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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Petrobras levanta experiências com bicombustíveis, desde o século XIX


Durante palestra, no espaço Campus Verde, dentro da Campus Party, em São Paulo, João Norberto Noschang Neto, gerente de Gestão Tecnológica da Petrobras Bicombustível falou sobre a trajetória dos bicombustíveis e de outras fontes de energia limpa, que vem desde o 

século XIX e ainda requer muitos anos para aprimoramento tecnológico Os temas energia limpa e bicombustível começaram a chamar mais a atenção da comunidade científica e do público no século XX, mas os estudos e primeiras experiências, por incrível que pareça, são do século anterior. 

O geólogo João Norberto Noschang Neto, gerente de Gestão Tecnológica da Petrobras Bicombustível*, contou que, em 1839, o cientista britânico Sir William Grove (18111896) inventou a primeira célula de combustível, que combina hidrogênio e oxigênio para criar eletricidade. Hoje, o desafio para implementação está no armazenamento e no transporte. Exatamente 172 anos 

depois, podemos ver o registro do primeiro ônibus a hidrogênio brasileiro,
que começou a circular no país, em 17 de dezembro do ano passado (
<http://planetasustentavel.abril.com.br/noticias/1o-onibus-hidrogenio-americ
a-latina-entra-circulacao-613429.shtml> Leia reportagem), em São Paulo.

Segundo o geólogo, existem outros momentos que podem ser considerados
importantes nessa trajetória, como em 1853, quando houve a primeira produção
de biodiesel de óleo vegetal. No ano de 1925, a empresa Ford apresentou
veículos movidos com motor a diesel e a álcool e, em 1937, foi registrada a
primeira patente de biodiesel no Brasil
. Entretanto, somente há uma década,
o combustível começou a ser produzido em escala, na Alemanha. Isso ocorreu
após a queda do Muro de Berlim, para também gerar renda e emprego no campo,
na Europa
, contou o especialista. E, hoje, grande parte da frota de
veículos é composta com modelos Flex.

Com essa síntese histórica, Neto afirma que isso comprova que os
bicombustíveis não são um assunto novo, como muitas pessoas consideram, e o
processo de aprimoramento de tecnologia ainda continuará por um bom tempo.
Aqui, no Brasil, produzimos biodiesel principalmente de óleo de soja e
ainda com algodão e sebo bovino. O desafio maior é torná-lo viável com
pinhão manso
.

Outra matéria-prima com a qual também é encontrada dificuldade para
produção, de acordo com o gerente, é o coco de babaçu, devido à complexidade
socioeconômica que envolve o processo. Ele é colhido por quebradeiras, que
geralmente não têm posse da terra. O óleo de babaçu também foi base da bomba
de Napalm (armamento militar), explicou.

O aspecto socioeconômico do tripé da sustentabilidade é outro ponto que não
pode ser desconsiderado na produção dos bicombustíveis, na análise do
geólogo. Atualmente cerca de 55 mil famílias que trabalham com agricultura
familiar estão envolvidas no projeto de produção de biodiesel, na empresa.
Incentivamos o cooperativismo e a orientação desses agricultores para novas
tecnologias no campo. Para isso, atuam aproximadamente 200 técnico-agrícolas
agrícolas, segundo ele.

Nessa corrida para programar inovações no setor, Neto acrescentou que,
hoje, se investe em etanol de segunda geração, proveniente do bagaço da
cana. Em 2013, deveremos inaugurar a primeira unidade industrial.

NOVAS TENDÊNCIAS
O gerente de Gestão Tecnológica da Petrobras Bicombustível também
considerou, durante a palestra na Campus Party*, que os veículos elétricos
terão representativo espaço no mercado brasileiro. Atualmente os desafios
se referem ao custo das baterias e necessidade de maior armazenamento de
energia. Mas daqui 20 anos, acredito que boa parte da frota será movida à
eletricidade.

Outra aposta importa, para o executivo, é nas microalgas. Há cerca de 3 mil
espécies no mundo e conhecemos 300. Algumas podem produzir etanol de forma
direta e óleos. Também seqüestram CO2 e têm capacidade de limpar as águas.
Neste ano, deveremos inaugurar seis tanques, no RN, para pesquisas
.

Para todas as pesquisas em desenvolvimento na Petrobras, Neto contou que a
chamada bioinformática tem sido cada vez mais utilizada. Contamos com a
parceria com 15 universidades e com a Embrapa
Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária*.

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