Tudo o que é vidro vira vidro. A expressão comum na indústria vidreira resume bem o potencial de reaproveitamento desse material, que é 100% reciclável. Entretanto, trata-se de um produto pouco coletado e subaproveitado no Brasil. Mas isso deve mudar. Buscando se adequar às novas exigências legislativas para gestão de resíduos sólidos e otimizar a reciclagem no setor, a Abividro (Associação Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro) propõs ao Ministério de Meio Ambiente um modelo de gerenciamento inspirado em experiências europeias.
A ideia é instalar no Brasil uma instituição gerenciadora responsável por
intermediar as relações entre municípios, cooperativas de catadores,
beneficiadoras, fabricantes de vidro e envasadoras. Além disso, o órgão iria
negociar operações de compra e venda de recicláveis triados, gerir a
logística reversa e promover campanhas de conscientização sobre reciclagem.
"O modelo que propomos atende a todos os pontos da Política Nacional de
Resíduos Sólidos, ao implementar a responsabilidade compartilhada, criar um
sistema de logística reversa e assegurar a destinação adequada dos materiais
recicláveis", afirma o superintendente da Abividro, Lucien Belmonte,
reforçando a necessidade de cooperação de outros setores de embalagens. "É
preciso uma larga discussão entre todos os envolvidos", diz. "Sozinho
ninguém resolve esse problema".
Segundo ele, a estimativa é que após quatro anos de sua instalação no país,
a gerenciadora fará com que o índice de reciclagem do setor vidreiro atinja
50%. Em termos financeiros, equivale a passar dos atuais R$ 60 milhões
movimentados por ano pelo setor para R$ 120 milhões/ano. De acordo com a
Abividro, se os esforços resultarem na adesão de todos os envasadores
existentes no país e de todos os municípios brasileiros, é possível que o
setor de reciclagem de vidro movimente cerca de R$ 220 milhões/ano.
EXEMPLO QUE VEM DE FORA
Na Alemanha, o sistema de gerenciamento instituído em 1991 elevou as taxas
de reciclagem de 37% para 87% , correspondendo a 2,6 milhões de toneladas, e
na Suíça de 95%. Nesses países, é comum encontrar caçambas de lixo especiais
para o descarte de embalagens de vidro de acordo com a cor (transparente,
verde e marrom). Segundo o superintendente da Abividro, os vidros devem ser
preferencialmente separados por cor para evitar alterações de padrão visual
do produto final e agregar valor.
Os índices de reciclagem de vidro no Brasil passam por uma atualização. Até
o 2008, falava-se em 47% de aproveitamento de todo material produzido, algo
em torno de 470 mil toneladas. Mas, desde a criação, no ano passado, de um
novo modelo de medição definido pela ABNT, ainda não se tem um dado mais
atualizado. Segundo o superintendente da Abividro, é provável que reciclemos
bem menos do que a metade. São embalagens de vidro usadas para bebidas,
produtos alimentícios, medicamentos, perfumes, cosméticos e outros artigos
que vão parar direto no lixo, correspondendo em média a 3% dos resíduos
urbanos. "Um desperdício para um material que poderia ser totalmente
reaproveitado", argumenta Belmonte.
A ideia é instalar no Brasil uma instituição gerenciadora responsável por
intermediar as relações entre municípios, cooperativas de catadores,
beneficiadoras, fabricantes de vidro e envasadoras. Além disso, o órgão iria
negociar operações de compra e venda de recicláveis triados, gerir a
logística reversa e promover campanhas de conscientização sobre reciclagem.
"O modelo que propomos atende a todos os pontos da Política Nacional de
Resíduos Sólidos, ao implementar a responsabilidade compartilhada, criar um
sistema de logística reversa e assegurar a destinação adequada dos materiais
recicláveis", afirma o superintendente da Abividro, Lucien Belmonte,
reforçando a necessidade de cooperação de outros setores de embalagens. "É
preciso uma larga discussão entre todos os envolvidos", diz. "Sozinho
ninguém resolve esse problema".
Segundo ele, a estimativa é que após quatro anos de sua instalação no país,
a gerenciadora fará com que o índice de reciclagem do setor vidreiro atinja
50%. Em termos financeiros, equivale a passar dos atuais R$ 60 milhões
movimentados por ano pelo setor para R$ 120 milhões/ano. De acordo com a
Abividro, se os esforços resultarem na adesão de todos os envasadores
existentes no país e de todos os municípios brasileiros, é possível que o
setor de reciclagem de vidro movimente cerca de R$ 220 milhões/ano.
EXEMPLO QUE VEM DE FORA
Na Alemanha, o sistema de gerenciamento instituído em 1991 elevou as taxas
de reciclagem de 37% para 87% , correspondendo a 2,6 milhões de toneladas, e
na Suíça de 95%. Nesses países, é comum encontrar caçambas de lixo especiais
para o descarte de embalagens de vidro de acordo com a cor (transparente,
verde e marrom). Segundo o superintendente da Abividro, os vidros devem ser
preferencialmente separados por cor para evitar alterações de padrão visual
do produto final e agregar valor.
Os índices de reciclagem de vidro no Brasil passam por uma atualização. Até
o 2008, falava-se em 47% de aproveitamento de todo material produzido, algo
em torno de 470 mil toneladas. Mas, desde a criação, no ano passado, de um
novo modelo de medição definido pela ABNT, ainda não se tem um dado mais
atualizado. Segundo o superintendente da Abividro, é provável que reciclemos
bem menos do que a metade. São embalagens de vidro usadas para bebidas,
produtos alimentícios, medicamentos, perfumes, cosméticos e outros artigos
que vão parar direto no lixo, correspondendo em média a 3% dos resíduos
urbanos. "Um desperdício para um material que poderia ser totalmente
reaproveitado", argumenta Belmonte.
Vanessa Barbosa - Exame

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