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quarta-feira, 2 de março de 2011

Programa da Petrobras melhora produtividade da agricultura familiar

Com mais 200 kg por hectare, iniciativa aumenta em 35% a produtividade média de grãos

A cooperativa de agricultura familiar do município de Irecê, na Bahia, passa a fazer parte do Programa de Estruturação Produtiva Agrícola, desenvolvido pela Petrobras, junto com a subsidiária Petrobras Biocombustível. Para este programa serão investidos R$ 8,6 milhões em projetos para a melhoria das condições do solo de uma área de 23.660 hectares em que trabalham 9.100 agricultores familiares de 63 municípios. O convênio foi assinado nesta terça-feira, 1/3, em Irecê, e contou com a presença da presidenta da República, Dilma Rousseff, do governador do Estado da Bahia, Jacques Wagner, do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, e do presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto.

Por meio do Programa Desenvolvimento & Cidadania, a Petrobras aplicará R$ 45 milhões na Estruturação Produtiva Agrícola. O projeto beneficiará 40 mil agricultores familiares, que juntos cultivam 89 mil hectares de terras. Ao todo, são 571 municípios em oito estados dosemiárido brasileiro: Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Espera-se com a implantação deste Programa um aumento de 200 kg por hectare, o que significará um aumento de 35%na produtividade média de grãos. Com a melhoria das condições do solo, o Programa de Estruturação Produtiva Agrícola promove o aumento da produtividade de oleaginosas e espécies alimentares e, por consequência, o incremento da renda do agricultor familiar.

Os recursos do Programa de Estruturação Produtiva Agrícola serão aplicados em duas safras na Bahia, num período de dois anos e meio. Nesta primeira etapa, serão investidos R$ 4,37 milhões numa área de 12.153 hectares, atendendo a 4.727 agricultores familiares.

Em Irecê, na Bahia, a Cooperativa da Agricultura Familiar do Território de Irecê (COAFTI) se junta a outras três cooperativas parceiras deste projeto: Cooperativa de Produção e Comercialização da Agricultura Familiar do Estado da Bahia (COOPAF), Cooperativa Mista dos Produtores da Agricultura Familiar (COOMAF) e Cooperativa de Produtores Rurais da Região de Olindina (COOPERO).

Eficiência do modelo ZFM viabiliza investimentos


Os 44 anos da Zona Franca de Manaus, comemorados na última segunda-feira, 28, marcam uma era de recordes e superações, confirmando a eficiência do modelo como fonte de atração de investimentos, fomentador da inovação, da interiorização dos investimentos por meio dos recursos captados pela Taxa de Serviços Administrativos (TSAs) da autarquia, propagador da inserção internacional competitiva das empresas e dos produtos do Polo Industrial de Manaus (PIM) e formulador de parcerias regionais, nacionais e internacionais.

Nesse período, a atuação da SUFRAMA contribuiu para a consolidação de um parque fabril efetivamente substituidor das importações, à medida que as empresas instaladas no PIM cumprem um Processo Produtivo Básico (PPB), com etapas obrigatórias de industrialização, agregando empregos e adensando a cadeia produtiva. Esse fato pode ser observado na produção da riqueza de US$ 35 bilhões, no ano passado, superando o recorde anterior de US$ 30 bilhões de 2008, podendo chegar a US$ 41 bilhões em 2011, além dos 108 mil empregos diretos e quase meio milhão de postos indiretos das cerca de 550 empresas instaladas no PIM.

Ancorada nos resultados do passado e do presente, a SUFRAMA está atenta aos novos cenários que se apresentam no desafio que é gerar o desenvolvimento socioeconômico, ambiental e sustentável na região. Para isso, já revisou seu plano estratégico baseado nos seguintes tópicos: Potencializar o Polo Industrial de Manaus; Incrementar as atividades agropecuárias, florestais e agroindustriais; Fortalecer as atividades de serviços e do comércio de mercadorias; Ampliar as exportações e substituir competitivamente as importações; Atrair investidores nacionais e estrangeiros e apoiar o empreendedorismo local; Estimular os investimentos e fortalecer a formação de capital intelectual e em cultura, ciência, tecnologia e inovação pelos setores públicos e privado; e Identificar e estimular investimentos em infraestrutura pelos setores público e privado.

Estudante já pode conferir resultado 1ª chamada do Prouni no site do MEC




O Ministério da Educação (MEC) já disponibiliza em sua página: http://prounialuno.mec.gov.br/consulta/resultado2etapa/forms/login/ o resultados dos pré-selecionados em primeira chamada para receber uma bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni). Esta é a segunda etapa de inscrições para distribuição das 123 mil bolsas oferecidas para o primeiro semestre de 2011.

Caso tenha sido pré-seleciona, os candidatos às bolsas terão até o dia 4 de março para se matricularem nas instituições de ensino e comprovar as informações declaradas na inscrição. A lista dos documentos que devem ser apresentados está disponível no site do programa: http://siteprouni.mec.gov.br/documentacao.html

Caso ainda existam bolsas disponíveis, será realizada uma segunda chamada em 13 de março.

