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terça-feira, 1 de março de 2011

Fapespa e Vale avaliam pesquisas focados na área da mineração



A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará participou na última sexta-feira, 25, do primeiro workshop de avaliação de projetos aprovados no edital de Concessão de Taxa de Bancada para Mestrado e Doutorado da Cadeia de Negócios da Mineração no Estado do Pará, realizado em 2009, em parceria com a Vale.

A reunião aconteceu das 9h às 13h no Crowne Hotel, em Belém, e contou com a coordenação de Domenica Blondi, coordenadora do Instituto Tecnológico Vale (ITV) e participação de Sandra Perdigão e Regina Augusto, respectivamente coordenadoras de Bolsas e Projetos da Fapespa, além dos bolsistas e coordenadores dos projetos financiados.

Destinado exclusivamente aos candidatos que tiveram projetos aprovados no edital de concessão de bolsas de Mestrado e de Doutorado para a cadeia de negócios da mineração no Estado do Pará, o edital de taxa de bancada teve recursos de R$ 33.500,00, provenientes da Vale. Os seis projetos apresentados pelos pesquisadores possuem atuação nas áreas das engenharias de Recursos Naturais da Amazônia, Elétrica, Mecânica e Química.

"Acredito que estamos aprendendo a fazer isso. É a nossa primeira parceria institucional com este caráter de promover a Ciência e Tecnologia no Pará. Hoje foi a oportunidade que tivemos em ver como isso está se dando na prática", disse Domênica. De acordo com ela, o trabalho para a publicação do edital iniciou em 2008, com um grupo que vem, desde então, desenhando passo a passo essas articulações institucionais.

Para a representante da Vale, estas pesquisas criam maior articulação entre os atores responsáveis pelo desenvolvimento do regional, no caso, empresa, governo e comunidade acadêmica, fundamentais para o processo de desenvolvimento, seja ele econômico ou social na região.

A expectativa da Fapespa é de que os resultados ampliem o conhecimento da empresa e dos pesquisadores sobre a região e aumentem suas possibilidades de atuação no Estado. "Não é à toa que já temos duas grandes ações em parceria com a Fapespa. Esta, mais antiga, contemplando as 80 bolsas da Vale, administradas pela Fapespa, e a segunda mais recente e desafiadora que será a contratação das Redes de Pesquisa Vale/FAPs, onde a fundação é um ator completamente ativo", finaliza Domência referindo-se ao edital lançado em 2010, envolvendo também as FAPs de Minas Gerais e São Paulo.

PESQUISADORES /PROJETOS
Kleber Bittencourt Oliveira - Eng. Recursos Natur. Amazônia - Aproveitamento de metais nobres a partir de resíduos da indústria mineral utilizando o processo de separação por membrana difusiva polimérica.

Marcos César da Rocha Seruffo - Engenharia Elétrica - Estudos de Redes Industriais no processo de comunicação em indústrias de beneficiamento de minério.

Abel Jorge Rodrigues Ferreira - Eng. Recursos Natur. Amazônia - Avaliação Estatística da Utilização de Resíduos Siderúrgicos em Projetos Industriais.

Alan Marcel Fernandes de Souza - Engenharia Elétrica: Proc. Indust. - Inferência da qualidade da alumina fluoreta proveniente da planta de tratamento de gases via rede neural.

Ana Paula Soares Pereira - Engenharia Mecânica - Desenvolvimento de filtros integrantes de ecobarcos para Biomonitoriamento da Qualidade de água de rios.

Allan de Souza Borges - Engenharia Química - Modelagem e simulação de escoamento de polpa de minério em duto circular.

