Um relatório coordenado pelo governo britânico traçou cinco desafios para a alimentação e agricultura dentro de um futuro global sustentável. Chamado Relatório Foresight ─ O Futuro da Alimentação e agricultura: desafios e opções para a sustentabilidade global, o projeto envolveu 400 especialistas das ciências naturais e sociais, entre eles 14 pesquisadores da Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.
Este documento analisou as principais pressões que pairam sobre o sistema alimentar do mundo todo, inclusive com uma projeção para o cenário até 2050. Os desafios identificados compõe uma lista de ações que os governantes devem tomar para garantir que, nos próximos anos, a população mundial se alimente de forma sustentável.
Diante de fatores como o aumento da população mundial ou competição por terra, água e energia, foi definido que é preciso:
- equilibrar a demanda e oferta futuras de forma sustentável;
- reduzir a volatilidade no sistema alimentar;
- diminuir a fome;
- reduzir a emissão de gás de efeito estufa e
- alimentar o mundo mantendo a biodiversidade e os serviços ambientais.
O documento ainda alerta para a necessidade de se investir em novas tecnologias que adaptem a produção agrícola às temperaturas mais elevadas, que ocorrem por causa do efeito estufa. Para o Brasil, esta recomendação se refere, principalmente, aos cultivos de soja, trigo e café. Carlos Santana, coordenador do estudo pela Embrapa, explica que essas culturas são as mais ameaçadas pelo aumento da temperatura.
“Conseguimos mostrar o impacto da utilização de tecnologias mais produtivas sobre a área necessária para alcançar a produção estimada nos estados responsáveis por 80% da produção nacional no período de 2010-2030”, explicou. Ele acredita que o convite para participar do relatório, feito pelo chefe do Gabinete do Governo Britânico para a Ciência, o professor Jonh Beddington, aconteceu por causa do reconhecimento internacional que tem o desenvolvimento tecnológico da agricultura brasileira. Santana também coordenou o estudo Capacidade Produtiva da Agricultura Brasileira: Perspectiva de Longo Prazo, que contribuiu para elaboração das conclusões do relatório inglês em relação à importância dos investimentos em inovações agropecuárias.
O Relatório Foresight traz ainda uma perspectiva positiva sobre a capacidade brasileira de produção de alimentos nos próximos 20 anos. Como comenta Santana, o cultivo de grãos, cana de açúcar, café e carne bovina deverá crescer entre 47% e 68%. “É acima da média observada em 2007-2009, sem colocar forte pressão sobre a expansão de área, nem ameaçar a sustentabilidade ambiental e ocasionar grandes perdas de biodiversidade”, explica.
O documento original, em Inglês em: www.bis.gov.uk
Este documento analisou as principais pressões que pairam sobre o sistema alimentar do mundo todo, inclusive com uma projeção para o cenário até 2050. Os desafios identificados compõe uma lista de ações que os governantes devem tomar para garantir que, nos próximos anos, a população mundial se alimente de forma sustentável.
Diante de fatores como o aumento da população mundial ou competição por terra, água e energia, foi definido que é preciso:
- equilibrar a demanda e oferta futuras de forma sustentável;
- reduzir a volatilidade no sistema alimentar;
- diminuir a fome;
- reduzir a emissão de gás de efeito estufa e
- alimentar o mundo mantendo a biodiversidade e os serviços ambientais.
O documento ainda alerta para a necessidade de se investir em novas tecnologias que adaptem a produção agrícola às temperaturas mais elevadas, que ocorrem por causa do efeito estufa. Para o Brasil, esta recomendação se refere, principalmente, aos cultivos de soja, trigo e café. Carlos Santana, coordenador do estudo pela Embrapa, explica que essas culturas são as mais ameaçadas pelo aumento da temperatura.
“Conseguimos mostrar o impacto da utilização de tecnologias mais produtivas sobre a área necessária para alcançar a produção estimada nos estados responsáveis por 80% da produção nacional no período de 2010-2030”, explicou. Ele acredita que o convite para participar do relatório, feito pelo chefe do Gabinete do Governo Britânico para a Ciência, o professor Jonh Beddington, aconteceu por causa do reconhecimento internacional que tem o desenvolvimento tecnológico da agricultura brasileira. Santana também coordenou o estudo Capacidade Produtiva da Agricultura Brasileira: Perspectiva de Longo Prazo, que contribuiu para elaboração das conclusões do relatório inglês em relação à importância dos investimentos em inovações agropecuárias.
O Relatório Foresight traz ainda uma perspectiva positiva sobre a capacidade brasileira de produção de alimentos nos próximos 20 anos. Como comenta Santana, o cultivo de grãos, cana de açúcar, café e carne bovina deverá crescer entre 47% e 68%. “É acima da média observada em 2007-2009, sem colocar forte pressão sobre a expansão de área, nem ameaçar a sustentabilidade ambiental e ocasionar grandes perdas de biodiversidade”, explica.
O documento original, em Inglês em: www.bis.gov.uk

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