um milhão de moradias, segundo dados apresentados pela Caixa. Desse total, 57% foram contratos feitos por famílias com renda mensal de até R$ 1.395, sendo via financiamento ou Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).

Os municípios com mais de 100 mil habitantes, onde o déficit habitacional é maior, representam 74% dos contratos. Prioridade no programa, mulheres chefes de famílias, formalizaram 94% das assinaturas de contrato e 10% das moradias possuem sistema de abastecimento solar, atingindo as expectativas dessa primeira etapa.

Presente também na reunião, o secretário-executivo do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate À Fome (MDS), Rômulo Paes, falou da importância de uma agenda de integração entre as empresas da construção civil e o Programa de Erradicação À Pobreza Extrema.

O ministro das Cidades, Mário Negromonte, a presidenta interina da Caixa Econômica Federal, Clarice Coppeti e o vice-presidente, Jorge Hereda, também participaram da reunião

Saiba como ter um Carnaval mais sustentável


Feriado prolongado é sinônimo de viagens, excesso de carros nas estradas, consumo de combustível, gasto com eletricidade, bebidas, entre outros itens.

O carnaval é um período de diversão, que acaba resultando em uma quantidade imensa de resíduos e impactos locais e ambientais.

Porém, existem maneiras alternativas de minimizar os impactos causados durante o período de festas. Por exemplo, se a opção for um carnaval longe dos foliões o feriado pode ser um bom momento para fazer passeios simples, como caminhadas, visitas a museus, centros culturais e parques. Estas atividades são gratuitas e oferecem cultura e contato com o meio ambiente.

Se o objetivo é sair fantasiado, uma opção é reaproveitar a fantasia do outro ano, trocando entre os amigos ou customizando a velha. Uma importante observação é que antes de viajar, os aparelhos eletrônicos sejam retirados da tomada ao sair de casa, pois o modo “stand-by” consome energia mesmo estando desligado.

Ao cair na estrada, prefira transportes com menor consumo de combustível fóssil ou ônibus. Na cidade destino faça passeios e atividades a pé ou de bicicleta, curta o ar livre e evite engarrafamentos desnecessários para ir ao centro, à praia ou a locais próximos.

Respeite os costumes dos lugares visitados, prestigie a cultura e a economia local e minimize ao máximo os impactos ambientais de sua viagem. Para isso produza menos lixo e evite o desperdício. Geralmente quando as pessoas viajam de carro, acabam comprando comida em sua própria cidade pela

facilidade e custo. Mas esta forma de consumo sai mais cara para o meio ambiente e para a cidade visitada.

Jogue o lixo exclusivamente no lixo. Detritos lançados nas ruas entopem bueiros, aumentam o número de enchentes, principalmente com as chuvas de verão que são intensas, e consequentemente aumentam o risco de contaminação e proliferação de doenças. Detritos lançados na estrada aumentam o risco de acidentes além de agredir o meio ambiente e colocar em risco também os animais.

Cidades turísticas, nessas épocas de grande procura, acabam sofrendo com problemas de abastecimento de água em função do aumento do consumo, então a sugestão é diminuir o tempo de banho e desligar o chuveiro na hora de se ensaboar. Você pode também praticar, disseminar essas ideias e incentivar a consciência ambiental. Oriente e dê exemplos, quando tiver oportunidade.

Beba bastante água, consuma bebidas alcoólicas e alimentos com moderação e evite acidente. Proteja sua saúde e a integridade física de todos e contribua para que esta época seja sempre de paz e alegria favorecendo o equilíbrio do planeta.

Prevenção da dengue


Em parceria com o Ministério da Saúde, o MTur orienta turistas
sobre medidas preventivas de combate à dengue

Se você vai viajar neste verão – período de maior transmissão da dengue devido aos fatores climáticos favoráveis a proliferação do mosquito Aedes aegypti – informe-se, seja um turista prevenido. Tome alguns cuidados e desfrute de uma viagem tranquila e sem contratempos.