Lista de espera
Ao final das duas chamadas, os candidatos ainda não pré-selecionados, ou que tenham sido pré-selecionados para cursos em que não houve formação de turma, constarão em uma lista de espera que estará disponível às instituições de ensino a partir de 21 de março. A classificação do candidato considerará a primeira opção de inscrição. Caso não tenha ocorrido formação de turma nessa primeira opção, a classificação será na opção seguinte, até a terceira.

A partir da classificação na lista de espera, as instituições de educação superior convocarão os estudantes, entre 21 e 25 de março, para verificação das informações prestadas na inscrição. Não será necessária a confirmação, por parte do candidato, do interesse em participar da lista.

Bolsa
Para receber uma bolsa do ProUni, é preciso ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou estabelecimento privado com bolsa integral. É necessário ainda ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010, atingido o mínimo de 400 pontos na média das cinco provas e não ter tirado zero na redação.

As bolsas integrais são destinadas aos alunos com renda familiar mensal per capita de até 1,5 salário mínimo. As parciais, que custeiam 50% da mensalidade, são para os candidatos cuja renda familiar mensal per capita não passe de três salários mínimos. O MEC não informa quantas vagas já foram preenchidas na primeira etapa de inscrições. Há previsão de uma segunda chamada no dia 13 de março.

Governo do Amazonas conclui licitação das defensas da Ponte sobre o Rio Negro


A Comissão Geral de Licitação (CGL) concluiu, no último dia 23, o processo licitatório de construção das defensas da Ponte sobre o Rio Negro. A vencedora foi a empresa Erin Estaleiros Rio Negro Ltda. que apresentou proposta de cerca de R$ 89,2 milhões. A expectativa do titular da Secretaria da Região Metropolitana de Manaus (SRMM), René Levy Aguiar, é homologar o resultado tão logo haja a liberação orçamentária pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).

Temos reunião marcada no final desta semana com o secretário Ísper (Abrahim) para acelerar esse processo, homologando o resultado da licitação e contratar a empresa para emitirmos a ordem de serviço", adianta Aguiar.

Além da liberação dos recursos, a SRMM aguarda a apresentação da documentação da empresa vencedora do certame para o início das obras.

O projeto do sistema de proteção da ponte prevê a implantação de 14 balsas metálicas com formatos específicos capazes de suportar eventuais impactos.

Para isso, as estruturas, serão posicionadas estrategicamente a frente dos pilares por onde passarão as embarcações. A meta, informa Aguiar, é iniciar o trabalho pelos vãos (canais) centrais da ponte de maneira a adiantar a entrega do empreendimento à população.

Atualmente, as obras da ponte que interligará Manaus ao município Iranduba estão em fase de conclusão. Estão sendo concluídos os três últimos vãos do tabuleiro (pista) da margem direita (Iranduba). No trecho central resta o içamento de duas aduelas – blocos de concreto que formam o tabuleiro em cada lado. Os ajustes finais também compreendem o asfaltamento das estradas de acesso à ponte em ambas as margens.

Custos poderão ser reduzidos
Por determinação do governador Omar Aziz, o sistema de proteção dos pilares da Ponte sobre o Rio Negro poderá ser adaptado com o objetivo de economizar até R$ 30 milhões no valor total do projeto. De acordo com o secretário da SRMM, o Governo do Estado já consultou as autoridades marítimas competentes, como a Capitania dos Portos da Amazônia Ocidental, e aguarda aprovação.

A ideia é diminuir duas das 14 balsas metálicas planejadas para construção nos pilares centrais, sem que apresente riscos de colisão na ponte”, explica Aguiar. “Essa mudança não compromete a segurança da estrutura ou da navegação e poderá, ainda, ser ampliada no futuro por conta de qualquer necessidade verificada pela Marinha do Brasil, utilizando-se a estrutura atual”.

Caso a viabilidade dessa alternativa seja aprovada pelos órgãos marítimos, complementa o secretário, o sistema de proteção dos pilares da Ponte sobre o Rio Negro terá capacidade de resistir a um impacto de até 20 mil toneladas, o que corresponde a 95% das embarcações que atualmente passam naquele trecho do rio.“Estamos aguardando uma manifestação oficial das entidades e há uma expectativa muito favorável no sentido de termos esse pleito atendido ,afirma.

Iluminação
René Levy Aguiar informa, ainda, que o processo de licitação do sistema de iluminação da ponte Manaus-Iranduba será aberto nesta quinta-feira, dia 03.

O projeto está estimado em aproximadamente R$ 14 milhões e, segundo ele, também terá possibilidade de ter o custeio reduzido. Os trabalhos deverão ter duração de três a quatro meses, começando a partir do tabuleiro da ponte.

