Energia eólica deve ultrapassar hidrelétrica na região e passar a responder por 14% da demanda
Os cálculos da EWEA apontam para uma Europa que, em 2020, atenderá 34% de sua demanda por eletricidade através de fontes renováveis. O destaque fica por conta da energia eólica, que deve liderar os investimentos e ajudar o continente a cumprir seus objetivos. Ao confrontar os planos de cada país, a associação chega à conclusão de que os ventos vão gerar 14% de toda a energia elétrica consumida na Europa em 2020 - 494TWh, vindos de parques que somarão 213GW em capacidade instalada.
Dos 14% da carga europeia que deverão ser produzidos pelas turbinas eólicas, 10% devem sair de aerogeradores instalados em terra firme, enquanto 4% virão de usinas offshore - construídas em alto mar. Com essa participação na matriz, o vento ultrapassaria a hidreletricidade, que seria responsável, em 2020, por 10,5% da demanda. Em seguida aparecem a geração a biomassa (6,6%), a solar fotovoltaica (2,4%), a solar concentrada (CPS, com 0,5%), a geotérmica (0,3%) e geração a partir do mar (0,1%).
Ao analisar os projetos individuais dos países, a EWEA afirma que 15 deles planejam ultrapassar as metas estabelecidas, enquanto 10 afirmam que conseguirão cumprir o compromisso. Apenas Luxemburgo e Itália disseram à Comissão Europeia que dificilmante atingirão o objetivo.
"É muito animador que 25 dos 27 países da União Europeia pretendam exceder ou chegar à meta. Isso mostra que a vasta maioria das nações claramente entendeu os benefícios de implantar tecnologias em energia, particularmente em geração eólica", comenta Justin Wilkes, diretor de políticas da EWEA.
Por Luciano Costa
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