Oito lições estrangeiras para amadurecer o uso de veículos verdes
O mercado de veículos limpos está bem verde no Brasil. E não significa que esteja mais ecológico. Muito pelo contrário. Ainda falta adquirir maturidade quando o assunto é conceder facilidades a quem compra carros menos poluentes. Enquanto boa parte dos países do mundo dá atraentes incentivos financeiros ao comprador de veículos mais eficientes, isenta-o de impostos e aumenta a rede de abastecimento para recarga elétrica, o Brasil parece estar na contramão dessa tendência.
Para dar uma ideia, a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para um carro comum com até 1 000 cm3 é de 7%, contra 25% para os elétricos. "Antes até de promover incentivos, poderíamos começar pela retirada dos desincentivos", afirma o engenheiro Pietro Erber, presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).
CONFIRA A SEGUIR OITO AÇÕES ESTRANGEIRAS PARA EXPANDIR A FROTA LIMPA.
1. Conceder incentivos em dinheiro
Dar descontos para o comprador de um carro verde está entre as práticas mais comuns em países europeus e norteamericanos.
Veja como funciona a política de subsídios nos países abaixo:
Bélgica – Desconto de 11 700 dólares para os compradores de elétricos, o maior do mundo.
Canadá – Incentivo de 8 500 dólares para elétricos.
China – Até 2012, deve dar créditos de 7 500 dólares para híbridos a 9 000 dólares na venda de elétricos.
Estados Unidos – Dá até 4 500 dólares aos híbridos e 7 500 dólares aos elétricos. O preço de um Chevrolet Volt, por exemplo, cai de 41 000 para 33 500 dólares, 22%.
França – De 2 600 dólares para híbridos a 6 500 dólares para elétricos.
Reino Unido – Desconto de 7 800 dólares na compra de elétricos, híbridos ou com célula de combustível.
2. Abater impostos
O Japão isenta os elétricos e híbridos de um imposto nacional calculado de acordo com o peso dos veículos. A mesma tarifa pode ser de 50% a 70% menor para aqueles movidos a combustíveis convencionais que atinjam ou superem as metas de redução de emissões de poluentes. Além disso, em províncias japonesas, como Kanagawa, Kioto e na própria capital, Tóquio, os elétricos não pagam imposto sobre automóveis, o equivalente ao nosso IPVA. Oficinas e postos de abastecimento que atendam a esse tipo de automóvel também ganham isenções fiscais. Em Israel, carros com zero de emissão pagam uma alíquota de imposto de 10%. Para os híbridos, ela é de 30% e para os convencionais, de 79%. Os governos da Dinamarca, Grécia e República Tcheca dão isenção nas taxas de registro e de circulação para elétricos. Já o Reino Unido não cobra tarifa de circulação para qualquer carro que emita menos de 100 gramas de carbono por quilômetro rodado.
3. Transporte público mais limpo
"É preciso fazer com que haja cada vez mais táxis e ônibus híbridos, elétricos ou mesmo movidos a etanol", afirma Pietro Erber, da ABVE. O governo do Reino Unido, por exemplo, lançou um pacote de 250 milhões de libras, o equivalente a 668 milhões de reais, para a criação de uma rede de transporte público de baixa emissão de poluentes. Paris pretende lançar em setembro de 2011 o Autolib, um programa de compartilhamento de carros elétricos. Assim como já ocorre no Vélib, o já famoso serviço do mesmo tipo para bicicletas, o usuário poderá alugar seu elétrico e devolvê-lo em qualquer outro ponto demarcado da cidade – o programa já está em vigor em Lyon desde 2008. A frota inicial será de 3 000 veículos e haverá 1 000 pontos de recarga espalhados pela capital francesa. O desafio será evitar os malesdo Vélib. Das 20 000 bicicletas, 8 000 já foram danificadas ou roubadas.
4. Facilitar o abastecimento
Um dos maiores receios de quem pensa em adquirir um carro elétrico é a dificuldade de abastecê-lo. Por isso, ações governamentais que facilitem a recarga são grandes incentivos. Londres, por exemplo, tem a ambição declarada de se tornar a capital europeia do veículo elétrico. No início do próximo ano, a prefeitura deve instalar 1 300 pontos públicos para recarregar baterias. E isso poderá ser feito com preços subsidiados. O motorista que utilizar a rede pública deverá gastar em torno de 8 libras, ou 21,40 reais, por mês. Basta se cadastrar para obter o benefício. A ideia é extrapolar as fronteiras da capital e criar a Source, uma redenacional de abastecimento de veículos elétricos nesses mesmos moldes. O governo do País Basco, comunidade autônoma da Espanha, estimulou o surgimento da IBIL, parceria entre asempresas de combustível Eve e Repsol. A nova companhia deve instalar 13 000 postos de recarga até 2020. Já o governo chinês estabeleceu como objetivo para o ano de 2012 a instalação de 36 000 estações de carga, incluindo 100 carregadores rápidos, capazes de abastecer 80% da bateria em 30 minutos.
5. Incentivar novas tecnologias
Abrindo outra frente na batalha para uma maior popularização dos carros elétricos, o governo francês liberou 2,5 bilhões de euros para investir em pesquisa de novas tecnologias para desenvolvê-los. Já os Estados Unidos planejam investir 2,4 bilhões de dólares em recursos federais para ajudar empresas e universidades na criação de novos tipos de baterias e de veículos limpos.
