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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Poluição ameaça Última Ceia de Da Vinci

Depois de sobreviver a séculos, conflitos políticos e mesmo ao bombardeio durante a Segunda Guerra, a obra-prima de Leonardo Da Vinci, a Última Ceia, agora enfrenta o risco de danos pela poluição do ar, por estar em Milão, uma das cidades mais poluídas da Europa Ocidental.

No final de 2009, instalaram no refeitório da igreja Santa Maria Delle Grazie, onde fica a pintura, um sistema sofisticado de aquecimento, ventilação e ar-condicionado, para proteger o quadro do ar poluído da cidade. A igreja foi construída pelo duque Lodovico Sforza. L’Ultima Cena e também Il Cenacolo, em italiano, representa a cena da última ceia de Jesus com os apóstolos, antes de ser preso e crucificado como descreve a Bíblia. É um dos maiores bens conhecidos e estimados do mundo.

Para testar a eficácia destas medidas contra a poluição, o governo chamou Constantinos Sioutas, professor de engenharia ambiental na Faculdade de Engenharia de Viterbo. Ele projetou coletores de amostras. “Estas tecnologias de amostragem de poluição do ar são idealmente adequadas para locais sensíveis, como galerias e museus. Elas não interrompem o dia-a-dia de seu funcionamento”, disse ele.

Uma equipe multinacional de cientistas usou os coletores para determinar que a poluição foi drasticamente reduzida dentro da igreja, embora visitantes continuem sendo fonte potencial de danos. Os resultados dos trabalhos serão apresentados no mês que vem em Milão.

A equipe instalou dois conjuntos de monitores de qualidade do ar, que ficaram na igreja durante um ano – e descobriram que a entidade estatal responsável pela conservação da igreja (Soprintendenza per i Beni Architettonici e per il Paesaggio di Milano) está ganhando a batalha contra a poluição. Concentrações de matéria particulada foram reduzidas em cerca de 90% em relação ao nível encontrado no exterior da igreja.

Mas a poluição trazida pelos próprios visitantes ainda é um problema para a Última Ceia. Nancy Daher, da Universidade do Sul da Califórnia e uma das autoras do estudo, disse que lipídios gordurosos da pele das pessoas ainda apareciam em quantidades significativas em torno da pintura – mesmo quando visitantes tiveram acesso estritamente controlado. Grupos muito pequenos podem apreciar a pintura por vez, e ficam no local apenas por 15 minutos. Os lipídios que se desprendem da pele destas pessoas se combinam com a poeira do ar e, se entrarem em contato com a superfície da pintura, podem prejudicá-la.

“Mesmo a própria pintura é uma emissora”, disse Daher. Pequenas partículas de cera usadas em esforços de reparos também podem entrar em contato com o ar e virarem um problema, informa o ClickGreen.

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