Inovação: Empresa diz produzir diesel com sol, água e gás carbônico



Joule Unlimited, uma empresa da área de biotecnologia de Massachussetts (EUA) afirmou que é possível produzir combustível usando os mesmos ingredientes que fazem uma planta crescer.


A Joule Unlimited inventou um organismo geneticamente modificado que, segundo a companhia, simplesmente secreta óleo diesel ou etanol sempre que está exposta à luz do sol, com água e dióxido de carbono disponíveis.

A empresa afirma que pode manipular o organismo para produzir combustíveis renováveis a taxas sem precedentes, e pode fazê-lo em grande escala e baixo custo, se comparado ao dos combustíveis fósseis mais baratos.

O organismo em questão é uma cianobactéria --que, apesar de não pertencer ao reino vegetal, e sim ao monera (bactérias), também é chamada de alga.

Geneticamente modificada, ela é capaz de produzir e secretar etanol ou hidrocarbonetos --substâncias que compõem diversos combustíveis, como o diesel-- como subproduto da fotossíntese.

A companhia também tem a intenção de construir biorreatores com as cianobactérias, de forma que elas também consumam o dióxido de carbono emitido pelas indústrias. Esse método tem sido bastante estudado por cientistas para a redução de emissões de CO2, inclusive no Brasil.

"O que afirmamos é ousado, e é algo em que acreditamos, validamos e apresentamos a investidores", afirma o executivo-chefe da companhia, Bill Sims. "Se estivermos parcialmente corretos, isso ainda revolucionará a indústria mundial de óleo e gás", completa.

O feito ainda não está realmente completo, e há bastante ceticismo em relação à capacidade da Joule de cumprir a promessa. Segundo outros pesquisadores, as cianobactérias secretam uma baixa quantidade de combustível em um volume enorme de água, e a coleta do material pode apresentar complicações.

terça-feira, 1 de março de 2011

Saúde libera R$ 4,5 milhões para tratamento de pessoas com dengue no Amazonas


O Ministério da Saúde liberou R$ 4,5 milhões para o tratamento de vítimas da dengue no estado do Amazonas. Desse total, Manaus receberá R$ 1,7 milhão. A capital amazonense enfrenta uma epidemia e responde por mais de 65% dos casos da doença registrados no estado nos dois primeiros meses do ano.

Os recursos serão usados para a compra de medicamentos, soro fisiológico, luvas e outros materiais para tratamento dos doentes. O governo federal autorizou, anteriormente, a liberação de R$ 6,6 milhões ao estado para abertura de leitos em Manaus e contratação de pessoal.

De janeiro a 25 de fevereiro, a Secretaria de Saúde do estado registrou 13.092 notificações (casos suspeitos e confirmados), sendo 8.812 em Manaus. Foram confirmadas oito mortes e 115 casos considerados graves.

Por causa do aumento de casos da doença no início de ano, nove municípios amazonenses estão em situação de emergência. São eles: Manaus, Humaitá, Nova Olinda do Norte, Barcelos, Lábrea, Tefé, Coari, Codajás e Itacoatiara.

Os quatro tipos virais de dengue circulam no Amazonas. O estado registrou dois casos de dengue 4, sorotipo que reingressou no país depois de 28 anos e provocou um surto em Roraima desde o ano passado. A maioria dos brasileiros não tem imunidade contra esse sorotipo, o que aumenta as chances de uma epidemia.

Nova entidade busca referências para profissional de sustentabilidade

Até abril de 2011, o profissional que atua na área de sustentabilidade deverá começar a ter referências éticas e técnicas para sua atuação no mercado. É esta a meta da primeira assembleia geral da recém-criada Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade, explicou um de seus idealizadores, Marcus Nakagawa, consultor de educação para sustentabilidade e gestão. Mas o desafio é complexo: primeiro é necessário definir quem é este profissional.

“O tema sustentabilidade é necessariamente multidisciplinar e transversal”, explicou. “Não é só gestão ambiental e nem responsabilidade social corporativa. O profissional pode estar trabalhando em várias áreas em governos, empresas e ONGs, desde um gerente de compras até um comunicador. É um tema amplo, portanto é preciso buscar uma definição”.

Há mais de uma década trabalhando nas várias áreas da sustentabilidade desde a faculdade de propaganda e marketing, Nakagawa percebeu, em 2009, que profissionais atuando com o tema sustentabilidade necessitavam de apoio institucional para o guiar no dia-a-dia, pois apesar de da crescente presença da questão nos vários ramos econômicos e governamentais, o profissional se encontrava sozinho na hora de discutir questões chave para sua atuação.

“Percebi que muitos se sentiam isolados”, lembrou. “Muitas vezes os profissionais se deparavam com alguns interesses que tinham que acatar, mas que não defendiam.”

Serão três as ações principais da associação: conectar os profissionais; difundir conhecimento e criar um código de conduta para estes profissionais com referências éticas e técnicas.