Luciana Medeiros

Controle de emissões não basta


Acabou de sair o 1º Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários. Trata-se de um estudo do Ministério do Meio Ambiente que levou quase dois anos para ficar pronto e que detalha a poluição provocada por motores de carros, caminhões, motos e ônibus de 1980 a 2009. Houve avanços incontestáveis no controle de emissões no período, mas, de acordo com o estudo, as perspectivas para a próxima década são críticas e apontam a necessidade imediata de novas políticas públicas de transporte. Especialistas alertam que mesmo os atuais níveis de poluição causam problemas, cujas principais vítimas são crianças e idosos.

Desde 1986, quando o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) determinou a criação do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), um conjunto de ações que vão da determinação de limites de emissões à adoção de combustíveis mais limpos, o nível de concentração de poluentes têm diminuído. “Alguns caem desde a virada da década de 1990, outros a partir do final dos anos 1990”, explica André Luís Ferreira, diretor do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), responsável pelo estudo. Ele alerta que, apesar do avanço, não será mais possível evitar uma crise grave apenas controlando as emissões. “Já estabilizamos e podemos detectar que as emissões voltarão a crescer seguindo o aumento da frota. Apenas controle dos escapamentos não adianta mais”, afirma. “Há um limite para o controle de emissões por veículo e a partir de agora os ganhos serão cada vez mais custosos e menores”.

Transporte individual x transporte coletivo
“Quando se compara o Brasil com outros países da mesma dimensão, como China, Rússia, Índia e Canadá, é fácil constatar que a participação do transporte rodoviário é muito menor do que no Brasil. Temos um transporte excessivamente dependente do rodoviário. Nas estradas e nas cidades”, diz Ferreira. Ele destaca que não tem sentido o Brasil seguir investindo e priorizando o transporte de cargas rodoviário, com caminhões movidos principalmente a diesel, em vez de apostar em alternativas como redes ferroviárias e hidroviárias. O representante do IEMA ressalta que as iniciativas devem deixar de ser exclusivas aos órgãos de defesa do meio ambiente. “O problema deveria ser endereçado também à área de transporte dos municípios, aos órgãos de trânsito. A decisão de se priorizar o transporte motorizado individual não é de quem faz gestão da qualidade do ar”.

Idosos e crianças primeiro
Constatar quão crítica é a situação atual é fácil. Basta escolher um dia seco em São Paulo, qualquer dia, e ir até o Instituto da Criança do Hospital das Clínicas. Passando a recepção, depois de cruzar um piano velho, onde invariavelmente crianças com olhar moleque dedilham notas fora de tom, é só descer um corredor e procurar a sala de inalação para encontrar pelo menos um menino ou menina com a cara enfiada em uma máscara de oxigênio. Mesmo auxiliados por gentis enfermeiras, os pequenos têm o olhar aflito de quem não consegue respirar direito.

Não só em São Paulo, mas em todo Brasil a poluição provocada por veículos automotores já afeta a saúde. “Os mais atingidos são sempre os que estão nos extremos da idade, os mais jovens e os mais velhos. Crianças com doenças respiratórias e idosos são os grupos de risco”, resume o médico Ericson Bagatin, presidente da Comissão de Doenças Respiratórias Ambientais e Ocupacionais da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT). “Com a quantidade de veículos entrando não tem jeito. Mesmo com controle de um lado, com atenção às emissões, escapa do outro, com o aumento da frota”.

Outra preocupação de quem estuda e monitora o assunto é com a tendência a extremos no clima em função do aquecimento global. As variações cada vez mais drásticas são um problema, considerando que quanto mais seco e quente, mais a poluição afeta a saúde e agrava doenças respiratórias. “Em agosto de 2010, após uma semana de 11 dias consecutivos com a umidade relativa do ar baixa, o que é um evento raro, houve aumento de mortes relacionadas a doenças cardiovasculares e respiratórias”, relata Micheline Coelho do Nascimento, colaboradora do Laboratório de Poluição Atmosférica da Universidade de São Paulo. “Estudamos poluição usando variáveis meteorológicas para isolar os dados, mas isso é cada vez mais difícil. Vivemos dias extremos, não dá mais para estudar uma coisa separada da outra”, diz a especialista. “A população não está percebendo isso e a gravidade dessas mudanças. A impressão é que as pessoas estão à parte do clima. Não dá mais para fazer as coisas da mesma forma de antes. O mundo vai parar. Temos que começar a ter uma visão diferente. Na prática não estamos preparados para a revolta da natureza”, conclui.


