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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Defeso do caranguejo começa na quinta-feira

Na próxima quinta-feira (3) até o dia 8 de fevereiro, começa o primeiro defeso do mês para a procriação dos caranguejos, terceiro do ano. No período de reprodução, só poderão ser comercializados os caranguejos capturados antes do início do defeso cujos estoques foram declarados ao Ibama ou à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, dependendo da região. 

A multa para quem pesca ou comercializa crustáceos (ou suas partes, como pinças, por exemplo) em período proibido é de R$ 700 a R$ 100 mil, mais R$ 20 por quilo de caranguejo apreendido. O segundo período de defeso de fevereiro vai dos dias 19 a 24.No período de 5 a 10 de janeiro, o Ibama recebeu 48 declarações de estoque de caranguejo no período de defeso, que totalizavam 107.150 unidades do produto. Já na segunda fase, de 20 a 25 de janeiro, foram 114 declarações, com 23.150 caranguejos. 

Também inclusa no combate à pesca desordenada do caranguejo, a Reserva Extrativista da Marinha de Caeté-Taperaçu recebeu visitas às comunidades com catadores para informar sobre o período de defeso. Não houve ação de fiscalização específica para esse período na reserva, porém, houve rondas em três dias. Apenas uma pessoa teve o estoque de caranguejo apreendido por não possuir declaração para a comercialização. Para os próximos períodos de defeso estão sendo previstas novas ações de fiscalização específicas pela reserva

Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE)

Tolmasquim defende instalação de hidrelétricas na Amazônia 

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) - ligada ao Ministério das Minas e Energia - Mauricio Tolmasquim, defende a instalação de hidrelétricas na Amazônia, principalmente a de Belo Monte. Segundo ele, a usina, que teve parte da licença de instalação concedida na semana  passada, vai "abençoar" 4,3 mil famílias com compensações socioambientais.

"Essas famílias serão abençoadas com os assentamentos. Hoje, vivem em igarapés. Em períodos chuvosos ficam alagadas. Então, essas famílias, que estão em condições impróprias, tiraram a sorte grande: vão ganhar casas de alvenaria com todas as condições da vida moderna", declarou durante o congresso de energia EnerGen LatAm 2011 no Rio de Janeiro.


Tolmasquim disse que a usina do Rio Xingu prevê R$ 3,3 bilhões de investimentos em compensações socioambientais, o equivalente a 19 vezes o orçamento do Pará. Com esse dinheiro, ele afirmou que será construída a rede de saneamento básico de três municípios, entre eles Altamira, que deve sofrer as consequências do aumento populacional.


O presidente da EPE voltou a afirmar que nenhuma comunidade indígena será deslocada ou alagada. Ele também falou sobre projetos de psicultura para as comunidades e garantiu que a navegabilidade no Rio Xingu, em trechos que margeiam terras indígenas não será alterada. Segundo Tolmasquim, o fluxo de água na chamada volta grande será preservado.


A preservação da floresta amazônica, que segundo Tolmasquim estava em risco de desmatamento, também será assegurada com a criação de unidades de conservação de 1,6 milhões de hectares, além de iniciativas para a recuperação de áreas degradadas. Segundo ele, 60% do potencial hidrelétrico do país está na Amazônia e é preciso saber usar essa capacidade.


"O Brasil é a potência energética do século 21. Primeiro porque é o país com a  maior matriz renovável dos países em desenvolvimento ou desenvolvidos. Segundo porque seremos um grande exportador de petróleo, um elemento importante na segurança energética mundial, sem sujar nossa matriz - porque o Brasil continuará usando etanol".


A usina de Belo Monte exigira um investimento de R$ 20 bilhões e será capaz de gerar 11,230 megawatts. A hidrelétrica deve entrar em operação em fevereiro de 2015 e vai operar a fio d'água, o que significa que não terá reservatório para acumular água.

 

 

Eleições para escolher integrantes do Comitê Gestor da Internet no Brasil

Representantes de empresas da área científica e tecnológica e de organizações não governamentais  começaram a escolher os 22 novos integrantes do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). O objetivo da eleição é nomear 11 membros titulares e 11 suplentes para compor o comitê gestor, sendo oito representantes do setor empresarial, oito do terceiro setor (instituições com preocupações e práticas sociais, sem fins lucrativos) e seis da comunidade científica e tecnológica. Os candidatos eleitos terão mandato de 3 anos, sendo permitida a reeleição. 

As instituições formaram colégios eleitorais e elegeram seus representantes legais (um por empresa), que tiveram até o dia 10 de dezembro do ano passado para indicar um candidato, exclusivamente para o seguimento no qual a entidade foi homologada.

Cada representante legal das entidades do setor empresarial poderá escolher um candidato até sexta-feira (4). No terceiro setor, vota-se em quatro candidatos, e na comunidade científica e tecnológica, em três. Os quatro candidatos mais votados e os quatro seguintes (três para comunidade cientifica e tecnológica) serão eleitos representantes titulares e suplentes respectivamente.

Na sexta feira, será divulgado o resultado das votações. Em caso de empate haverá votação em segundo turno em data a ser definida, se persistir o empate, será eleito o candidato mais idoso. Até o dia 11 de fevereiro serão aceitos recursos sobre o resultado da votação, após verificados no dia 18 será divulgado o resultado definitivo.

Os ministérios das Comunicações e o da Ciência e Tecnologia criaram comitê em 1995 com o objetivo de tornar efetiva a participação da sociedade na implantação, administração e uso da internet. A finalidade também é melhorar a qualidade dos serviços oferecidos pelas empresas do ramo.

