A Alemanha já é o terceiro maior consumidor dos produtos paraenses, passando a frente dos Estados Unidos. No ano passado, as exportações cresceram em 121%, em comparação a 2009, registrando um valor exportado de US$ 818 milhões. Além das vendas para o país europeu, o Pará também expandiu em 68% as importações de produtos alemães.
É nesta perspectiva de crescimento que, desde agosto do ano passado, demos início a uma agenda de ações propositivas que venham fortalecer ainda mais os laços comerciais com a Alemanha, a qual vem a ser a porta de entrada para a União Européia. Já recebemos a visita do embaixador alemão no Brasil, Wilfried Grolig, e, no final de fevereiro, uma comitiva composta por representantes da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha estiveram em Belém para reunir com o empresariado local.
A vinda destas autoridades alemãs demonstra que nosso Estado desperta interesse no povo germânico. Precisamos aproveitar essa oportunidade e a atual situação de destaque que o Pará vem conquistando para não só expandir comércio, mas também absorver novos investimentos. Temos muito que aprender com a nação alemã. Eles são considerados a maior potência econômica e tecnológica da Europa, ocupando o quinto lugar em nível mundial e a segunda posição no comércio internacional.
A vinda destas autoridades alemãs demonstra que nosso Estado desperta interesse no povo germânico. Precisamos aproveitar essa oportunidade e a atual situação de destaque que o Pará vem conquistando para não só expandir comércio, mas também absorver novos investimentos. Temos muito que aprender com a nação alemã. Eles são considerados a maior potência econômica e tecnológica da Europa, ocupando o quinto lugar em nível mundial e a segunda posição no comércio internacional.
Ademais, a Alemanha é um dos países que demonstram ter maior preocupação com o meio ambiente, sendo inclusive a região da Europa mais rigorosa com normas ambientais. Essa preocupação com o futuro, com a sustentabilidade da produção e a preservação dos recursos naturais deu aos alemães o conhecimento e tecnologia inovadores, os quais, inseridos a nossa realidade poderão vir a contribuir com a nossa ousada meta do desmatamento zero.
No sentido de reforçar os laços com a Alemanha, o setor produtivo e o governo do Estado já começaram a trabalhar na campanha de trazer ao Pará o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, em 2015. Este é o maior evento de cunho econômico que o Brasil participa e é responsável pela atração de grandes empreendimentos para ambos os países.
Neste ano, o Encontro Brasil-Alemanha, que chega a sua 29ª edição, acontecerá em setembro, na cidade do Rio de Janeiro. O evento, que tem como realizadores a CNI e sua congênere alemã Bundesverband der Deutchen Industries (BDI), acontece de forma alternada, sendo uma vez no Brasil, outra no país europeu. Em 2010, o encontro foi realizado em Munique e, durante os seus três dias de duração, reuniu 500 empresas dos dois países, além de 780 participantes e registrou 220 encontros “match-making”, espécie de oportunidade para novos contatos empresariais.
Além do Pará, Rio Grande do Norte já demonstrou interesse para sediar o encontro, no entanto, temos o diferencial que é nossa floresta e o nosso modo produtivo sustentável, que muito despertam interesse nos europeus. Por isso, a FIEPA e demais entidades representativas do setor produtivo, com o auxílio do governo do Estado, somaremos força a fim de trazermos para a região amazônica este evento. O Centro Internacional de Negócios (CIN-FIEPA) já entrou no circuito em negociação com os realizadores do evento. Entendemos que o encontro não é benéfico apenas no curso de seus três dias de realização, na verdade, os resultados surgem no pós-evento, com a captação de novos recursos injetados por parte da Alemanha para investimento aqui no Brasil.
A força do investimento alemão no Brasil é claramente evidenciada quando pegamos o PIB industrial brasileiro, do qual 10% de seu total são gerados por empresas alemães instaladas em nosso país. A Volkswagen, por exemplo, se manteve como a maior fabricante de veículos do Brasil, chegando a bater uma produção recorde de 826 mil automóveis, em 2010. Uma alta de 7,2% em comparação ao ano anterior. A gigante automobilística registra uma média anual de US$ 16 bilhões de faturamento, sendo a maior empregadora do setor, com 21.524 empregos diretos.
Acredito piamente que temos condições de não só sediarmos o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, mas também sermos beneficiados com parte destes investimentos europeus. Temos o que eles querem: uma diversidade natural fantástica e vontade de produzir. Por outro lado, os alemães têm aquilo que estamos precisando: um conjunto de tecnologias, conhecimento e claro, condições para investirem em nosso Estado, desenvolvendo não só o Pará, mas a Amazônia com foco na sustentabilidade e preservação de nossa área de floresta, a qual tanto desperta interesse dos cidadãos do mundo.
José Conrado Santos, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará
José Conrado Santos, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará

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