Daniel Santini












segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

José da Costa é o novo presidente da Eletrobras

Edison Lobão, Ministro de Minas e Energia, cumprimenta o futuro presidente da Eletrobras
José da Costa Carvalho Neto foi eleito o novo presidente da Eletrobras pelo Conselho de Administração da empresa, em reunião realizada sexta (25), em Brasília. Carvalho Neto tomará posse hoje segunda-feira (28), em cerimônia marcada para a sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Engenheiro eletricista e mestre em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Minas Gerais, José da Costa Carvalho Neto foi secretário adjunto de Minas e Energia de Minas Gerais, em 1987, e presidiu a Companhia Energética da Minas Gerais (Cemig) entre julho de 1998 e janeiro de 1999.

Também na Cemig, onde entrou como estagiário em 1966, foi diretor de Distribuição, de 1991 a 1997, e exerceu os cargos de superintendente, gerente de Departamento e de Divisão. Na iniciativa privada, ocupou os cargos de diretor da Orteng Equipamentos e Sistemas, de membro do Conselho de Administração da Logos Engenharia e da Enerconsult e de diretor-presidente da Arcadis Logos Energia, entre outros.

Presidente da Petrobras é eleito Executivo de Petróleo do Ano

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, foi considerado o Executivo de Petróleo do Ano de 2011, pela Energy Intelligence, reconhecido serviço de informações sobre a indústria de energia. Gabrielli foi escolhido entre os líderes das 100 maiores companhias petrolíferas do mundo.
 
Segundo o presidente da Energy Intelligence, Thomas Wallins, a escolha reflete o sucesso do executivo em liderar a Petrobras em período de grande crescimento, com destaque para as descobertas na região do pré-sal - as mais importantes da última década-, o exitoso processo de capitalização em 2010 e o segundo maior valor de mercado entre as empresas de petróleo.

A Energy Intelligence ressalta, ainda, que sob a gestão de Gabrielli, a Petrobras realizou as descobertas que devem mais que dobrar as reservas e a produção da empresa nos próximos anos, além de ter se posicionado como líder em tecnologia para exploração e produção em águas profundas, com um dos mais altos padrões de segurança e eficiência do setor.

A cerimônia de premiação será realizada em 10 de outubro, durante a 32ª conferência anual Oil&Money, em Londres.

Sobre a Energy Intelligence

A Energy Intelligence é um importante provedor independente de informações e análises para o setor de energia mundial há mais de 60 anos. Presente em diversos países, atende a clientes do mercado de energia e financeiro, órgãos públicos, agências, consultores e escritórios de advocacia. 


Produção de petróleo e gás da Petrobras no Brasil e no exterior aumentou 5,4 %

A produção média de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil e no exterior em janeiro foi de 2.661.843 barris de óleo equivalente diários (boed). Esse resultado ficou 5,4% acima do volume registrado no mesmo mês de 2010.

Considerando apenas os campos no Brasil, a produção média de petróleo e gás
alcançou 2.422.624 barris de óleo equivalente por dia (boed), indicando um aumento de 6% em relação a janeiro do ano passado. Como consequência de paradas programadas de plataformas durante o mês, o volume extraído em janeiro ficou 2,7% abaixo da produção do último mês do ano passado.

A produção exclusiva de petróleo dos campos nacionais chegou a 2.069.342
barris diários. Este resultado reflete um acréscimo de 4,9% sobre janeiro de 2010 e foi 2,5% menor do que a produção de dezembro de 2010, quando a empresa registrou recorde mensal.

