Um grupo de cientistas norte-americanos descobriu que golfinhos alteram a forma com que nadam para compensar a mudança no corpo durante a gravidez. A equipe do Instituto de Ciência Marinha da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, nos Estados Unidos, acompanhou o parto de golfinhos no Havaí. Os resultados do estudo foram divulgados na revista "The Journal of Experimental Biology".
Noren descobriu que as golfinhas esperando filhotes eram muito mais lerdas para nadar, alcançando no máximo 3,54 m/s durante este período de gravidez. A circunferência na superfície frontal delas aumentou 51%. Esse crescimento causou um retardo na movimentação dos animais pela água.
Outro problema foi o excesso de depósito de gordura, necessários durante a gravidez, mas que atrapalharam a capacidade de flutuar dos golfinhos. Isso era especialmente problemático quando as fêmeas precisavam mergulhar para caçar.
Os problemas para nadar foram provados quando os biólogos notaram que o movimento das nadadeiras ficava reduzido durante a gravidez em até 13%. Para tentar compensar, os golfinhos tentavam bater as nadadeiras mais rápido.
As dificuldades de movimentação vividas durante o período de gestação tornam as fêmeas de golfinho mais vulneráveis a predadores e podem perder a competição com barcos pesqueiros na busca por atum, alerta a pesquisadora.
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