Estado do Pará e seus municípios assinam termo que alia produção e preservação


Melhorar a qualidade socioambiental da atividade produtiva dos municípios paraenses. Essa é a finalidade principal do Termo de Compromisso assinado ontem 31, entre Governo do Estado, Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Pará (Faepa), Federação das Associações dos Municípios do Estado do Pará (Famep) e Ministério Público Federal. A cerimônia, que reuniu 38 prefeitos, aconteceu no auditório do Palácio dos Despachos.

Diante de um auditório lotado, o governador Simão Jatene destacou, mais uma vez, a importância de se estabelecer um grande pacto pelo Pará. "Precisamos mostrar para o Brasil e o mundo que o Estado pode ser um bom exemplo de que produção e preservação podem caminhar juntos. Conservar rios e florestas na Amazônia, ao contrário do que as pessoas pensam, também é uma questão de produção", argumentou, destacando a importância da união entre os agentes envolvidos. "Ter, juntos, nessa luta o Ministério Público Federal, as esferas de governo estadual e municipal e a sociedade mostra que a questão ambiental passou a ser exigência para todos", disse o governador, ressaltando que o Estado sozinho não tem como vencer os obstáculos na área de meio ambiente.

O prefeito de Ananindeua e presidente da Famep, Helder Barbalho, ressaltou que a assinatura do termo é um passo importante para as instâncias envolvidas no processo - Estado, prefeituras e classe produtiva. "Todos tiveram papel fundamental na elaboração do documento, que tem a chancela do Ministério Público Federal. O grupo de trabalho formado a partir de agora terá a missão de defender uma política de preservação para o meio ambiente e acompanhar de perto a sua aplicação", ressaltou Barbalho.

O Procurador da República, Daniel César Azeredo Avelino, destacou o avanço. "É um marco para todos. O Pará precisa dar bons exemplos e ter reconhecimento nacional e internacional por esse tipo de iniciativa, que mobiliza a sociedade como um todo", afirmou. O presidente da Faepa, Carlos Xavier, também ressaltou a importância dos bons exemplos. "É muito importante mostrar para o mundo a consciência que o Pará tem em relação ao meio ambiente".

Termo

 Com a assinatura do Termo de Compromisso, os prazos para o requerimento do licenciamento ambiental por parte dos produtores rurais ficam prorrogados. Assim, propriedades acima de três mil hectares têm o prazo até 30/08/2011; propriedades com área acima de 500 e até três mil hectares têm prazo até 31/12/2011, e com até 500 hectares até 30/06/2012.

Para que os produtores possam manter benefício da prorrogação do prazo de licenciamento o município deverá ter 80% do seu território no Cadastro Ambiental Rural até 30/06/2011 (excluindo-se áreas protegidas, assentamentos e PDS de responsabilidade do Ibama).

Outra exigência para os produtores manterem o benefício é que o município não poderá estar na lista do Ibama dos que mais desmatam, ou se já estiverem, providenciar a exclusão no prazo de um ano, mantendo o controle do desmatamento em níveis inferiores a 40 km² por ano, contado de agosto de 2010 a julho de 2011.

Participaram da cerimônia os secretários de Meio Ambiente, Teresa Cativo; de Integração Regional, Antonio José Soares; de Projetos Estratégicos, Sidney Rosa; o presidente da Adepará, Mário Moreira; o deputado estadual, José Megale e os prefeitos de Acará, Anajás, Breves, Bragança, Brasil Novo, Colares, Cachoeira do Arari, Concórdia do Pará, Capanema, Dom Elizeu, Igarapé-Açu, Goianésia do Pará, Jacundá, Garrafão do Norte, Nova Ipixuna, Inhangapi, Limoeiro do Ajuru, Monte Alegre, Moju, Magalhães Barata, Novo Repartimento, Peixe-Boi, Primavera, Paragominas, Santarém Novo, São Caetano de Odivelas, Soure, São Miguel do Guamá, Santa Bárbara, Santarém, São Domingos do Capim , Quatipuru, Tucuruí, Tailândia, Tracuateua, Terra Alta, Trairão e Vigia.

Japoneses lançam chocolate feito com cacau do Pará

japoneses vão poder consumir chocolate feito com cacau produzido no Pará, mais precisamente oriundo do município de Tomé Açu, que produz em torno de quatro milhões de pés do fruto por ano, segundo a Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (Camta), fornecedora do produto ao mercado japonês. 

Ontem, uma missão empresarial daquele país esteve na Secretaria Estadual de Agricultura (Sagri), com o titular do órgão, Hildegardo Nunes, para comunicar o interesse que possuem de ampliar as relações comerciais com o Pará e, também, informar que dentro de dois meses estará sendo inaugurada no Japão uma fábrica de chocolate com a marca da Amazônia. Os empresários foram acompanhados do reitor da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Sueo Numazawa, e já levaram um mostra do chocolate para degustação. 

Os integrantes da missão - formada por representante das empresas Meiji e Fruta Fruta - elogiaram a qualidade e o rendimento do cacau paraense, afirmando ser o fruto bastante superior ao de outros Estados brasileiros e até de outros países. Eles também destacaram a credibilidade que o cacau de Tomé-Açu possui no mercado japonês, sobretudo pelo fato de o cultivo envolver a comunidade japonesa que reside no município. 

Hildegardo agradeceu o interesse dos empresários pelos produtos paraenses e informou que o governo do Pará tem toda disposição em ampliar ainda mais as relações comerciais com o Japão, até pela aproximação que o país tem com o Estado do ponto de vista histórico. Ele propôs, inclusive, que seja feita uma parceria para que no futuro a exportação não se limite apenas às amêndoas, mas que o Japão possa receber como produto final, já o chocolate.

