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quarta-feira, 20 de abril de 2011

China investe em futuro verde / Serão U$ 800 bilhões até 2020

Um relatório recente do Pew Charitable Trusts mostra que a China ficou em primeiro lugar em investimentos em energia verde em 2010. No total, foram U$ 5.4 bilhões, bem à frente da Alemanha (U$ 41.2 bilhões) e dos EUA (U$ 34 bilhões), segundo a ABC da Austrália. 


Em termos de capacidade instalada, o setor de energia solar chinês dobrou a cada ano, de 2005 a 2009. De acordo com os últimos dados do Conselho Global de Energia Eólica, a China acrescentou 18.9 gigawatts de energia eólica em 2010, ultrapassando os EUA em termos de energia eólica instalada. O Parlamento chinês, ou Congresso Nacional do Povo, considera uma nova Estratégia de Desenvolvimento Industrial com Energia Limpa, que deverá ser adotada como política importante pelo Conselho de Estado (algumas alterações deverão ser feitas, por contra do desastre da usina nuclear de Fukushima).


De acordo com a estratégia, de 2011 a 2020, a China investirá cerca de U$ 800 bilhões em energia limpa - eólica, solar, nuclear, biomassa, hidroelétrica e em uma grade de energia inteligente. Isto resultará em uma geração de 290 GW de energia (52% eólica, 24% nuclear, 10% de biomassa, solar e outras com 7% cada). Isto seria o equivalente a 17% de toda a capacidade energética chinesa, e 15% de todo o consumo do país.


O rápido crescimento da energia limpa na China vem sendo conduzido por dois fatores. Primeiro, seu desenvolvimento tem sido promovido por políticas de governo como uma estratégia de segurança energética para a rápida expansão da economia no futuro. Preços de energia subiram muito na última década. A competição por ela será acirrada, com a diminuição das fontes mundiais e o crescimento de outro gigante asiático, a Índia. Segundo, como maior emissor de carbono do mundo, a China sofre tremenda pressão para reduzí-las e mostrar liderança no combate ao aquecimento global. A nova classe média do país também quer melhoras na qualidade ambiental.


Como resposta a estas pressões, a China tem duas metas em sua estratégia - reduzir as emissões de carbono e o uso de combustíveis fósseis. De acordo com o plano, as emissões de carbono per capita cairão de 40 a 45% em relação aos níveis de 2005. Para chegar a este nível, o governo tem também lançado muitos programas de eficiência energética e projetos de reestruturação industrial.


Depois de década tentando alcançar seu competidores, fabricantes chineses de bens de consumo se encontram no mesmo patamar que os ocidentais. O país é o maior fornecedor de turbinas eólicas e módulos solares. E, até 2020, serão criados no país 15 milhões de empregos no setor de energia limpa.


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