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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Como andam as emissões no mundo

Enquanto as emissões americanas de gases estufa caíram significativamente em 2009, a níveis não observados desde 1995-96, a China apresentou um aumento de mais de 13% sobre o ano anterior - o equivalente à soma de emissões anuais de Alemanha, Grécia e Perú.

Europa, Rússia, Canadá e África do Sul tiveram quedas em suas emissões, e a
Índia pulou para o terceiro lugar no ranking, com o forte crescimento de sua produção de carbono, resultante do grande aumento da queima de carvão para a produção de energia. No total, segundo estas estimativas, as emissões globais em 2009 caíram apenas 0.1%. Em outros períodos de recessão, como em 1981-82, e 1991-83, as emissões tiveram queda significativa, mas retomaram a tendência de alta logo em seguida.

Estas estatísticas, da Administração de Informações Sobre Energia dos EUA,
seguem apenas o dióxido de carbono emitido pela produção de energia - como de usinas de carvão e gás, e veículos. Elas excluem outras fontes, como a emissão de metano pelo gado, e o desflorestamento.

Recessão ajudou, mas tendência pode reverter


O mapeamento revela o quanto das tendências futuras de emissões dependem da
China, que ultrapassou os EUA como maior emissor em 2006-07. Até o momento, as emissões da China têm crescido tanto quanto sua vigorosa economia, mas o governo espera "descasar" os dois na próxima década, reduzindo a emissão do país por unidade de PIB em 40% a 45% até 2020, em comparação aos níveis de 2005. Esta redução é essencial para a queda de emissões globais, de acordo com as advertências da comunidade científica.

Mas ativistas verdes querem que os países ocidentais parem de usar o foco na
China e suas próprias quedas, devidas à recessão, como desculpa para relaxarem suas medidas quanto à mudança do clima. Eles tem pedido a governos de países desenvolvidos que fortaleçam suas metas de emissões, para impedir que as empresas tirem o que chamam de "umas férias das emissões".

De acordo com cálculos do grupo Sandbag, o impacto da recessão nas emissões
da União Européia significa que seus países não precisam fazer nada entre agora e 2016, para chegar à meta de corte de 20% até 2020, diz o Environmental Research.

Números comparativos para 2010 demorarão meses a serem compilados, mas a
questão chave é se esta recessão vai seguir o padrão das outras, ou se desta vez é diferente, e o mundo está genuinamente caminhando para um crescimento econômico mais verde. Com os cientistas alertando que as emissões devem atingir seu ponto máximo em 2015, dando ao mundo uma chance de evitar perigos da mudança do clima, os próximos anos serão cruciais. 

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