O titular da Sagri também sugeriu que o mercado japonês invista também na importação de castanha do Pará a fim de que o chocolate produzido Japão seja genuinamente amazônico, produzido com bases sustentáveis e em respeito à floresta. “Isso será um reforço à marca de vocês”, disse Hildegardo, propondo ainda que seja estudada a possibilidade de investir no chocolate feito a partir da semente do cupuaçu. “Temos também interesse que se possa avançar nessa outra linha de produção”, reforçou o secretário, torcendo para que o chocolate produzido pela Meiji tenha boa aceitação no mercado, a fim de que o Japão compre bastante o cacau produzido no Pará. 

No ano passado, em torno de 110 toneladas de amêndoas de cacau foram exportadas para o Japão por meio da Camta. Para este ano, a previsão é de envio de 160 toneladas do produto, de acordo com o reitor da Ufra     
     

Atitudes no agronegócio mostram objetivos e temas comuns às marcas

O que Bunge, Syngenta, Marfrig, Cargill e JBS-Friboi têm em comum?

Um dos mais importantes setores da economia brasileira, o agronegócio responde por grande parte do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, além de contribuir para o equilíbrio da balança comercial. Ainda dependente de transações que envolvem commodities, o país deposita na atividade rural boa parte de suas expectativas econômicas.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da
Universidade de São Paulo (CEPEA/USP), o PIB da agropecuária brasileira, apesar de cair 6% em 2009, movimentou R$ 718 bilhões. No ano passado, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o setor foi responsável por 42% das exportações brasileiras, cujo valor total contabilizou US$ 64,7 bilhões. O setor emprega aproximadamente um terço dos brasileiros e sustenta cerca de 30% do PIB local.

Embora gere dividendos, as práticas agrícolas estão, também, associadas a
questões delicadas, sobretudo em relação ao meio ambiente e aspectos sociais. A expansão das fronteiras produtivas expôs uma série de novos desafios para o setor, que deve, em contrapartida, amadurecer seu modelo de relacionamento junto aos públicos e localidades com vistas ao equilíbrio entre produtividade e engajamento positivo perante comunidades, organizações civis, entidades governamentais, dentre outros agentes relevantes.

Este cenário abre oportunidade para que as principais empresas do setor
criem plataformas de atuação sobre causas  que são muitas em um mercado tão sensível. De acordo com o Financiamento e Oportunidades de Conservação e Uso Sustentável (Focus)  uma parceria entre o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e o Instituto Arapyaú  há elementos cruciais a serem endereçados no contexto do setor. São pontos de atenção que não devem alertar apenas os governos, como também empresas.

De acordo com o Focus, é preciso conciliar produtividade e redução dos
impactos socioambientais, o que toca temas como educação, conservação, relação com comunidades, incremento de tecnologias, transição para uma economia de baixo carbono e sustentabilidade incorporada às cadeias e processos produtivos.

O agronegócio brasileiro dedica mais de 83% do seu território à pecuária
bovina, soja, cana-de-açúcar, florestas plantadas e agroenergias derivadas da cana-de-açúcar (etanol e eletricidade a partir do bagaço da cana), além do carvão vegetal proveniente de florestas plantadas, segundo o Focus. E, neste cenário, figuram grandes empresas  como Bunge, Syngenta, Marfrig, Cargill e JBS-Friboi  que desenham, por meio de atitudes de marca socioambientais, as prioridades de ação inerentes ao setor.

Uma análise geral leva à conclusão de que tais empresas procuram ocupar os
mesmos espaços. Questões ambientais, educacionais, comunitárias e culturais estão na pauta de corporações que desejam equilibrar suas relações locais e, ao mesmo tempo, vincular suas marcas a preceitos sustentáveis. Por viverem problemas e oportunidades semelhantes, as marcas acabam por ocupar plataformas convergentes em suas atitudes. 

Meio ambiente      

                                       
Questão central para as empresas de agronegócio, o aspecto ambiental passa por várias dimensões dos negócios na economia rural. Desmatamento, queimadas, uso de produtos químicos e rastreabilidade são alguns dos temas que sempre mobilizam públicos fundamentais para a construção de uma real percepção de valor para as corporações que exploram o setor primário.

Uma das companhias mais representativas do país, a suíça Syngenta, tem no
manejo agrícola o mote para o seu propósito global, sintetizado no conceito Trazendo o potencial faz plantas para a vida. Com uma receita bruta de R$ 3,6 bilhões, a companhia considera que há três desafios a serem endereçados: produzir alimentos de forma alinhada à demanda global; produzir energia limpa e executar suas entregas sem ampliar áreas de cultivo ou o consumo de
água.

Neste sentido, a companhia afirma considerar os preceitos ambientais da
sustentabilidade em seus processos de negócio e, também, em projetos junto a agricultores, entidades e governos. No Brasil, o Projeto Água Viva é um exemplo: focado em recuperação de nascentes, a atitude já beneficiou 4,8 mil localidades em todo o país. Outro destaque da companhia é o apoio à cidade mato-grossense de Lucas do Rio Verde, que tem como meta ser um município pioneiro na regularização de todas as propriedades rurais à luz do Código Florestal, de maneira que nenhuma delas tenha passivos socioambientais ou trabalhistas, bem como faça uso seguro de defensivos agrícolas  um dos negócios da Syngenta ao lado do desenvolvimento de sementes.
 
Outro ponto relevante da questão ambiental no agronegócio é o manejo sustentável dos territórios que são objeto de plantio. Neste sentido, a educação consiste em uma das principais vias para garantir uma atividade agrícola sustentável. O Projeto Escola no Campo, da Syngenta, visa incentivar, por meio da capacitação de estudantes da zona rural, práticas
que respeitem o meio ambiente.

