A ensino de ciências mostrou-se uma valiosa ferramenta para evitar a evasão escolar de crianças carentes matriculadas pelo período de um ano nas Oficinas de Ciências do Centro de Atendimento Integral à Criança e ao Adolescente (Caic), situada em Londrina. Foi o que apontou um estudo – feito na Faculdade de Educação (FE) pela doutoranda Zenaide Rocha, orientada pela docente Elisabeth Barolli – com alunos entre nove e dez anos que frequentavam o terceiro e o quarto ano da instituição.
Um dos pontos observados pela pesquisadora ainda foi que, mesmo oferecendo autonomia às crianças para exercer a criatividade ao longo do processo de ensino-aprendizagem, a professora não perdeu de vista a sua autoridade, o que contribuiu para mantê-las dentro das oficinas, com vistas a não ficarem nas ruas, no ócio ou na delinquência. “Com isso, ficou clara a importância de incentivar a autonomia sem deixar de fazer o papel de professor, que é o de representante da cultura científica, cerceando todo processo”, defende. Ela adotou como estratégia o ensino em laboratório de ciências no Caic do Jardim Santiago, isso em período inverso às aulas do ensino formal.
Oficina dá suporte para a escolaridade sob o aspecto científico e lúdico

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