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quinta-feira, 10 de março de 2011

Quanto da poluição dos oceanos vem do ar?

Sabemos que uma parte da poluição do oceano vem de partículas do ar lançadas pela queima de combustíveis fósseis carregadas pela água da chuva, mas quão significante é essa parte?

Pensando em responder essa pergunta, os cientistas da Escola Rosenstiel de Ciências Marinhas e Atmosféricas da Universidade de Miami estão desenvolvendo uma forma de calcular o impacto real da poluição atmosférica no oceano.

Pela mediação da concentração do isótopo Berílio-7 (Be7) na água do mar, elemento que é encontrado naturalmente na atmosfera terrestre, os cientistas David Kadko e Joseph Prospero já foram capazes de encontrar um método preciso para estimar a precipitação em regiões remotas do oceano. O estudo de dois anos mediu a concentração de Be7 depositados nos coletores de chuva de dois pontos em Bermuda e os comparou com os valores observados no Mar dos Sargaços.

Normalmente, a precipitação é medida com coletores de chuvas convencionais nas próprias ilhas, mas esses dados não necessariamente representam as chuvas que acontecem nos oceanos. O método de comparação ajuda não só a melhorar a precisão dos dados, como também a determinar a deficiência dos coletores posicionados nas ilhas.

Entender o processo de como as partículas aéreas são capturadas pela chuva e levadas até o oceano é crucial para ajudar os pesquisadores na determinação do impacto real desse tipo de poluição no oceano.

Nós costumamos pensar na acidificação do oceano causada pelo dióxido de carbono, nas áreas mortas causadas pelo escoamento de áreas agrícolas ou até nos resíduos que chegam ao mar formando ilhas e intoxicando os animais, mas a forma como os poluentes atmosféricos  acabam indo para o mar é muito mais complexa. Esse novo método, com certeza, tem muito a contribuir para o entendimento desse fenômeno.


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