 As diretrizes ambientais da Syngenta são globais e, em 2009, segundo a companhia, foram aplicados R$ 2,1 milhões entre projetos incentivados e investimentos diretos distribuídos entre esporte, cultura e projetos socioambientais.

Outra multinacional com forte presença no país, a Monsanto também parte de
uma política de sustentabilidade para direcionar suas atitudes na área. De acordo com a companhia, estes princípios obedecem a três eixos: respeitar a legislação vigente; incrementar processos e promover junto aos públicos iniciativas voltadas à conservação e educação ambiental.

A plataforma de meio ambiente da companhia, cuja receita bruta no Brasil foi
de R$ 3,6 bilhões no exercício mais recente, divide-se em oito programas focados, basicamente, em conservação, restauração florestal, cuidado com mananciais e preservação de espécies animais. Em suas atitudes, a empresa mantém parcerias junto a órgãos como a The Nature Conservancy e o EarthWatch Institute.  

Na pecuária, outra frente importante do agronegócio, o grupo Marfrig
detentor de marcas como a Seara  confere autonomia às suas unidades para que desenvolvam ações alinhadas às particularidades de cada comunidade em que operam. Para reforçar seu engajamento ambiental, a companhia foca seu compromisso em duas frentes: conservação da biodiversidade e melhoria dos processos produtivos.

Tendo em vista seu alcance internacional, o grupo é signatário de pactos
vinculados à causa e ocupa postos em instâncias relevantes que debatem soluções e políticas para o tema. Uma dessas posições é a presidência do Conselho Diretor do Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável, conduzido pelo Banco Mundial junto ao International Finance Corporation (IFC), voltado à promoção de práticas sustentáveis na cadeia de carne bovina.

As principais empresas do setor têm diretrizes de sustentabilidade
estruturadas e procuram divulgar a incorporação dos princípios sustentáveis aos processos produtivos internos e externos, de modo a influenciar toda a cadeia. Além disso, as plataformas ambientais visam minimizar impactos, incentivar a conservação e recuperação de espécies da fauna e flora, além de serem potencializadas por um viés educativo, que capacite agentes locais a
adotarem práticas alinhadas aos preceitos corporativos de sustentabilidade.

Educação


Tema central para o desenvolvimento do país, a educação tem uma relevância adicional para o mundo do agronegócio. Além da função pedagógica-profissional, trata-se de uma área que cumpre importante papel quanto à conscientização de jovens, famílias, produtores e organizações em relação a temas sensíveis ao universo rural, como é o caso do meio ambiente.

Na Monsanto, a plataforma educacional divide-se em seis programas que têm
como foco, sobretudo, crianças, adolescentes e professores que trabalham nas redes públicas de ensino. As iniciativas, de acordo com a companhia, visam estimular a leitura, capacitar profissionais, formar leitores, treinar professores, prover reforço escolar, bem como promover a inclusão social por meio de uma formação por valores. Um dos programas que cumpre função
transcendente à pedagogia tradicional é o Disseminação da Sustentabilidade. Nele, equipes de funcionários da corporação são responsáveis pela divulgação e compartilhamento de conceitos e práticas sustentáveis junto a estudantes e outros públicos que integram a cadeia
produtiva da empresa.

A educação também figura entre as prioridades da Bunge. Há mais de cem anos
no país, a produtora norte-americana de alimentos, fertilizantes e processadora de grãos  que também atua no segmento energético  foi responsável, em 2009, por um faturamento bruto de R$ 27,2 bilhões. Proprietária de marcas como Soya e Delícia, a multinacional está à frente de diversas ações junto a estudantes. Uma delas é o programa Comunidade Educativa, que completa oito anos e leva o conceito de escola sustentável ao sistema público de ensino fundamental instalado no entorno das operações da companhia.

Na iniciativa, colaboradores da empresa são formados e estimulados a
auxiliar no processo de aprendizado infantil, o que se articula com o sistema de voluntariado corporativo da marca. Ainda no escopo do programa, são capacitados  em parcerias com órgãos públicos estaduais e municipais educadores para a condução de novas práticas pedagógicas. Articulado ao
Comunidade Educativa, teve início recentemente o Comunidade Criativa, voltado à formação profissional de jovens em funções correlatas ao desenvolvimento sustentável dos locais em que a companhia está presente.

As ações educativas da empresa são coordenadas pela Fundação Bunge. Criada
há mais de 50 anos, a entidade sistematiza e direciona os investimentos sociais da companhia. Além dos programas pedagógicos, que compõem a plataforma socioambiental, a organização atua no incentivo à pesquisa e excelência em torno da sustentabilidade e na preservação da memória
corporativa.

Segundo Cláudia Calais, gerente de Responsabilidade Social da Fundação
Bunge, os programas educativos foram modificados com vistas a estimular o aparecimento de ideias inovadoras e inclusivas. Ao optarmos por este caminho, analisamos os programas e projetos existentes e a continuidade de cada um; agrupamos nestas três linhas e trabalharemos intensamente para aprimorá-los ainda mais, com o compromisso de checar os resultados
efetivos, afirma. Em 2009, as doações da mantenedora, a Bunge Brasil, somaram R$ 5,5 milhões.

Além da Bunge, outra companhia norte-americana que contempla a educação e
faz uso de uma fundação para gerir seus investimentos sociais é a Cargill. Com receita líquida de R$ 15,8 bilhões registrada no país em 2009, a empresa criou sua entidade em 1973, cujo objetivo inicial concentrava-se no incentivo à produção científica com aplicações nas suas áreas de negócio, além de atividades com caráter social.