A produção de gás natural dos campos nacionais atingiu 56 milhões 168 mil
metros cúbicos diários e apresentou um aumento de 13,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em relação ao mês anterior, a produção se manteve estável.

O volume de petróleo e gás natural dos campos situados nos países onde a
Petrobras atua chegou a 239.219 boed em janeiro. O resultado ficou 0,4% abaixo do volume produzido em dezembro de 2010, principalmente devido à redução na produção de gás na Bolívia por parada programada para manutenção em uma das plantas de tratamento de gás. Quando comparado com janeiro de 2010, houve um decréscimo de 0,9%, em função da redução na produção de gás na Argentina, devido ao declínio natural dos campos e a questões
operacionais.

A produção de gás natural no exterior foi de 14 milhões 997 mil metros
cúbicos, registrando uma diminuição de 2,9% em relação ao volume do mês anterior e de 5,8% em comparação com janeiro de 2010.

O quadro abaixo mostra a produção por estado do Brasil e por região do
exterior em janeiro de 2011.

Brasil tem destaque na quantidade de projetos de redução de CO2

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou na última quarta-feira (23) que o Brasil ocupa a terceira posição mundial em relação a quantidade de projetos direcionados à redução das emissões de carbono. O país se mantém atrás da China e da Índia.

A pesquisa realizada pelo Ipea apontou também para uma limitação brasileira
em relação ao mercado de carbono. O estudo mostra que essa prática é aplicada somente através do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), em que os países, principalmente desenvolvidos, compram créditos de outros.

Os planos internos brasileiros para a redução das emissões nacionais estão
relacionados, em sua maioria, ao setor energético. De todos os investimentos feitos aqui, 50% foi direcionado à produção de energia renovável. O maior destaque ficou por conta da cana-de-açúcar, que teve um aumento significativo em sua eficiência na produção de biocombustíveis.

Em segundo lugar vem a prática da suinocultura que é responsável por 15% do
total de projetos relacionados à redução nas emissões de CO2, seguida por projetos de substituição dos combustíveis fósseis por alternativas mais limpas, com 13%.

Mesmo com os dados positivos, o Ipea alerta sobre a falta de investimentos
governamentais nesse setor, que causam atraso no desenvolvimento do mercado de carbono brasileiro. O estudo mostra que faltam incentivos para novas tecnologias que tragam benefícios em longo prazo. A área considerada de grande potencial para a redução nas emissões é o cuidado com o descarte dos resíduos sólidos, já que os aterros sanitários são grandes poluidores e causadores de problemas que afetam a saúde da população. 


Zoológico vertical em Buenos Aires serve como base para aves migratórias

Os arquitetos Hila Davidpu, Tal Gazit, Eli Gotman e Hofi Harari divulgaram recentemente a criação do "ECO-Cliff", proposta desenvolvida para a competição de Zoológico Vertical de Buenos Aires. 

O "ECO-Cliff", que em tradução livre seria um penhasco ecológico, é uma torre revolucionária queirá servir como uma base para a nidificação de milhares de aves migratórias e também como um habitat ecológico para os diferentes animais e espécies da
"Reserva Costanera Sur". A estrutura deve funcionar como um zoológico tradicional.

A Reserva Costanera Sur de Buenos Aires, está localizado no bairro de Puerto
Madero e é visitada por centenas de turistas que passam pela cidade. Esta gigantesca área natural oferece uma interessante variedade de flora e fauna contra o leito do Rio de La Plata.

Com a forma de um penhasco é basicamente um esqueleto rígido coberto por
redes e cabos de aço de diversas densidades que cobrem diferentes funções enquanto mantém, à distância, a imagem da torre como um penhasco orgânico. 

Este emaranhado permite a abundante entrada de luz solar e ar fresco, assim como a água da chuva, em áreas preferenciais. Juntamente com um sistema de vegetação enraizada no sistema de rede, assim essa estrutura cria um pequeno ecossistema nos limites do edifício.

