Uma nova pesquisa mostra que a alta troposfera e a baixa estratosfera trabalham para transformar mercúrio elementar em mercúrio oxidado, que por sua vez pode ser facilmente depositado em sistemas aquíferos e entrar na rede alimentar. Os seres humanos jogam milhares de toneladas da substância na atmosfera todo ano, onde ela pode ficar suspensa por longos períodos.
As descobertas foram feitas a partir de dados coletados durante vôos em outubro e novembro de 2010 sobre a América e a Europa por uma aeronave do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos EUA. Ela tinha um dispositivo que pode detectar tanto mercúrio como mercúrio oxidado nas mesmas amostras de ar. As leituras foram feitas a cada dois minutos e meio.
Os vôos aconteceram entre 19.000 e 23.000 pés, logo abaixo da confluência entre a troposfera e a estratosfera. Foi a primeira vez em que as duas formas de mercúrio foram medidas juntas de forma a mostrar a transformação, disse Lyman, e a evidência indicou que o processo ocorria na alta atmosfera.
Não se sabe exatamente como a oxidação ocorre mas, quando ela acontece, o mercúrio oxidado é rapidamente retirado da atmosfera, em grande parte pela precipitação ou pelo ar em direção à superfície. Depois de se fixar na superfície, o mercúrio oxidado é transformado por bactérias em metil-mercúrio, uma forma que pode entrar na rede alimentar e eventualmente resultar na contaminação de peixes. A exposição ao mercúrio pode afetar o sistema nervoso humano e causar danos ao cérebro, coração, rins, pulmões e sistema imunológico, lembra o Green Car Congress.
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