Crianças aprenderão a como reaproveitar material que demora até 300 anos para se decompor na natureza
Diversão e conscientização. Uma Páscoa divertida e com atividades educativas sobre a preservação ambiental. É assim que a ONG NOOLHAR começou deste a última sexta-feira, 15, a Páscoa Ecológica do Shopping Pátio Belém. Na programação das atividades voltada para crianças está a oficina de reciclagem com CD, que é transformado em um coelhinho marcador de página. “Uma forma de despertar a consciência ambiental e estimular o habito da leitura”, afirma Patrícia Gonçalves, coordenadora da ONG NOOLHAR.
A brincadeira acontece entre 16h e 20h todos os dias até o dia 24 de abril, domingo, na praça central do Shopping.
A NOOLHAR também realiza uma campanha de troca de sacolas retornais, ou eco bag, em substituição às sacolas plásticas, que pode ser feito entre as 10h e 22h também na praça central. As sacolas poderão ser customizadas pelas crianças nas oficinas de pintura. Mais de um mil sacolas foram produzidas através da “Economia Solidária”, um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver, sem explorar ou destruir o ambiente.
A Páscoa no Pátio- Belém é ecologicamente correta e socialmente justa. Alem das atividades de Educação Ambiental como a campanha da sacola retornável, há uma campanha de doação de leite. “Este é o verdadeiro espírito da Páscoa. Preservar a vida”, diz Marcos Wilson, presidente da ONG NOOLHAR.
Toda a brincadeira dentro de um espaço idealizado pela ONG foi cuidadosamente decorado para agradar as crianças e os visitantes do Shopping. O cenário conta com esculturas de coelhos feitos de jornal através da técnica papietagem, que reaproveita o papel de difícil reciclagem. Na entrada do espaço há duas árvores com carinhas sorrindo. As mesas e cadeiras são de papelão e os ovos de páscoa feitos com flores de garrafas PET e os cercados do espaço feitos com o fundo as garrafas PET.
A reciclagem dos CD’
Os CD’s usados na oficina foram entregues pela população à ONG NOOLHAR.
CDs e DVDs são feitos com metais e plástico, portanto recicláveis, mas o custo benefício desse processo, falta de legislação e educação estão enchendo os lixões do Brasil com essas mídias. Entre os benefícios destas mídias, está a grande capacidade de guardar informação, evitando enorme volume de papel e de fitas magnéticas, passando a ocupar pequenos discos com espessura de 1,2 mm e diâmetro de 12 cm. O ponto negativo é que estas mídias possuem tempo de vida estimado entre 30 e 300 anos
O CD é basicamente composto por uma base plástica de Policarbonato e uma camada reflexiva feita de liga metálica de ouro, prata ou alumínio. Além disso, existe a camada de gravação, de laqueamento e uma superfície de proteção.
A reciclagem industrial inclui a desmagnetização, o desmonte dos discos e a reciclagem do plástico e de outros componentes. Apesar da reciclabilidade do material, a “Software Manufacturer’s Association” (USA) estima que menos de 30% das mídias de pacotes de software são recicladas. Isto significa que milhões de caixas de software vão direto para os aterros sanitários todo ano e que diariamente os usuários finais jogam fora milhões de disquetes avariados. São materiais que levam mais de 450 anos para se decompor.
Em Belém não há a reciclagem desse material. Enquanto isso, idealizamos maneiras de como reaproveitá-lo, como o marca página”, diz Patrícia Gonçalves.
A Economia Solidária é um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver, sem explorar ou destruir o ambiente. O trabalho cooperativo fortalece o grupo, pensando no bem de todos e no próprio bem. A economia solidária vem se apresentando nos últimos anos como inovadora alternativa de geração de trabalho, renda e inclusão social.
Este processo aponta para uma nova lógica de desenvolvimento sustentável com geração de trabalho e distribuição de renda, mediante um crescimento econômico com proteção dos ecossistemas. Seus resultados econômicos, políticos e culturais são compartilhados pelos participantes, sem distinção de gênero, idade e raça. Implica na reversão da lógica capitalista ao se opor à exploração do trabalho e dos recursos naturais, considerando o ser humano na sua integralidade como sujeito e finalidade da atividade econômica.
“Somos um movimento que trabalha gerando renda e emprego, não esquecendo o meio ambiente e o ser humano”, enfatiza Joana Mota, coordenadora da Cooperativa de Mulheres Costureiras do Tapanã – Ascop. Ela também faz parte do Conselho Nacional de Economia Solidaria. São 15 mulheres e 2 homens que trabalharam com a confecção das bolsas e camisas de tecido de garrafas PET para a Páscoa do Pátio Belém.
“Nos preocupamos com o outro, com a vida. Essa é outra prática de economia. Nos reunimos e planejamos como gerar economia com consciência”, completa Joana. Ela diz que na Economia Solidária, não há um chefe. “Existe os donos. Todos os que participam tem o seu espaço na cooperativa”, completa. Ela ressalta que a parceria com a NOOLHAR gerou renda para as mulheres do Tapanã. “Essa é uma ótima parceria. Vai trazer renda para a nossa cooperativa. Este é um projeto piloto. Depois vamos expandir para outros empreendimentos que fazem parte da Ascop”, finaliza.
