Um estudo feito pela Secretaria de Energia Estadual de São Paulo prevê que a quantidade de dióxido de carbono (CO2) emitida no estado cresça pelo menos 55% até 2020. Já a estimativa para o ano de 2035, é de que essas emissões dobrem.
O estado de São Paulo possui desde 2009, legislações ambiciosas para o combate ao aquecimento global. A lei prevê que as emissões de gases causadores de efeito estufa caiam em 20% até 2020. Porém, as contas mais otimistas indicam que 85 milhões de toneladas de CO2 serão jogadas na atmosfera por atividades desenvolvidas no estado até o fim da década.
Essas estimativas fazem parte do estudo “Matriz Energética do Estado de São Paulo”. Em 2005, eram cerca de 55 milhões de toneladas - 30 milhões de toneladas a menos, do que a previsão para os próximos nove anos. Já em 2035, serão mais de 120 milhões de toneladas de CO2 emitidas no estado, que representam um acréscimo de 120% na comparação com as emissões de 2005.
Esses números foram apresentados na primeira reunião do Conselho Estadual de Política Energética do Estado de São Paulo, que ocorreu no final de março. Os dados já levam em consideração todas as políticas públicas estaduais anunciadas para redução das emissões de CO2.
Para o pesquisador do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (Nipe) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Sérgio Valdir Balay, os resultados do estudo mostram a urgência de novas políticas para redução das emissões. Segundo ele, caso o estado queira mesmo cumprir a lei, terá de tomar medidas drásticas.
"Precisaríamos reduzir o uso dos automóveis, já que o transporte é o maior responsável pelas emissões. As grandes empresas e o próprio Poder Público também teriam que reduzir suas emissões", disse Balay, em entrevista à Agência Brasil.
O pesquisador afirmou que a meta de queda de 20% nas emissões ainda é possível, mas parece ter sido estipulada sem os critérios necessários. Segundo a Secretaria do Meio Ambiente, o objetivo será cumprido e foi estabelecido um plano de trabalho para estruturar medidas adicionais de redução de emissões dos gases de efeito estufa.

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