Lançada no dia 21 de fevereiro, com um debate sobre o perfil deste profissional, a associação conta com um grupo gestor de 20 profissionais divididos em três grupos de trabalho para discutir estes temas e buscar meios de financiar a associação.

“Tem que ter inovação neste tema”, lembrou Nakagawa explicando que entre as modalidades inclui crowd financing – doações pequenas individuais dispersas pela população por meio web.

Apesar da questão da sustentabilidade, desenvolvimento sustentável e responsabilidade socioambiental de empresas e governos estarem em proeminência, os profissionais desta área ainda carecem de uma representação formal ou referências para sua atuação.

Nos Estados Unidos, foi lançada a Sociedade Internacional de Profissionais de Sustentabilidade (ISSP em inglês) entre 2007 e 2009. Na Espanha, a Associação Interdisciplinar de Profissionais do Meio Ambiente (APROMA) e desde 2001, existe uma cátedra patrocinada pela Unesco, na universidade Michel de Montagne (França), para treinamento e desenvolvimento sustentável. Enquanto isso no Brasil, existem movimentos para regulamentar a profissão de gestor ambiental em nível nacional e para pagamento de serviços ambientais em São Paulo.

Além disso, já existem vários núcleos de estudos e de pesquisa em sustentabilidade em universidades como a Fundação Getúlio Vargas e a Fundação Dom Cabral enquanto inúmeras faculdades já oferecem em suas grades graduação e pós-graduação matérias e foco de pesquisa abordando a sustentabilidade socioambiental.

Para Nakagawa, a ideia é poder melhorar as práticas das empresas, ONGs e governos voltadas para a sustentabilidade dando conectando, educando e apoiando os profissionais atuando nesta área.

“É um sonho do grupo gestor que atuação das empresas e dos governos em relação ao meio ambiente e a sociedade acreditamos que essa é a melhor reposta para que a mudança aconteça”.

Senado da Califórnia aprova lei de incentivo ao uso de energias renováveis


O Senado californiano aprovou, na última semana, uma medida que obriga as empresas de utilidade pública a terem 33% de sua eletricidade proveniente de fontes renováveis. O prazo determinado pela lei é de que as adequações sejam feitas até 2020.

Além de trazer benefícios ambientais ao estado da Califórnia, a legislação poderá gerar novos empregos e fortalecer a economia local. O projeto de lei criado pelo senador democrata Joe Simitian, será encaminhado para aprovação na Assembleia Legislativa.

"É uma medida que pode nos ajudar, em curto prazo, a tornar o ar mais limpo e a mitigar os efeitos das mudanças climáticas. E podemos, desde já, começar a criar os empregos de que o estado precisa desesperadamente", argumentou o senador durante um debate, conforme publicado no jornal norte-americano The New York Times.

Essa é a segunda vez que os democratas tentam instituir uma lei com esse perfil. Na primeira tentativa o projeto não foi aprovado pelo governador Arnold Schwarzenegger. A nova sugestão sofreu algumas alterações e o partido espera ter mais sucesso agora, já que o governador Jerry Brown também é um dos democratas, e seu porta-voz divulgou que ele “irá examinar de perto qualquer projeto de lei que chegue a sua mesa”.

Os opositores argumentam que a medida pode resultar em aumento no custo da energia vendida aos usuários. Eles também se apóiam no fato de que a Califórnia possuía uma meta de que 20% da energia das empresas públicas fosse proveniente de fontes renováveis até 2010, porém muitas empresas não conseguiram atingi-la.

Jack Johnson dá exemplo de comprometimento ambiental


Diversas celebridades têm levado a sério a questão ambiental e têm dado exemplos de como serem ou terem uma vida mais ecologicamente correta. Muitos artistas fazem doação de dinheiro e alguns participam de campanhas de conscientização, mas outros são ativistas e lideram organizações não governamentais para ajudar o planeta, como é o caso de Jack Johnson.

O cantor e compositor havaiano, incentiva a reciclagem entre outras coisas, nas letras de suas músicas. Além disso, ele também possui uma fundação, Kokua Hawaii, que apóia a educação ambiental nas comunidades e escolas da ilha. De acordo com o site “A missão da fundação é fornecer aos alunos encontros emocionantes e interativos que permitam aumentar a sua valorização e compreensão do seu ambiente”.

Como parte da Campanha “All At Once”, a turnê “Jack Johnson To The Sea” colaborou com mais de 22 grupos de comunidades, focando em iniciativas para se livrar do plástico e incentivar sistemas de alimentação local, educação ambiental, cuidado com os oceanos e as bacias hidrográficas, plantio de árvores e outros projetos comunitários.

A seguir estão alguns dos destaques do que a banda conseguiu no ano passado através de seus esforços em busca da sustentabilidade.

Em 2010, mais de 800 mil pessoas assistiram a mais de 50 shows em 10 países ao redor do mundo.