Em caso de viagens para áreas de risco da dengue, é importante hospedar-se em locais que disponham de telas de proteção nas portas e janelas. O uso de mosquiteiros também é recomendado. Aconselha-se também a adoção de medidas de proteção individual para reduzir o risco de infecção tais como: o uso de calças compridas, meias, sapatos fechados e repelentes.

Para quem vai viajar e deixar a casa fechada lembre-se: não deixe nenhuma oportunidade para o vetor proliferar-se. Por meio de medidas simples, você evita que a dengue bata na porta da sua casa: remova a água de vasos de planta, deixe a caixa d´água tampada, retire a água de grandes reservatórios como piscinas e remova do ambiente todo material que possa acumular água (garrafas pet, latas, pneus).

Durante a viagem, é preciso estar atento ao surgimento de alguns dos sintomas da doença como febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores pelo corpo e náuseas. Caso ocorra, procure imediatamente orientação médica e evite a automedicação. É importante procurar orientação médica ao surgirem os primeiros sintomas.

O ministro do Turismo, Pedro Novais, enviou carta aos secretários estaduais e municipais de Turismo dos 65 destinos indutores e aos membros do Conselho Nacional de Turismo, solicitando apoio à mobilização nacional de combate à dengue e, ainda, ações de orientação aos turistas.

Para mais informações acesse: http://www.combatadengue.com.br/ .

Espécie nova da Mata Atlântica recebe nome de Zilda Arns e tem ilustração lançada em selo dos Correios

Planta foi desenhada por um dos sete ganhadores do concurso
 Jovens Ilustradores, promovido pela Vale

Fabrício Lagos Correa, de Paragominas, recebendo a premiação das mãos
de Ana Iath, ilustradora botânica. Crédito: José Roberto Couto

O Jardim Botânico foi palco da premiação de seis alunos e um professor de escolas públicas, vencedores do concurso de ilustração botânica Jovens Ilustradores, promovido pela Vale, que mobilizou mais de dois mil estudantes de escolas públicas em 17 cidades brasileiras. A médica Zilda Arns foi a grande homenageada. Ela dá nome a uma nova espécie encontrada na Reserva Natural Vale, em Linhares (ES), local onde foram produzidas as ilustrações para as artes finais dos selos. A reserva, mantida pela empresa, é uma das maiores áreas de Mata Atlântica em relevo plano do país.

Ronildo dos Santos Carneiro, de Canaã dos Carajás, recebendo a premiação
das mãos de Ana Iath e Dulce Nascimento, ilustradoras botânica

Rogério Arns, especialista em desenvolvimento comunitário, participou da solenidade que homenageou sua mãe e, em seu discurso, destacou a importância do projeto. “Esta iniciativa mostra a diversidade do Brasil, tanto botânica quanto humana, que agora será divulgada e disseminada por meio dos selos”.

A diretora de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Vale, Vania Somavilla, comentou sobre como o projeto concilia preservação ambiental com a arte, estimulando o talento de jovens de diferentes regiões onde a empresa atua. “O resultado final das ilustrações mostra como os meninos conseguiram capturar a essência de cada uma das espécies”.

Para Sergio Giacomo, diretor do Departamento de Comunicação Corporativa da Vale, “o concurso que envolveu mais de dois mil alunos e professores de todo o país mostra que quando falamos em jovens talentos na realidade, já pensamos no que que eles podem fazer amanhã”.

Ilustrações serão disseminadas por meio dos selos - O trabalho dos jovens imortaliza espécies raras da Mata Atlântica em dez mil selos comemorativos dos Correios. Os novos artistas representam as cidades de Rosário do Catete (SE), Vila Velha (ES), Paragominas (PA), Canaã dos Carajás (PA), Açailândia (MA), Congonhas (MG) e Rio de Janeiro. A planta que receberá o nome de Zilda Arns - espécie Martinella sp. (cipó-ouro) - foi ilustrada pelo carioca William Amaral da Silva, de 16 anos, morador de Costa Barros, na Zona Norte do Rio, um dos vencedores do concurso.
A planta foi descoberta pelos pesquisadores Alexandre Rizzo Zuntini e Lúcia G. Lohmann e constitui o primeiro registro do gênero na Mata Atlântica. Pertence à família Bignoniaceae e, assim como as demais espécies do gênero, é uma liana, que cresce em regiões de mata fechada, como a Floresta Alta, encontrada em Linhares (ES). A espécie tem flores em forma de funil, com lobos do cálice fortemente partidos. Em oposição às demais flores de

Martinella (que são cor-de-vinho), as flores da nova espécie são amarelado-douradas, o que dá seu nome popular: cipó-ouro. Seu fruto é desconhecido.