Após os anos 1990, a organização ampliou seu escopo de ações e, hoje,
desenvolve atitudes sociais com foco majoritário em educação. Dentre as principais iniciativas, destaca-se o programa Fura-Bolo. Desenvolvido em parceria com secretarias municipais de educação, visa incrementar o ensino fundamental por meio da distribuição de livros elaborados para alunos do
segundo ao quinto ano. Além do material didático personalizado, são capacitados anualmente mais de 2 mil educadores, que cumprem a função de estimular a leitura e valorizar a cultura popular brasileira. As ações sociais da companhia contabilizaram, em 2009, R$ 3,4 milhões.

Cultura


Plataformas culturais também são comuns nas protagonistas do agronegócio brasileiro, seja para afirmar o laço junto a comunidades do entorno de operações ou auxiliar na promoção simbólica do Brasil no exterior, sobretudo nas companhias com forte presença em outras nações.
 

                                  
A JBS-Friboi, multinacional brasileira líder no setor de carne bovina com uma receita líquida de R$ 55,2 billhões em 2009, apoia a Companhia Brasileira de Ballet, com o objetivo de divulgar mundialmente as expressões culturais do país. No escopo da iniciativa, inclui-se o Conservatório Brasileiro de Dança, que em seu quarto ano já é um centro de referência para  

praticantes. A escola foi premiada, em 2008 e 2009, como a melhor do país no Festival de Dança de Joinville, em Santa Catarina. Atualmente, a Companhia realiza apresentações no exterior, com passagens por Mônaco, China, Estados Unidos, dentre outros países. A internacionalização do grupo alinha-se ao intuito da marca de expandir-se para os mercados de exportação que fazem da companhia uma das líderes globais no agronegócio.

Prêmio Fundação Bunge: cultura é prioridade no agronegócio
A Monsanto também prioriza as atitudes culturais ao direcionar recursos incentivados sob o argumento da geração de renda, melhoria das condições de acesso à cultura, educação e incremento da qualidade de vida dos
beneficiados. Em 2009, a empresa destinou R$ 4 milhões distribuídos por oito projetos. Como principais focos, figuram o acesso à leitura, música, teatro, dança e cinema, que atendem a objetivos como formar públicos e preservar o patrimônio cultural imaterial, de modo a criar vínculos com o contexto brasileiro sob a forma do seu universo simbólico, ao mesmo tempo em que amplifica seu grau de conexão junto a comunidades locais.

Prêmios também são comuns ao universo da cultura. A Fundação Bunge concede
reconhecimento a personalidades proeminentes nas Artes, Letras e Ciências. O rigoroso crivo seleciona indicados por acadêmicos, pesquisadores e entidades culturais. Até 2009, 159 pessoas foram contempladas com o prêmio.

Relacionamento comunitário


Além de iniciativas culturais e educacionais, outras ações são desenvolvidas pelas marcas de agronegócio com o objetivo de estreitar laços junto a comunidades que envolvem suas operações. Normalmente articuladas a programas de voluntariado corporativo ou organizações locais, as atitudes contemplam temas de interesses variados, pautados pelas necessidades e características das regiões em questão. Predominam, nesse sentido, ações de caráter pontual conectadas a questões de gênero, saúde, alimentação, segurança, dentre
outros. Todavia, trata-se de uma frente transversal às demais.

Objetivos por área


As práticas das gigantes do agronegócio brasileiro estão vinculadas a objetivos semelhantes que se cruzam com as plataformas de atuação:

Meio ambiente: minimizar impacto ambiental; rever processos produtivos;
influenciar a cadeia de valor; conservar espécies e estimular práticas educacionais voltadas ao tema.

Cultura: aproximar-se de comunidades locais por meio da preservação dos
patrimônios material e imaterial; difundir as expressões brasileiras no exterior; promover o acesso e formar público.

Educação: incrementar relacionamento comunitário; criar reputação de
cidadania junto a governo, moradores e outros públicos de influência local.

Relacionamento comunitário: estimular voluntariado corporativo; contribuir
para o saneamento de problemas localizados; estabelecer relações qualificadas pela confiança e conhecimento das necessidades locais.

Objetivos de atitude de marca


Ao praticarem atitudes, as marcas comumente buscam endereçar cinco objetivos: valorizar a marca; criar reputação de cidadania; manter relacionamentos; gerar resultados comerciais e realizar endocomunicação, fortalecendo o engajamento interno. O histórico de pesquisas realizadas pelo Com:Atitude demonstra que reputação de cidadania é uma das prioridades entre as empresas, o que se confirma na análise das iniciativas do agronegócio.

 
Relacionamento e endocomunicação são outras duas metas fortemente tocadas
pelas plataformas de atuação das empresas que compõem o setor, demonstrando
unidade quanto às prioridades e questões sensíveis entre tais corporações.

Por Mundo Marketing


Empresas brasileiras participam de feira de inovação energética em TI na Califórnia

Uma missão comercial brasileira, integrada por empresas que desenvolvem soluções de tecnologia da informação (TI) para a área de energia, participa da 21ª edição da Distributech, em San Diego, na Califórnia, Estados Unidos a partir de hoje, 1º/02. A iniciativa é do Programa para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), coordenado pela Sociedade Softex.

O diretor de Capacitação e Inovação da Softex, John Lemos Forman, disse que esse é um campo que interessa para o Brasil, uma vez que os Estados Unidos e a Europa estão investindo em soluções para o futuro do setor energético, com destaque para novas tecnologias, como o conceito do smart grid (rede inteligente).