A turnê foi feita em parceria com 220 organizações ambientalistas sem fins lucrativos que trabalham em todos os cantos do globo, que atingem mais de 600 pessoas. A ação trouxe 3.680 novos membros a esses grupos. A All At Once, conectou-se com 14.690 voluntários interessados nessas organizações sem fins lucrativos, reunindo 6.500 pessoas em mais de 40 eventos comunitários.

A Johnson Ohana Charitable Foundation doou 525 mil dólares diretamente para os parceiros sem fins lucrativos do All At Once em 2010. Um adicional de US $ 700 mil foram alcançados por estas organizações sem fins lucrativos através do programa de doação do All At Once.

Uma boa parte dos frequentadores dos shows da banda participaram do programa “All At Once Village Green Passport”. Juntos eles completam mais de 105 mil ações individuais nos shows. As ações incluídas são: reciclagem, recarga de garrafas reutilizáveis em estações de água, “carpooling” ou carro cheio (para mais de dois ocupantes), doações para parceiros locais, sem fins lucrativos, entre outras coisas.


Mais de 70 mil membros on-line levaram cerca de quatro mil ações para a organização, mais de dez mil vídeos sem fins lucrativos foram vistos, e mais de 90 mil pessoas visitaram o site para aprender sobre a campanha de 2010.

As pessoas puderam fazer e registrar seus compromissos ambientais on-line e no All At Once Photo Booth nos shows, como parte do concurso de Capture Seu Compromisso, em parceria com explore.org.

Os frequentadores dos show foram incentivados a usarem garrafas reutilizáveis. A utilização da água filtrada impediu que aproximadamente 55 mil garrafas plásticas, de uso único, entrassem no fluxo de resíduos. Por causa disso, os fãs receberam um certificado por terem se tornados livres dos plásticos.

Os dados mostram que 420 toneladas de resíduos foram desviadas do aterro, através de esforços de reciclagem e compostagem nos shows. O transporte usado na preparação dos shows também teve uma atenção especial. Os ônibus de turismo, caminhões e geradores locais foram abastecidos com 26.000 galões de biodiesel sustentável. Mais de 200 frequentadores organizaram o “carpool” inecntivando as caronas. Como resultado, estes esforços combinados salvaram mais de 200 mil quilos de CO2.

Os fãs comprometidos em poupar mais de 591 milhõesde milhas alimentares, comeram alimentos cultivados localmente pelo menos uma vez por semana.

Como parte do programa “Farm to Stage” a turnê direcionou 18 mil dólares para apoiar mais de 50 explorações agrícolas locais. A turnê ficou parceira da EatWellGuide.org para criar 33 guias personalizados para ajudar os fãs a encontrarem alimentos frescos, locais e sustentáveis em cada cidade por onde a banda passou.

Todas as propagandas da turnê foram feitas a partir de materiais sustentáveis, com foco em energias renováveis e reutilizáveis. Os fãs compraram 2.715 garrafas de água reutilizáveis, que se usadas por um ano, impediriam que 509.062 garrafas plásticas de uso único fossem descartadas. Eles também compraram 9.605 sacolas reutilizáveis, que em um ano permitiriam poupar cerca de 12,8 milhões de barris de petróleo e 14,9 milhões de árvores.

A participação dos fãs no apoio dos projetos possibilitou a compensação de CO2. Além disso, os concerto locais, que integra o Jack Johnson Green Rider compensaram seu impacto totalizando mais de 3,3 milhões de quilos de CO2.

Após todos os esforços de conservação que foram tomados, as 1.600 toneladas métricas de CO2 restantes da turne “To the Sea” 2010 foram compensadas apoiando projetos nacionais e internacionais, de energia eólica, solar, de metano em comunidades onde a turnê percorreu.

Graças às pessoas que contribuíram, a comunidade All At Once está fazendo diferença. Mais de 180 mil pessoas em todo o mundo estão tomando medidas ambientais e efetuando mudanças positivas.

Designer português cria máquina de lavar que não usa energia elétrica

“Swirl” é uma criação feita com o objetivo de simplificar a lavagem de roupas nos países em desenvolvimento. A “bola” colorida desenhada por Pedro Gomes, do estúdio alemão Designaffairs, é uma máquina de lavar roupa desenhada especialmente para ser usada em áreas rurais. A concepção global se assemelha a um cesto em forma de esfera.

Alguns países em desenvolvimento são tão pobres que a maioria das pessoas não podem pagar uma máquina de lavar, e às vezes elas nem sequer têm acesso à água encanada. Muitas vezes as pessoas precisam viajar de um lugar para outro em busca de água, tornando o ato de lavar roupa um processo complexo e difícil.
Nestes países lavar a roupa é um grande esforço. O principal problema é a ergonomia ruim, porque as áreas de abastecimento de água são distantes, prejudicando o transporte de cargas pesadas. Além disso, a cultura local acredita que a lavagem de roupas deve ser feita por mulheres, uma vez que a pobreza também está ligada ao machismo.