Sobre o Jovens Ilustradores
O Projeto Jovens Ilustradores, uma iniciativa da Vale, foi lançado no dia de junho de 2009, Dia Mundial do Meio Ambiente. O concurso de ilustração botânica envolveu mais de 2 mil jovens e professores do ensino público em 17 cidades brasileiras onde a empresa atua e teve a duração de quase um ano.

Foram realizadas um total de 16 oficinas de ilustração botânica, mobilizadas 22 escolas públicas, produzidas 254 ilustrações e selecionados 320 alunos na 1ª etapa do projeto.

A ilustradora botânica Dulce Nascimento, discípula da inglesa Margaret Mee, foi escolhida como coordenadora do projeto, e junto com a ilustradora Ana Iath participaram das oficinas.

Das sete oficinas de ilustração botânica realizadas, foram selecionados 98 desenhos e desse total, seis jovens e um professor foram escolhidos para participar da oficina final em Linhares (ES), na Reserva Natural Vale, onde fariam as ilustrações para os selos dos Correios.

O objetivo do Jovens Ilustradores foi despertar aptidões artísticas e disseminar conceitos de educação ambiental e conhecimento botânico entre jovens de 8º e 9º anos do ensino fundamental.

Vencedores do concurso e espécies ilustradas
Sergipe - Rosário do Catete. Vencedora: Poliana Honório. Ilustração: Calathea vaginata

Espírito Santo - Vila Velha. Vencedor: Luiz Felipe Costa. Ilustração: Heliconia laneana

Minas Gerais – Congonhas. Vencedor: Jeferson Souza Rocha Silva. Ilustração: Aechmea sucreana

Maranhão – Açailândia. Vencedor: Luís Carlos Conceição. Ilustração: Syagrus botryophora

Pará - Canaã dos Carajás. Vencedor: Ronildo dos Santos Carneiro. Ilustração: Bowdichia Virgilioides

Rio de Janeiro - Rio de Janeiro. Vencedor: William Amaral da Silva. Ilustração: Martinella sp.nov - nova espécie encontrada na Reserva Natural. Vale de Linhares (ES). A planta receberá o nome de Zilda Arns

Pará – Paragominas. Vencedor: professor Fabrício Lagos Correa. Ilustração: Cyrtopodium holstii.

Americanos produzem combustível com base no crescimento das plantas



A empresa americana de biotecnologia, Joule Unlimited, divulgou informações de que seja possível fabricar combustível automotivo utilizando somente: luz solar, água e dióxido de carbono, os mesmos ingredientes que são responsáveis pelo crescimento de uma planta.

Instalada no estado norte-americano de Massachusetts, a empresa garante ter inventado um organismo geneticamente modificado que, quando em contato com os três elementos, expele óleo diesel ou etanol.

Essa seria uma solução alternativa e mais barata para os combustíveis fósseis, que representam grande problema ambiental, não só pela poluição que geram, mas também pelo impacto que podem causar durante a extração. Segundo a empresa, a utilização da cianobactéria, também chamada de alga, poderia resultar em produções em grande escala.
Os pesquisadores estão estudando a possibilidade de alimentar as algas com o CO2 que é emitido pelas próprias empresas. Essa seria uma maneira de reduzir a quantidade de gás carbônico lançada na atmosfera por conta das atividades industriais e poderia ser usada também para a comercialização da neutralização de carbono.

O executivo-chefe da companhia, Bill Sims, explicou que a proposta é ousada, mas garante que se estiverem “parcialmente corretos, isso ainda revolucionará a indústria mundial de óleo e gás.