6. Dar o exemplo
Comprar veículos menos poluentes para equipar as frotas públicas é uma maneira de os governos incentivarem a população a fazer o mesmo. Nos Estados Unidos, 25% das vendas de híbridos da Ford e da General Motors são encomendas da presidência do país. O U.S. General Services Administration (GSA), órgão que tem como função fazer
Para dar uma ideia, a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para um carro comum com até 1 000 cm3 é de 7%, contra 25% para os elétricos. "Antes até de promover incentivos, poderíamos começar pela retirada dos desincentivos", afirma o engenheiro Pietro Erber, presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).
CONFIRA A SEGUIR OITO AÇÕES ESTRANGEIRAS PARA EXPANDIR A FROTA LIMPA.
1. Conceder incentivos em dinheiro
Dar descontos para o comprador de um carro verde está entre as práticas mais comuns em países europeus e norteamericanos.
Veja como funciona a política de subsídios nos países abaixo:
Bélgica – Desconto de 11 700 dólares para os compradores de elétricos, o maior do mundo.
Canadá – Incentivo de 8 500 dólares para elétricos.
China – Até 2012, deve dar créditos de 7 500 dólares para híbridos a 9 000 dólares na venda de elétricos.
Estados Unidos – Dá até 4 500 dólares aos híbridos e 7 500 dólares aos elétricos. O preço de um Chevrolet Volt, por exemplo, cai de 41 000 para 33 500 dólares, 22%.
França – De 2 600 dólares para híbridos a 6 500 dólares para elétricos.
Reino Unido – Desconto de 7 800 dólares na compra de elétricos, híbridos ou com célula de combustível.
2. Abater impostos
O Japão isenta os elétricos e híbridos de um imposto nacional calculado de acordo com o peso dos veículos. A mesma tarifa pode ser de 50% a 70% menor para aqueles movidos a combustíveis convencionais que atinjam ou superem as metas de redução de emissões de poluentes. Além disso, em províncias japonesas, como Kanagawa, Kioto e na própria capital, Tóquio, os elétricos não pagam imposto sobre automóveis, o equivalente ao nosso IPVA. Oficinas e postos de abastecimento que atendam a esse tipo de automóvel também ganham isenções fiscais. Em Israel, carros com zero de emissão pagam uma alíquota de imposto de 10%. Para os híbridos, ela é de 30% e para os convencionais, de 79%. Os governos da Dinamarca, Grécia e República Tcheca dão isenção nas taxas de registro e de circulação para elétricos. Já o Reino Unido não cobra tarifa de circulação para qualquer carro que emita menos de 100 gramas de carbono por quilômetro rodado.
3. Transporte público mais limpo
"É preciso fazer com que haja cada vez mais táxis e ônibus híbridos, elétricos ou mesmo movidos a etanol", afirma Pietro Erber, da ABVE. O governo do Reino Unido, por exemplo, lançou um pacote de 250 milhões de libras, o equivalente a 668 milhões de reais, para a criação de uma rede de transporte público de baixa emissão de poluentes. Paris pretende lançar em setembro de 2011 o Autolib, um programa de compartilhamento de carros elétricos. Assim como já ocorre no Vélib, o já famoso serviço do mesmo tipo para bicicletas, o usuário poderá alugar seu elétrico e devolvê-lo em qualquer outro ponto demarcado da cidade – o programa já está em vigor em Lyon desde 2008. A frota inicial será de 3 000 veículos e haverá 1 000 pontos de recarga espalhados pela capital francesa. O desafio será evitar os malesdo Vélib. Das 20 000 bicicletas, 8 000 já foram danificadas ou roubadas.
4. Facilitar o abastecimento
Um dos maiores receios de quem pensa em adquirir um carro elétrico é a dificuldade de abastecê-lo. Por isso, ações governamentais que facilitem a recarga são grandes incentivos. Londres, por exemplo, tem a ambição declarada de se tornar a capital europeia do veículo elétrico. No início do próximo ano, a prefeitura deve instalar 1 300 pontos públicos para recarregar baterias. E isso poderá ser feito com preços subsidiados. O motorista que utilizar a rede pública deverá gastar em torno de 8 libras, ou 21,40 reais, por mês. Basta se cadastrar para obter o benefício. A ideia é extrapolar as fronteiras da capital e criar a Source, uma redenacional de abastecimento de veículos elétricos nesses mesmos moldes. O governo do País Basco, comunidade autônoma da Espanha, estimulou o surgimento da IBIL, parceria entre asempresas de combustível Eve e Repsol. A nova companhia deve instalar 13 000 postos de recarga até 2020. Já o governo chinês estabeleceu como objetivo para o ano de 2012 a instalação de 36 000 estações de carga, incluindo 100 carregadores rápidos, capazes de abastecer 80% da bateria em 30 minutos.
5. Incentivar novas tecnologias
Abrindo outra frente na batalha para uma maior popularização dos carros elétricos, o governo francês liberou 2,5 bilhões de euros para investir em pesquisa de novas tecnologias para desenvolvê-los. Já os Estados Unidos planejam investir 2,4 bilhões de dólares em recursos federais para ajudar empresas e universidades na criação de novos tipos de baterias e de veículos limpos.
6. Dar o exemplo
Comprar veículos menos poluentes para equipar as frotas públicas é uma maneira de os governos incentivarem a população a fazer o mesmo. Nos Estados Unidos, 25% das vendas de híbridos da Ford e da General Motors são encomendas da presidência do país. O U.S. General Services Administration (GSA), órgão que tem como função fazer
Por Ana Luiza Daltro - 4 Rodas
Nenhum comentário:
Postar um comentário