A entrada dos visitantes na torre ocorre através de um sistema de
teleférico. O controle é feito dessa maneira para minimizar os danos à reserva causados por veículos motorizados e reduzir a emissão de gases de efeito estufa na cidade. A entrada principal se conecta a um sistema de transporte público.

Como uma de suas principais funções, a "Eco-Cliff" vai acomodar uma
variedade de aves migratórias que passam para a Reserva Costanera Sur acada ano. As áreas de nidificação das aves migratórias poderão acompanhar os visitantes humanos ao longo de sua trajetória ascendente em todos os variados elementos da torre, incluindo os espaços de outros animais e as plataformas de observação.

A torre terá sistemas de energia solar por células fotovoltaicas,
instalações de tratamento de água e reciclagem, que em conjunto, fazem deste jardim zoológico vertical praticamente auto-suficiente.

O ponto de vista educacional da "Eco-Cliff" criaria uma experiência
inesquecível para educar o visitante a bordo, bem como um marco espetacular para a Reserva Costanera Sur e para a cidade de Buenos Aires. 


sábado, 26 de fevereiro de 2011

Governador recepciona o representante do papa Bento XVI

Ao lado do arcebispo d. Alberto Taveira, o cardeal agradeceu as boas vindas ao governador Simão Jatene

Dom Vicente Zico, Dom Alberto Taveira, Dom Carlos Verzeletti, o Cardeal Giovanni Battisti, o governador Simão Jatene, Zenaldo Coutinho e o Pe. Ronaldo Menezes  Cardeal Giovanni Battisti saúda a Padroeira da Amazônia 


O governador Simão Jatene recepcionou no Aeroporto Internacional de Belém, o cardeal Giovanni Batistti Ré, prefeito Emérito da Congregação para os Bispos. O cardeal veio ao Pará representar o papa Bento XVI na cerimônia de dedicação da nova catedral da Diocese de Castanhal.

"Todo momento que você tem a oportunidade de exercitar a fé, seja ela em que direção for, precisa ser festejado. E a inauguração de uma catedral representa um momento extremamente especial. A catedral é um símbolo de fé, que expressa esperança, e, enquanto governador, o que posso é apenas registrar a nossa felicidade, o nosso orgulho e dar as boas vindas ao cardeal, que vai dividir conosco esses dias aqui no Estado", declarou Simão Jatene.

Em uma sala preparada para a recepção, Giovanni Batistti Ré agradeceu a acolhida por parte do governo do Estado, e disse estar muito feliz com as boas vindas. O religioso conversou com o governador sobre a importância da Amazônia para o mundo e ressaltou seu encantamento com a quantidade de água na região. "Estou muito feliz de estar aqui no Pará para inaugurar a catedral de Castanhal, que agora será um ponto de referência para muitos católicos", enfatizou o cardeal.

O chefe da Casa Civil da Governadoria, Zenaldo Coutinho, também fez questão de comparecer ao Aeroporto Internacional de Belém para receber o religioso. Segundo Zenaldo, a chegada do emissário do papa ao Pará representa um momento "extraordinário" para os cidadãos do Estado.

Além de Simão Jatene e Zenaldo Coutinho, o cardeal foi recepcionado pelo arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira, pelo bispo de Castanhal, Dom Carlos Verzeletti, e pelo bispo Emérito de Belém, Dom Vicente Zico, além do líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado estadual Márcio Miranda, nascido em Castanhal.

Padroeira

Trinta pessoas do Terço dos Homens de Castanhal, vinculado à Igreja de São José, também estiveram no aeroporto, levando ao cardeal uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré, padroeira dos paraenses. O cardeal Giovanni Battisti Ré fez questão de beijar a imagem da Santa, e recebeu aplausos.