Diversão e conscientização. Uma Páscoa divertida e com atividades educativas sobre a preservação ambiental. É assim que a ONG NOOLHAR começou deste a última sexta-feira, 15, a Páscoa Ecológica do Shopping Pátio Belém. Na programação das atividades voltada para crianças está a oficina de reciclagem com CD, que é transformado em um coelhinho marcador de página. “Uma forma de despertar a consciência ambiental e estimular o habito da leitura”, afirma Patrícia Gonçalves, coordenadora da ONG NOOLHAR.
A brincadeira acontece entre 16h e 20h todos os dias até o dia 24 de abril, domingo, na praça central do Shopping.
A NOOLHAR também realiza uma campanha de troca de sacolas retornais, ou eco bag, em substituição às sacolas plásticas, que pode ser feito entre as 10h e 22h também na praça central. As sacolas poderão ser customizadas pelas crianças nas oficinas de pintura. Mais de um mil sacolas foram produzidas através da “Economia Solidária”, um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver, sem explorar ou destruir o ambiente.
A Páscoa no Pátio- Belém é ecologicamente correta e socialmente justa. Alem das atividades de Educação Ambiental como a campanha da sacola retornável, há uma campanha de doação de leite. “Este é o verdadeiro espírito da Páscoa. Preservar a vida”, diz Marcos Wilson, presidente da ONG NOOLHAR.
Toda a brincadeira dentro de um espaço idealizado pela ONG foi cuidadosamente decorado para agradar as crianças e os visitantes do Shopping. O cenário conta com esculturas de coelhos feitos de jornal através da técnica papietagem, que reaproveita o papel de difícil reciclagem. Na entrada do espaço há duas árvores com carinhas sorrindo. As mesas e cadeiras são de papelão e os ovos de páscoa feitos com flores de garrafas PET e os cercados do espaço feitos com o fundo as garrafas PET.
A reciclagem dos CD’
Os CD’s usados na oficina foram entregues pela população à ONG NOOLHAR.
CDs e DVDs são feitos com metais e plástico, portanto recicláveis, mas o custo benefício desse processo, falta de legislação e educação estão enchendo os lixões do Brasil com essas mídias. Entre os benefícios destas mídias, está a grande capacidade de guardar informação, evitando enorme volume de papel e de fitas magnéticas, passando a ocupar pequenos discos com espessura de 1,2 mm e diâmetro de 12 cm. O ponto negativo é que estas mídias possuem tempo de vida estimado entre 30 e 300 anos
O CD é basicamente composto por uma base plástica de Policarbonato e uma camada reflexiva feita de liga metálica de ouro, prata ou alumínio. Além disso, existe a camada de gravação, de laqueamento e uma superfície de proteção.
A reciclagem industrial inclui a desmagnetização, o desmonte dos discos e a reciclagem do plástico e de outros componentes. Apesar da reciclabilidade do material, a “Software Manufacturer’s Association” (USA) estima que menos de 30% das mídias de pacotes de software são recicladas. Isto significa que milhões de caixas de software vão direto para os aterros sanitários todo ano e que diariamente os usuários finais jogam fora milhões de disquetes avariados. São materiais que levam mais de 450 anos para se decompor.
Em Belém não há a reciclagem desse material. Enquanto isso, idealizamos maneiras de como reaproveitá-lo, como o marca página”, diz Patrícia Gonçalves.
A Economia Solidária é um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver, sem explorar ou destruir o ambiente. O trabalho cooperativo fortalece o grupo, pensando no bem de todos e no próprio bem. A economia solidária vem se apresentando nos últimos anos como inovadora alternativa de geração de trabalho, renda e inclusão social.
Este processo aponta para uma nova lógica de desenvolvimento sustentável com geração de trabalho e distribuição de renda, mediante um crescimento econômico com proteção dos ecossistemas. Seus resultados econômicos, políticos e culturais são compartilhados pelos participantes, sem distinção de gênero, idade e raça. Implica na reversão da lógica capitalista ao se opor à exploração do trabalho e dos recursos naturais, considerando o ser humano na sua integralidade como sujeito e finalidade da atividade econômica.
“Somos um movimento que trabalha gerando renda e emprego, não esquecendo o meio ambiente e o ser humano”, enfatiza Joana Mota, coordenadora da Cooperativa de Mulheres Costureiras do Tapanã – Ascop. Ela também faz parte do Conselho Nacional de Economia Solidaria. São 15 mulheres e 2 homens que trabalharam com a confecção das bolsas e camisas de tecido de garrafas PET para a Páscoa do Pátio Belém.
“Nos preocupamos com o outro, com a vida. Essa é outra prática de economia. Nos reunimos e planejamos como gerar economia com consciência”, completa Joana. Ela diz que na Economia Solidária, não há um chefe. “Existe os donos. Todos os que participam tem o seu espaço na cooperativa”, completa. Ela ressalta que a parceria com a NOOLHAR gerou renda para as mulheres do Tapanã. “Essa é uma ótima parceria. Vai trazer renda para a nossa cooperativa. Este é um projeto piloto. Depois vamos expandir para outros empreendimentos que fazem parte da Ascop”, finaliza.

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