“Swirl” é um novo conceito de máquina de lavar não elétrica que espera ajudar a aliviar parte da carga de lavagem de roupas. O “redemoinho”, em tradução livre, transforma a tarefa de lavar roupa em uma atividade divertida, economiza água e permite o entretenimento.


Uma vez que a roupa suja está dentro desta cesta esférica, tudo que precisa ser feito é rosquear a tampa e rolar a máquina para frente e para trás em ciclos de rotação lenta com auxílio de uma haste de aço, ou então, outra alternativa é a remover esta haste e deixar as crianças jogarem futebol com a “bola”.

A lavagem é realizada através da rotação da "esfera de lavagem" - usando a longa distância que viajam para o abastecimento de água, para lavar a roupa. O projeto visa reforçar a relação social e cultural entre mulheres e crianças, fazendo da lavagem uma experiência divertida e fácil. O design esférico permite que ele se torne um objeto lúdico que estimula a imaginação do usuário sobre como jogar com ele. Além disso, a bola pode ser usada para o transporte de itens como roupas ou água também.

Mordeu, sarou

A feira pode ser a sua farmácia! Além de nutritivos e saborosos, alguns alimentos e ervas ajudam a aliviar sintomas de doenças e incômodos como dor de cabeça, gases, TPM...


O poder dos alimentos para manter a saúde é comprovado, mas nem sempre a gente valoriza o que põe no prato. Problemas como insônia e TPM podem ser aliviados com o cardápio certo. CLAUDIA traz aqui recomendações de profissionais da nutrição. “Como cada organismo é único, porém, nem todos reagem da mesma maneira”, diz o homeopata Paulo Rosenbaum, autor de Novíssima Medicina (Organon). “Se os sintomas persistem, o acompanhamento médico é indicado para individualizar o tratamento.”

RINITE ALÉRGICA
Ambientes fechados ou floriculturas são armadilhas para os alérgicos. O acúmulo de pó e o pólen das flores provocam espirros e coriza porque a mucosa nasal inflama e produz secreção para proteger o organismo. A nutricionista e fitoterapeuta Vanderlí Marchiori, de São Paulo, sugere o consumo de abacaxi e agrião. “Chamamos de alimentos mucolíticos: possuem substâncias que quebram o muco e facilitam a respiração.”

AZIA E GAZES
Uma xícara de chá de alecrim pela manhã reduz sintomas de azia. Sandra Chemin, do Centro Universitário São Camilo, em São Paulo, e autora do Tratado de Alimentação, Nutrição & Dietoterapia (Roca), explica que as propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias da erva protegem a mucosa estomacal. O alecrim ou espinheira-santa em infusão são ótimos para aliviar gases.

COLESTEROL
A maçã tem pectina, fibra que auxilia na diminuição do colesterol plasmático, um dos principais responsáveis por problemas cardiovasculares. E uma colher de aveia no cardápio diminui a absorção de gorduras e favorece sua eliminação. Mas Sandra adverte: colesterol alto exige corte radical de gorduras. Elimine frituras e troque o leite integral pelo desnatado, por exemplo.

HIPERTENSÃO
Entre os fatores que podem provocar o aumento da pressão arterial, está a rigidez da parede das veias, dificultando a circulação sanguínea. Cigarro, stress, excesso de gordura e de sal podem disparar o problema. Andrea Bottoni, coordenador da equipe de nutrologia da Unidade Anália Franco do Hospital São Luiz, em São Paulo, aconselha a controlar o consumo de sódio, lembrando que “o sal está presente em alimentos industrializados e embutidos”. Vanderlí sugere incluir frutas vermelhas e amarelas no cardápio.

CÓLICAS
Uma xícara de chá de losna é a salvação para cólicas menstruais. A planta é encontrada em farmácias especializadas e tem óleos com capacidade anti-inflamatória e analgésica. Outra boa pedida é o chá de arruda.

INTESTINO PRESO
O segredo é ingerir fibras. Abóbora cozida, semente de linhaça e brócolis são ótimas fontes. As folhas verde-escuras, como escarola e almeirão, têm inulina, uma das fibras mais eficazes no estímulo da função intestinal. Para quem gosta de mingau, o farelo de aveia é uma opção. Andrea Bottoni lembra que a principal causa do intestino preso é a má alimentação. “Troque salgadinhos, como esfiha, por frutas ou hortaliças.”

INSÔNIA E ANSIEDADE
Os alimentos não têm o poder de curar a insônia, mas podem aliviar o problema, com a ajuda do triptofano. Esse aminoácido, presente nas proteínas, quando associado ao carboidrato, favorece a produção de serotonina, neurotransmissor que participa da produção de melatonina, hormônio indutor do sono. O conselho é incluir arroz e pão integrais, leite, nozes e lentilha no cardápio. Contra a ansiedade, uma receita saborosa: misture banana-nanica e iogurte – ambos contêm triptofano, que age como um calmante natural.