"Em Castanhal, a gente aguarda com bastante expectativa esse momento. No domingo, esperamos mais de 10 mil pessoas na catedral. A gente está fazendo um movimento muito grande para conseguir aconchegar todo mundo. Esse é um fato histórico para nós, porque a última dedicação que teve no Estado foi há cerca de 200 anos, na Catedral de Belém. 

Estamos participando de um evento único", disse Renato Rolden Freire, coordenador do Terço dos Homens de Castanhal.

Do Aeroporto de Belém, o cardeal Giovanni Batistti seguiu para o município de Santa Izabel do Pará, onde foi recebido por centenas de pessoas. Ele seguiu em carreata pela Rodovia BR-316 até Castanhal. A cerimônia de dedicação da nova catedral começará às 8h de domingo (27). Haverá queima de fogos e celebração de missa.


Ministério da Saúde lança campanha de prevenção à AIDS no carnaval

O Ministério da Saúde lançou ontem, sexta-feira 25,  a campanha de prevenção à AIDS no carnaval. Mulheres de 15 a 24 anos de idade com baixa renda  e pouca escolaridade é o principal alvo. O lançamento foi na quadra da Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro, no Rio de Janeiro.


No Brasil, a cada oito meninos de 13 a 19 anos que são portadores do HIV, dez meninas dessa faixa etária estão na mesma situação. Em alguns Estados, a situação é mais grave
De acordo com o Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis, AIDS e Hepatites Virais, a campanha terá duas fases. No período que antecede o feriado, o apelo é para o uso do preservativo nas relações sexuais. Depois da folia, a idéia é estimular as pessoas que tiveram relação sexual desprotegida a fazer o exame.

Segundo o Ministério da Saúde, a epidemia de AIDS no Brasil está estabilizada, mas ainda há um número importante de óbitos provocados pela doença. Por essa razão, o diagnóstico precoce será priorizado nos próximos quatro anos de governo.

Conforme dados de 2010, divulgados pelo ministério, os casos de AIDS entre mulheres de 13 a 19 anos superam o de homens. Para cada oito meninos infectados, existem dez meninas. Nas outras faixas etárias, o número de casos entre o sexo masculino é maior do que entre o sexo feminino.

Uma pesquisa de 2008 revelou que as garotas de 15 a 24 anos usam menos camisinha nas relações casuais ou fixas. De acordo com a pesquisa, na última relação sexual com parceiro casual, 76,8% dos rapazes responderam ter usado o preservativo, ante 49,7% das meninas. Em relacionamentos fixos, apenas 25,1% das garotas afirmaram usar a camisinha regularmente, enquanto o percentual é de 36,4% entre os meninos da mesma faixa etária.

Com o slogan "Sem camisinha não dá", a campanha inclui propagandas em tevê, spots de rádio e outdoors. O jingle Vou Não foi gravado pelo grupo Reginho e Banda Surpresa, conhecido pela música Minha Mulher Não Deixa, Não. O cantor Reginho, que sofreu grave acidente de ônibus madrugada de quinta-feira, compareceu ao lançamento.

Camisinha.
 
Um quarto dos 400 milhões de preservativos distribuídos anualmente pelo Ministério da Saúde são produzidos por seringueiros de Xapuri, no Acre. A fábrica foi construída com financiamento do BNDES. De acordo com Padilha, as camisinhas produzidas com látex nacional são cinco vezes mais resistentes do que as importadas, de acordo com testes de pressão a que foram submetidas.


Resultados financeiros e operacionais da Petrobras

O diretor Financeiro e de RI da Petrobras, Almir Barbassa, divulgando os ótimos resultados financeiros e operacionais da Companhia.
A Petrobras fechou o ano de 2010 com um lucro líquido de R$ 35,189 bilhões --17% acima do que o registrado no ano anterior (R$ 30,051 bilhões), informou a empresa.
O resultado é o maior já registrado na história da companhia, e consequentemente, de uma empresa no país.