O conceito se refere à digitalização ou automação das redes que compõem o sistema elétrico e é considerado por alguns especialistas como a solução para que o setor de energia alcance um novo patamar tecnológico. 
                                                        
Forman disse que ao longo dos últimos anos, o Brasil tem acumulado experiência no setor. “Essa é uma oportunidade para a gente ir lá mostrar um pouco do know how [conhecimento] que tem aqui e buscar oportunidades de negócios”.

Nove empresas brasileiras integram a missão, das quais cinco são de Minas Gerais, e as demais de Santa Catarina, São Paulo, do Rio de Janeiro e Ceará. ( Ninguém da Amazônia)


 

Energia verde causa estragos na China

Extração de metais raros destrói ambiente

 Nos subúrbios de uma das cidades mais poluídas da China, um velho agricultor olha em desespero para um imenso lago de lixo tóxico borbulhante, coberto de fuligem negra. Ele se lembra do local como um campo de trigo e milho.

Yan Man Jia Hong é um dedicado comunista. Aos 74 anos, ele ainda acredita em
heróis revolucionários, mas despreza os jovens funcionários do governo local, e os empresários que estão deixando isto acontecer.

"O presidente Mao foi um herói e nos salvou", ele diz, "mas estas pessoas
apenas se importam com dinheiro. Ela destruíram nossas vidas".

Vastas fortunas estão sendo construídas na Mongólia Interior - a região tem
mais de 90% das reservas mundiais legais de metais raros, e especificamente neodímio, essencial para a produção dos magnetos das turbinas eólicas.

A vida revelou a suja verdade sobre o processo usado para extrair o
neodímio: ele tem um assustador impacto ambiental, que levanta sérias questões sobre a credibilidade das chamadas tecnologias verdes.

O fato é que, diz o
  Daily Mail, enquanto países como a Grã-Bretanha propagam suas
credenciais aambientais e espetam suas costas e paisagens intocadas com milhares de turbinas eólicas, estão colaborando com o aumento de um vasto lago envenenado na China. Este é o lado letal e sinistro da indústria de metais raros, imensamente lucrativa.

Escondido fora da vista por complexos fabris cuspindo fumaça na cidade de
Baotou, e patrulhado por batalhões de guardas de segurança, está o lago, de oito quilômetros. Ele arrasou com terras quilômetros em seu redor, deixou milhares de pessoas doentes e coloca em risco um dos maiores cursos de água da China.

Esta caldeirão de substâncias químicas é o depósito de sete milhões de
toneladas por ano de terras raras mineradas, depois de terem sido mergulhadas em ácidos e outros produtos em fornos de alta temperatura, para extração de seus componentes.

A matéria do Daily Mail diz que as incertezas da energia eólica não terminam
com sua intermitência. Dá para ler nas entrelinhas do texto as mãos do lobby de combustíveis fósseis, o que não diminui o impacto de suas descobertas. O repórter diz que, depois de apenas uma hora no local, após driblar a segurança, ele se sente mal do estômago e com dificuldade para respirar.

Estudos oficiais feitos no vilarejo de Dalahai, nas proximidades, cinco anos
atrás, confirmaram níveis miigto altos de câncer, e ainda de osteoporose e doenças de pele e respiratórias. Os níveis de radiação do lago são dez vezes maiores que no território em seu entorno, dizem os estudos. 

Professores participam de curso de qualificação

Trabalhar na educação infantil é um grande desafio para muitos educadores. Por este motivo, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) investe permanentemente em cursos de formação continuada para os profissionais que atuam nesta modalidade de ensino. Nesta segunda-feira (31), diretores, professores e técnicos que trabalham em escolas dos bairros de Val de Cans, Souza e Marco, em Belém, e da Guanabara, em Ananindeua, participaram de uma capacitação que vai qualificá-los para atender as crianças que ingressarão nas creches e escolas atendidas pela Seduc.

O curso foi ministrado na escola Casa da Criança Santa Inês, pela técnica da Diretoria de Educação Infantil e Ensino Fundamental (Deinf), professora Solange Barros. Ela destacou que trabalhar a educação de crianças exige
disciplina, organização e autoridade por parte do profissional. "O professor precisa estabelecer regras para a sua classe e métodos para conduzir a sua aula", explicou. 
Quanto à abordagem do conteúdo, também discutida, Solange defendeu o desenvolvimento e construção da leitura e da escrita, com o auxílio das ilustrações, nos três primeiros anos da vida escolar.

Auxiliadora Azevedo, diretora da escola Antônio Gomes Moreira Júnior, em Val de Cans, é responsável pelas creches "O Revoar das Andorinhas" e "O Canto do Uirapurú". As duas instituições atendem, juntas, cerca de 300 crianças no bairro. Ela sempre participa das formações oferecidas pela Seduc e diz que isso garante a melhoria da qualidade do ensino repassado às crianças. "As formações que recebemos são relevantes para darmos seguimento ao trabalho nas creches e proporcionar maior qualidade na educação dos nossos alunos".

A nova diretora da Educação Infantil e Ensino Fundamental, Ana Cláudia Serruya Hage, também participou da formação e disse que pretende avaliar essa modalidade de educação no Estado, fortalecer os projetos que já estão encaminhados e garantir a reformulação do currículo para a Educação Infantil e Ensino Fundamental de forma a obter aprovação, ainda este ano, junto ao Conselho Estadual de Educação (CEE).

Cora Coralina - Seduc  

O QUE FAZ UMA EMPRESA SER REALMENTE RESPONSÁVEL?

Com o desenvolvimento tecnológico cada vez mais acelerado, cresce a preocupação com os danos à natureza e sociedade, provocados, na maior parte dos casos, pelo uso inadequado das novas tecnologias. Nessa linha, assuntos como sustentabilidade e responsabilidade social vêm ganhando mais espaço nos ambientes corporativos. E sua empresa, desenvolve medidas nesse sentido? Se você ainda não pensou no assunto, é bom ficar atento. No final de 2010, foi
lançada oficialmente, após cinco anos de debates internacionais, a ISO 26000, conhecida como a norma da responsabilidade social.
 