DESÂNIMO
Pode parecer clichê, mas a melhor injeção de ânimo é um café da manhã completo. Uma mesa com cereais, fibras e frutas (frescas ou secas) pode ajudar a “acordar” a glândula suprarrenal, responsável pela regulação do cortisol, hormônio associado ao stress. Para estimular a oxigenação dos tecidos e garantir o entusiasmo, nas demais refeições inclua ferro e vitamina B, com alimentos como lichia e verduras de folhas escuras.

TENSÃO PRÉ-MENSTRUAL
“E studos comprovam os efeitos benéficos dos derivados da soja, como tofu, leite de soja ou missô, ingrediente da culinária japonesa, para suavizar as mudanças hormonais”, afirma Rosenbaum. Vanderlí sugere também adicionar frutas vermelhas ao lanche. Os dois grupos de alimentos auxiliam no equilíbrio do estrógeno e amenizam os sintomas da TPM. Sandra propõe complementar a dieta com fontes de vitamina B6, como batata, banana e cereais integrais, além de cálcio, encontrado no leite e derivados, e magnésio, presente nas castanhas.

DEPRESSÃO
“O regime alimentar, nesse caso, precisa servir como estímulo para a pessoa voltar à vida criativa”, diz Rosenbaum. O homeopata destaca a importância de investigar a origem do problema, como anemias. Para evitar a falta de vitaminas e minerais, que acelera o processo depressivo, recomenda o consumo de frutas. A boa notícia para algumas pessoas é que chocolate amargo tem o mesmo papel. Ele contém anandamida, substância que diminui a sensação de tristeza e reduz os níveis de hormônio do stress.

Via Claudia

Fapespa e Vale avaliam pesquisas focados na área da mineração



A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará participou na última sexta-feira, 25, do primeiro workshop de avaliação de projetos aprovados no edital de Concessão de Taxa de Bancada para Mestrado e Doutorado da Cadeia de Negócios da Mineração no Estado do Pará, realizado em 2009, em parceria com a Vale.

A reunião aconteceu das 9h às 13h no Crowne Hotel, em Belém, e contou com a coordenação de Domenica Blondi, coordenadora do Instituto Tecnológico Vale (ITV) e participação de Sandra Perdigão e Regina Augusto, respectivamente coordenadoras de Bolsas e Projetos da Fapespa, além dos bolsistas e coordenadores dos projetos financiados.

Destinado exclusivamente aos candidatos que tiveram projetos aprovados no edital de concessão de bolsas de Mestrado e de Doutorado para a cadeia de negócios da mineração no Estado do Pará, o edital de taxa de bancada teve recursos de R$ 33.500,00, provenientes da Vale. Os seis projetos apresentados pelos pesquisadores possuem atuação nas áreas das engenharias de Recursos Naturais da Amazônia, Elétrica, Mecânica e Química.

"Acredito que estamos aprendendo a fazer isso. É a nossa primeira parceria institucional com este caráter de promover a Ciência e Tecnologia no Pará. Hoje foi a oportunidade que tivemos em ver como isso está se dando na prática", disse Domênica. De acordo com ela, o trabalho para a publicação do edital iniciou em 2008, com um grupo que vem, desde então, desenhando passo a passo essas articulações institucionais.

Para a representante da Vale, estas pesquisas criam maior articulação entre os atores responsáveis pelo desenvolvimento do regional, no caso, empresa, governo e comunidade acadêmica, fundamentais para o processo de desenvolvimento, seja ele econômico ou social na região.

A expectativa da Fapespa é de que os resultados ampliem o conhecimento da empresa e dos pesquisadores sobre a região e aumentem suas possibilidades de atuação no Estado. "Não é à toa que já temos duas grandes ações em parceria com a Fapespa. Esta, mais antiga, contemplando as 80 bolsas da Vale, administradas pela Fapespa, e a segunda mais recente e desafiadora que será a contratação das Redes de Pesquisa Vale/FAPs, onde a fundação é um ator completamente ativo", finaliza Domência referindo-se ao edital lançado em 2010, envolvendo também as FAPs de Minas Gerais e São Paulo.

PESQUISADORES /PROJETOS
Kleber Bittencourt Oliveira - Eng. Recursos Natur. Amazônia - Aproveitamento de metais nobres a partir de resíduos da indústria mineral utilizando o processo de separação por membrana difusiva polimérica.

Marcos César da Rocha Seruffo - Engenharia Elétrica - Estudos de Redes Industriais no processo de comunicação em indústrias de beneficiamento de minério.

Abel Jorge Rodrigues Ferreira - Eng. Recursos Natur. Amazônia - Avaliação Estatística da Utilização de Resíduos Siderúrgicos em Projetos Industriais.

Alan Marcel Fernandes de Souza - Engenharia Elétrica: Proc. Indust. - Inferência da qualidade da alumina fluoreta proveniente da planta de tratamento de gases via rede neural.