Somente no quarto trimestre, o lucro líquido chegou a R$ 10,602 bilhões, alta de 24% ante o trimestre anterior (R$ 8,566 bilhões). O forte crescimento do lucro no último trimestre foi atribuído à redução das despesas operacionais, em R$ 1,58 bilhão, além de gastos menores com tributos, com impacto positivo de R$ 1,28 bilhão. 

O resultado anual foi influenciado pela alta da cotação do petróleo durante o ano e pelo aumento de 11% nas vendas de derivados. A Petrobras ressaltou que a valorização cambial provocou um impacto positivo no resultado de R$ 2,725 bilhões.

A receita líquida da Petrobras em 2010 ficou em R$ 213,274 bilhões, 17% a mais do que em 2009 (R$ 182,834 bilhões). De outubro a dezembro, essa receita foi de R$ 54,492 bilhões, estável frente ao que fora constatado no terceiro trimestre 

Já o Ebitda (lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 60,323 bilhões no ano passado -- incremento de 1% sobre o ano anterior. No quarto trimestre, totalizou R$ 14,584 bilhões, queda de 1% frente aos três meses imediatamente anteriores (R$ 14,736 bilhões). 

Os investimentos da estatal somaram R$ 76,411 bilhões ao longo de 2010. Isso representou um aumento de 8% em relação ao ano anterior (R$ 70,757 bilhões). Os principais recursos foram destinados para a área de exploração e produção, que recebeu R$ 32,426 bilhões. 

Em dezembro de 2010, a empresa tinha um endividamento bruto de R$ 117,9 bilhões, a maior parte (87%) financiada em longo prazo. Boa parte dessa dívida (46%) estava indexada em dólar e real (27%), sendo o BNDES (33%) era o maior credor da estatal. 

INVESTIMENTOS
 
A Petrobras prevê investir R$ 93,66 bilhões em 2011, ante R$ 76,41 bilhões aplicados no ano passado. A maior parte do investimento orçado deve ser dirigida para a área de exploração e produção (R$ 42,99 bilhões), seguida pela área de Abastecimento (R$ 37,21 bilhões). 

O segmento de gás e energia deve receber outros R$ 4,67 bilhões e o internacional R$ 5,5 bilhões. Já os segmentos de Distribuição e Biocombustíveis devem receber cada 1% do investimento previsto para 2011. 

PRODUÇÃO
 
A Petrobras prevê ampliar em 2,5% a produção média de petróleo no país este ano, chegando à meta de 2,100 milhões de barris por dia. 

Para isso, a estatal conta com a entrada em produção de seis novos sistemas de produção, que vão significar 60 novos poços. Eles garantirão mais 265 mil barris/dia. Desse total, apenas 30 mil barris ainda virão de campos que estão sendo testados no pré-sal. 

"Deve ser levado em conta que há um declínio médio de 8% a 10% dos campos mais antigos. Ainda assim, estamos com folga para garantir nossa meta", afirmou Barbassa.
Em 2010, a produção da petrolífera foi de 2,004 milhões de barris diários. 

Na área de exploração, nove sondas estão perfurando pré-sal, com a perspectiva da chegada de outras três. A meta é que 20 poços na região sejam perfurados este ano.

 Resultados financeiros e operacionais da Petrobras

Petrobras pagará R$ 11,7 bi em dividendos e juros, sobre capital próprio a acionistas no valor total de R$ 11,7 bilhões referente a 2010


O montante, que equivale a R$ 1,03 por ação, representa 35% do lucro do exercício, segundo comunicado enviado ao mercado . 

A estatal informou ainda que R$ 7,94 bilhões já foram antecipados aos acionistas ao longo do ano passado na forma de juros sobre capital próprio. 

No fechamento de 2010, o lucro líquido anual da estatal foi a R$ 35,2 bilhões, ante R$ 30 bilhões em 2009. O resultado é o maior já registrado na história da companhia, e consequentemente, de uma empresa no país.