Mas será que somente ter o certificado é suficiente? Como se tornar de fato uma organização responsável socialmente e preocupada com a não-agressão ao meio ambiente? O que isso representa no desempenho das atividades de sua empresa? Antes de tudo, é fundamental criar uma ideia mais abrangente sobre o tema, deixando a teoria de lado e colocando em prática atitudes concretas. Para isso, a educação corporativa deve ser um dos primeiros passos de uma empresa que pretende estar alinhada com a responsabilidade social e a
sustentabilidade. Assim, podemos apontar, como uma das medidas iniciais, a conscientização dos funcionários sobre a importância de simples ações, como desligar as tomadas dos aparelhos inativos.
 Outra atitude que une o desenvolvimento econômico a baixos níveis de desperdício de recursos, por exemplo, é a diminuição da distância entre a empresa e seus fornecedores. Tal ação proporciona transportes de mercadorias e serviços com baixo gasto de combustíveis fósseis, um dos grandes responsáveis pelo efeito estufa. Além disso, medidas como essa, que aliam questões ambientais, preocupação social e crescimento econômico, garantem
efeitos positivos a longo prazo, como o reconhecimento e a posição bem-sucedida no mercado.
  
Atualmente, os consumidores buscam empresas éticas, que estejam seriamente preocupadas com o meio ambiente e a qualidade de vida da população. É o caso, por exemplo, das novas gerações de clientes, os chamados Yes e Zes, jovens exigentes que valorizam cada vez mais organizações responsáveis, conhecedoras dos problemas sociais e comprometidas de maneira efetiva com os desafios ambientais. Por isso, compreenda as características e necessidades de seu público para elaborar de forma assertiva mudanças no funcionamento da
empresa.
  
Além disso, segundo um estudo realizado pelos Institutos Akatu e Ethos, mais de 80% dos consumidores apontam o desenvolvimento de ações no ambiente de trabalho como um fator importante para que a empresa seja considerada socialmente responsável. Por isso, desenvolver ações inclusivas é também estar alinhada com os conceitos da responsabilidade social. Então, valorize as diferentes pessoas do corpo de funcionários de sua empresa. Promova a entrada de deficientes físicos no espaço profissional e dê a eles condições adequadas de trabalho. Assim, você garantirá o respeito de seus dois tipos de clientes, os internos, responsáveis pelo bom desempenho da organização, e os consumidores, fieis aos produtos e serviços que sua empresa oferece. 
 
Transforme as teorias sobre responsabilidade social em medidas concretas e torne isso um diferencial do seu negócio frente à concorrência. Pense em ser socialmente responsável, reflita sobre as agressões ao meio ambiente e mantenha o desenvolvimento econômico. Mas pratique algo diferente dos outros: crie soluções efetivas nesse sentido e ganhe destaque no cenário corporativo! Divulgue menos e faça mais, por sua empresa, pelos clientes e
pelo planeta!

 Gilberto Wiesel   

Lei carioca define metas de redução de gases poluentes até 2020

A última quinta-feira (27) foi marcada por uma vitória política do meio ambiente, na cidade do Rio de Janeiro. O prefeito Eduardo Paes sancionou a Política Municipal sobre Mudanças do Clima e Desenvolvimento sustentável, que estabelece metas de redução nas emissões de gases de efeito estufa até 2020.

A lei Aspásia Camargo, nome da ex-vereadora que idealizou a legislação e que
hoje é deputada estadual pelo Partido Verde, foi formalizada pelo vice-prefeito Carlos Alberto Muniz, durante a abertura da conferência Cidades Verdes.

A nova norma determina que a capital carioca deverá reduzir suas emissões em
20% até o ano de 2020, para isso a cidade deverá seguir um cronograma de redução gradativa. A primeira meta define que em 2012, as emissões deverão ser minimizadas em pelo menos 8%. O percentual aumenta com o passar do tempo, sendo 16% em 2016 e 20% em 2020.

Existem três princípios importantes para que o objetivo seja alcançado:
prevenção, mitigação e adaptação, ou seja, o município deverá desenvolver estratégias que tornem essas reduções possíveis de serem alcançadas dentro do prazo. As mudanças deverão atingir a população e o governo, no intuito de melhorar a qualidade de vida de todos os habitantes da importante cidade brasileira.

A sanção rendeu elogios por parte da ex-candidata à presidência, Marina
Silva, que qualificou a lei como uma forma de mostrar aos cidadãos que o Rio de Janeiro está empenhado em reduzir suas emissões de gases de efeito estufa, preservar a natureza, organizar um transporte público mais eficiente, cuidar dos resíduos que a cidade gera, poupar energia e adotar
processos produtivos mais eficientes.

A lei define uma série de projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo
(MDL), que inclui, por exemplo, o incentivo ao estudo e à pesquisa de tecnologias sustentáveis, gestão de resíduos sólidos e uso racional de recursos naturais, geração de energia a partir de diferentes fontes renováveis, entre outras coisas, que tendem a trazer benefício para a cidade em todos os sentidos. Além disso, a legislação coloca o Rio entre um grupo pequeno de cidades com posicionamento ambiental internacional, junto com Tóquio, Los Angeles, Nova York e Londres, e ainda se torna um diferencial para a conferência ambiental Rio +20, que será sediada na cidade em 2012. 