Ana Paula Soares Pereira - Engenharia Mecânica - Desenvolvimento de filtros integrantes de ecobarcos para Biomonitoriamento da Qualidade de água de rios.

Allan de Souza Borges - Engenharia Química - Modelagem e simulação de escoamento de polpa de minério em duto circular.

Luciana Medeiros

Controle de emissões não basta


Acabou de sair o 1º Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários. Trata-se de um estudo do Ministério do Meio Ambiente que levou quase dois anos para ficar pronto e que detalha a poluição provocada por motores de carros, caminhões, motos e ônibus de 1980 a 2009. Houve avanços incontestáveis no controle de emissões no período, mas, de acordo com o estudo, as perspectivas para a próxima década são críticas e apontam a necessidade imediata de novas políticas públicas de transporte. Especialistas alertam que mesmo os atuais níveis de poluição causam problemas, cujas principais vítimas são crianças e idosos.

Desde 1986, quando o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) determinou a criação do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), um conjunto de ações que vão da determinação de limites de emissões à adoção de combustíveis mais limpos, o nível de concentração de poluentes têm diminuído. “Alguns caem desde a virada da década de 1990, outros a partir do final dos anos 1990”, explica André Luís Ferreira, diretor do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), responsável pelo estudo. Ele alerta que, apesar do avanço, não será mais possível evitar uma crise grave apenas controlando as emissões. “Já estabilizamos e podemos detectar que as emissões voltarão a crescer seguindo o aumento da frota. Apenas controle dos escapamentos não adianta mais”, afirma. “Há um limite para o controle de emissões por veículo e a partir de agora os ganhos serão cada vez mais custosos e menores”.

Transporte individual x transporte coletivo
“Quando se compara o Brasil com outros países da mesma dimensão, como China, Rússia, Índia e Canadá, é fácil constatar que a participação do transporte rodoviário é muito menor do que no Brasil. Temos um transporte excessivamente dependente do rodoviário. Nas estradas e nas cidades”, diz Ferreira. Ele destaca que não tem sentido o Brasil seguir investindo e priorizando o transporte de cargas rodoviário, com caminhões movidos principalmente a diesel, em vez de apostar em alternativas como redes ferroviárias e hidroviárias. O representante do IEMA ressalta que as iniciativas devem deixar de ser exclusivas aos órgãos de defesa do meio ambiente. “O problema deveria ser endereçado também à área de transporte dos municípios, aos órgãos de trânsito. A decisão de se priorizar o transporte motorizado individual não é de quem faz gestão da qualidade do ar”.

Idosos e crianças primeiro
Constatar quão crítica é a situação atual é fácil. Basta escolher um dia seco em São Paulo, qualquer dia, e ir até o Instituto da Criança do Hospital das Clínicas. Passando a recepção, depois de cruzar um piano velho, onde invariavelmente crianças com olhar moleque dedilham notas fora de tom, é só descer um corredor e procurar a sala de inalação para encontrar pelo menos um menino ou menina com a cara enfiada em uma máscara de oxigênio. Mesmo auxiliados por gentis enfermeiras, os pequenos têm o olhar aflito de quem não consegue respirar direito.

Não só em São Paulo, mas em todo Brasil a poluição provocada por veículos automotores já afeta a saúde. “Os mais atingidos são sempre os que estão nos extremos da idade, os mais jovens e os mais velhos. Crianças com doenças respiratórias e idosos são os grupos de risco”, resume o médico Ericson Bagatin, presidente da Comissão de Doenças Respiratórias Ambientais e Ocupacionais da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT). “Com a quantidade de veículos entrando não tem jeito. Mesmo com controle de um lado, com atenção às emissões, escapa do outro, com o aumento da frota”.

Outra preocupação de quem estuda e monitora o assunto é com a tendência a extremos no clima em função do aquecimento global. As variações cada vez mais drásticas são um problema, considerando que quanto mais seco e quente, mais a poluição afeta a saúde e agrava doenças respiratórias. “Em agosto de 2010, após uma semana de 11 dias consecutivos com a umidade relativa do ar baixa, o que é um evento raro, houve aumento de mortes relacionadas a doenças cardiovasculares e respiratórias”, relata Micheline Coelho do Nascimento, colaboradora do Laboratório de Poluição Atmosférica da Universidade de São Paulo. “Estudamos poluição usando variáveis meteorológicas para isolar os dados, mas isso é cada vez mais difícil. Vivemos dias extremos, não dá mais para estudar uma coisa separada da outra”, diz a especialista. “A população não está percebendo isso e a gravidade dessas mudanças. A impressão é que as pessoas estão à parte do clima. Não dá mais para fazer as coisas da mesma forma de antes. O mundo vai parar. Temos que começar a ter uma visão diferente. Na prática não estamos preparados para a revolta da natureza”, conclui.


Daniel Santini