Uma operação da Polícia Civil de Mato Grosso prendeu nesta quinta-feira 15 pessoas suspeitas de participação em um esquema que fraudava licenças ambientais para legalizar cerca de R$ 3 milhões em madeiras retiradas ilegalmente da Amazônia.
Dezoito mandados de busca e apreensão foram cumpridos em nove municípios do Estado. Até o começo da noite, três suspeitos ainda eram procurados.
Entre os presos, segundo a Polícia Civil, estão dois servidores da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, além de um tabelião, um advogado, três agrimensores, dois engenheiros florestais e três empresários.
A suposta quadrilha, segundo as investigações, invadiu uma área de 2.000 hectares no município de União do Sul (719 km de Cuiabá) e, por meio de documentos falsos, obteve autorização para o "manejo sustentável" da propriedade.
Segundo a polícia, o grupo conseguiu a aprovação de 20 mil metros cúbicos em créditos de madeiras diversas.
"Os créditos acabam servindo para legitimar madeiras de áreas proibidas como reservas ambientais", disse o delegado Carlos Fernando Cunha, que conduziu as investigações.
Os presos serão indiciados sob suspeita de formação de quadrilha, extração ilegal de madeira e corrupção ativa e passiva. A polícia diz que a investigação agora vai se concentrar nas madeireiras que utilizaram os créditos "frios" para transportar madeira.
Alexander Maia, secretário de Meio Ambiente de Mato Grosso, disse ontem que o sistema de gestão florestal do Estado é "um dos mais eficientes e seguros do país", mas "passível de falhas".
Maia disse que foi aberto um procedimento administrativo para apurar a suposta participação de servidores do órgão nas fraudes.
Folha

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