Saiba como deixar a volta às aulas mais sustentável

Uma maneira de começar um ano melhor e mais verde é investir na educação ambiental das crianças, que pode ter início dentro de casa. Com a volta às aulas, uma alternativa é optar por materiais escolares que sejam fabricados de maneira a reduzir ao máximo o impacto que esses produtos causam no meio ambiente.

Primeiramente é de fundamental importância que se aproveite o maior número
de itens 
do ano anterior. Portanto, mochilas e uniformes que estiverem em bom estado podem ser reaproveitados. Se não for possível aproveitar inteiramente os cadernos antigos a dica é arrancar as folhas não usadas que poderão ser reaproveitadas como rascunho ou bloquinhos de anotação. Outra opção consiste em desmontar diversos cadernos usados e juntá-los em um
caderno só, assim as folhas novas que sobraram de cada um deles, podem ser reaproveitadas como um caderno novo, utilizando a capa de um desses cadernos desmontados.

Se a capa for um problema, uma dica é fazer recortes de revistas velhas, com
temas e palavras do gosto da criança e colar sobre a capa. Para finalizar a arte basta passar uma pincelada de cola branca, o resultado é um caderno novinho e personalizado. As agendas antigas também podem ser aproveitadas como bloquinhos de anotações.

Os livros podem ser comprados de alunos mais velhos ou em sebos. Uma dica é
encapar 
para garantir que esteja em bom estado no outro ano para que seja útil a um próximo aluno. Essa opção significa economia de dinheiro e evita que mais árvores sejam cortadas para a produção de novos livros, além de fazer circular um material que ficaria parado e sem uso.

Na compra de novos produtos é importante atentar e optar pelos que têm menos embalagens. Produtos ecológicos, como cadernos com folhas recicladas ou aqueles que utilizam o plástico de embalagens longa vida para fabricação de capas, embalagens e pastas; canetas biodegradáveis fabricadas de PLA, obtidas a partir da fermentação do amido de milho já estão no mercado. Os lápis feitos de madeira de reflorestamento e certificada se decompõem na natureza em 13 anos e gasta 100 vezes menos energia que os lápis comuns, feitos em resina. Além disso, a árvore é aproveitada em sua totalidade na fabricação. Pequenos resíduos como galhos e folhas são aproveitados como adubo, a serragem é usada na geração de energia e a cinza é reaproveitada por indústrias na composição do cimento.

Existem no mercado linhas de produtos feitos com embalagens recicladas como lápis, canetas, corretivos, etiquetas, papéis para notas e cola ou são feitos com fluidos à base de água. Com exceção dos corretivos líquidos, os itens são constituídos de pelo menos 50% de material reciclado. É interessante também optar por produtos não tóxicos e laváveis.

Até o lanche que a criança leva para a escola pode ser armazenado de maneira mais sustentável, a lancheira pode ser reaproveitada do ano anterior ou é possível comprar utensílios desse tipo feitos com materiais recicláveis. As bebidas podem ser levadas em garrafas térmicas, squeezes ou embalagens que possam ser reutilizadas, evitando o desperdício.

 CicloVivo     

PETRÓLEO – O EXCREMENTO DO DIABO

Há muitos anos que o mundo sabe dos problemas gerados pela exploração das energias fósseis, em especial o petróleo. Evidente que o petróleo e o carvão foram as bases energéticas do crescimento industrial e econômico, mas também foram os causadores da situação calamitosa em que se encontra o planeta em termos de poluição, aquecimento global e desastres ambientais. Juan Pablo Péres Afonso, antigo ministro da energia da Venezuela, falecido em 1979 e um dos criadores da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), disse certa vez uma frase que define bem o problema: “Dez anos, vinte anos a partir de agora, vocês verão que o petróleo será a nossa ruína... Petróleo é o excremento do diabo!".

O planeta exige fontes limpas de energia e o petróleo é uma das mais poluidoras que existe. Aqui no Brasil, de acordo com a ANP (Agência Nacional de Petróleo), a Petrobras lança entre 7 e 10 milhões de toneladas de CO2 por ano na atmosfera e, apesar de já ter reduzido a queima de gás, em novembro de 2010 ela foi de, aproximadamente, 7 milhões de m³ de gás por dia em suas plataformas. Se esse gás fosse jogado na atmosfera em vez de ser queimado, a poluição seria muito maior, pois, o gás metano emitido é cerca de 20 vezes mais nocivo que o CO2 produzido pela queima do mesmo. Em termos de poluição, o problema mais sério vem agora, com a descoberta de enormes jazidas de petróleo na camada pré-sal.

O físico José Goldemberg já alertou que não podemos fechar os olhos para tamanha riqueza, mas, a exploração incorreta pode gerar uma grande decepção, pois seus problemas ambientais são simplesmente desconhecidos. Além do problema do grande aumento de emissão de C02 pelo aumento de volume produzido temos o agravante da localização, afinal, quando falamos de pré-sal estamos falando de extrair petróleo a uma profundidade entre 5 e 7 mil metros e não podemos esquecer os recentes problemas no golfo do México, onde não conseguiam fechar uma válvula a 1.500 metros de profundidade − o petróleo vazou no mar durante praticamente três meses, com danos incalculáveis ao meio ambiente. Será que a natureza já não mandou recados suficientes para o ser humano parar essa corrida desenfreada rumo ao caos?

Evidente que o petróleo é a base energética de todo o mundo e não vivemos sem ele, mas temos que investir em energias limpas e reduzir, de uma forma metódica e planejada, as energias sujas. Caso contrário, em breve, veremos que Juan Pablo Péres estava certo quanto ao excremento do diabo. Isto não é pessimismo ou baboseira; é uma simples projeção realista dos fatos que vemos diariamente.
 
  Célio Pezza