O príncipe Charles, da Grã-Bretanha, atacou ontem os negacionistas do clima, por eles estarem jogando "um jogo temerário de roleta" com o futuro da Terra, e recomendou à Europa ações ambiciosas contra o aquecimento global. O príncipe, conhecido por sua defesa de causas ambientais, fez um discurso em um encontro sobre baixo carbono do Parlamento Europeu, pedindo que a União Européia se comprometa com uma redução de 30% de emissões de CO2 até 2020.
Charles denunciou o "efeito corrosivo" causado na opinião pública pelos céticos da mudança climática, que desmentem a evidência científica, "além de qualquer dúvida razoável", de que a atividade industrial humana exacerbou o aquecimento global.
"Eu perguntaria a estas pessoas como elas encararão seus netos e admitirão que na verdade descuidaram de seu futuro", ele disse.
Ladeado pelo presidente da União Européia, Herman Van Rompuy, e pelo chefe da Comissão Européia, José Manuel Barroso, o príncipe elogiou os esforços da União Européia de reduzir as emissões de gases estufa em 20% até 2020, mas pediu mais.
"Eu sei que muitos na Europa aspiram concordar com uma meta de redução de 30%, e só posso aplaudir seus esforços", afirmou.
A maioria dos 27 estados da União se recusa a se comprometer com um corte de 30% nas emissões enquanto grandes poluidores, como os Estados Unidos, não assumirem um compromisso semelhante.
Charles pediu uma "economia verde", com construções de carbono zero, fortes metas de eficiência energética para carros e eletrodomésticos, e mais processamento de lixo. "O que vocês decidirem aqui pode induzir os ajustes necessários, dos quais precisamos com tanta urgência", ele disse aos parlamentares europeus.
"Por isso, peço a vocês que sejam corajosos o bastante para aproveitar o momento, colocar a Europa num curso de sobrevivência e prosperidade econômica e assim merecerem a gratidão eterna de nossos descendentes", declarou ele.
France Presse
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