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Gabrielli comenta matriz energética mundial

 Neste horizonte, a participação das fontes alternativas, hoje em torno de 13%, tem perspectiva de crescimento de até 16%. Embora seja esperada uma demanda por veículos híbridos, elétricos e a gás natural, a partir de 2015, as vendas destes automóveis ainda serão pequenas.

 Segundo Gabrielli, o desenvolvimento tecnológico aumentará a eficiência energética e haverá uma mudança da demanda em nível mundial que será menor em países como EUA, Japão e da Europa e maior no Brasil, China e Oriente Médio.

 Gabrielli enfatizou a necessidade de ampliar o parque de refino nacional para atender o mercado interno. Ele destacou que, no ano passado, a demanda por petróleo e derivados no país cresceu 10%, índice maior do que o PIB que ficou em torno em 7,5%. Nossa última refinaria foi construída na década de 80 e, recentemente, fizemos a maior descoberta de reservas dos últimos 15 anos no mundo. Estamos no limite da capacidade interna de produção de gasolina, por exemplo".

 O seminário Cenários da economia brasileira e mundial em 2011, realizado na sede da Firjan (RJ), foi promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). 


Ministério da Saúde alerta para risco de alergia provocada por tintas e purpurina no carnaval

Os cuidados com a pele durante o carnaval não se resumem ao uso de protetor solar. O Ministério da Saúde divulgou  um alerta para o uso de tintas, purpurinas e colas, que podem provocar reações alérgicas e até queimaduras. 

Os casos mais comuns são de alergia ao corante. A orientação é para que as pessoas apliquem o produto em áreas menores do corpo – como o antebraço – como teste. A substância deve ser aplicada no local e deixada ali por cerca de 24 horas.

Em relação à exposição prolongada ao sol, a dica é reaplicar o filtro solar a cada duas horas, além de beber muita água para hidratar a pele.


Unicef: Brasil tem mais de 21 milhões de adolescentes, mas políticas focam só infância

Dos 191 milhões de brasileiros do país, 21 milhões têm menos de 18 anos, sendo que 38% deles vivem em situação de pobreza. Dados divulgados hoje (25) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) indicam que o grupo corre o risco de se tornar invisível em meio a políticas públicas que focam prioritariamente a infância. 

O relatório Situação Mundial da Infância 2011 – Adolescência: Uma Fase de Oportunidadesindica que, em consonância com o cenário global, esses jovens vivenciam oportunidades para inserção social e produtivas insuficientes. 

A faixa etária é considerada a mais vulnerável em relação a riscos como o desemprego e o subemprego, a violência, a degradação ambiental e a redução dos níveis de qualidade de vida.

De acordo com o relatório, as oportunidades são ainda mais escassas quando são levadas em consideração dimensões que vão além da idade, como a renda, a condição pessoal, o local de moradia, o gênero, a raça e a etnia.

Apenas na Amazônia Legal, marcada pela diversidade étnica e social, habitam cerca de 2 milhões de adolescentes com idade entre 15 e 17 anos. Mas a disponibilidade de serviços voltados para essa população, segundo o Unicef, ainda é um desafio a ser superado.

Uma das recomendações listadas no documento é que o apoio dado na fase inicial e intermediária da infância seja estendido aos adolescentes, com investimentos em educação, cuidados de saúde, proteção e participação desses jovens, principalmente os mais pobres e vulneráveis.

Outra ação prevê a coleta de dados e informações capazes de identificar os grupos mais vulneráveis de adolescentes em todas as regiões e as iniquidades que os afetam, garantindo mais investimentos, oportunidades e direitos.

O Unicef pede também que os adolescentes brasileiros sejam ouvidos nos processos de tomada de decisão e que as escolas aproveitem a facilidade de aprendizado do grupo e contribuam para que eles adquiram competências, habilidades e conhecimentos necessários para desenvolver todo o seu potencial.