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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Revista científica divulga ranking de poluição per capita em metrópolesmundiais


A revista científica internacional Environment and Urbanization, divulgou na última terça-feira (25) uma pesquisa que aponta as emissões per capita de poluentes atmosféricos em 33 grandes cidades internacionais.

O resultado do estudo foi surpreendente e mostrou que ao contrário do que se pensa, nem sempre as metrópoles são as maiores poluidoras. Bom exemplo disso é o fato de que as cidades de Nova York (EUA), Londres (Inglaterra) e Xangai (China), possuem percentual menor do que Denver (EUA) e Roterdã (Holanda).

Em algumas dessas cidades o motivo da divergência deve principalmente à eficiência dos transportes coletivos. Nova York, por exemplo, abriga mais de oito milhões de pessoas, mas o sistema de metrô é muito utilizado. 

Assim muitas pessoas deixam seus carros em casa e optam pelo transporte prático e limpo. Além da eficiência, a densidade populacional não coopera para o uso de transportes individuais.

Já em outras cidades menores, porém mais poluentes, as possíveis causas estão relacionadas diretamente às indústrias ou áreas portuárias. Denver, por exemplo, possui emissão per capita de 21,5 toneladas de carbono equivalente, contra 11,2 de Xangai e apenas 5,2 de Paris.

A publicação traz ainda outras explicações para os altos índices em algumas cidades. Um desses fatores é o frio, que obriga a cidade a ter sistemas de calefação, que muitas vezes é obtido a partir de fontes não renováveis de energia, como o petróleo e o carvão. Também ficou constatado que as emissões são menores em países em desenvolvimento.

As cidades brasileiras analisadas foram Rio de Janeiro, Porto Alegre, Goiânia e São Paulo. Entre elas, Rio de Janeiro teve o resultado mais alto, com 2,1 toneladas de poluentes por habitantes, e incrivelmente São Paulo teve o mais baixo, 1,40 toneladas/habitantes/ano.

Diante do resultado, o diretor da Coppe/UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa, informou que o resultado carioca é compreensível, como a metrópole mais poluente do Brasil, já que a cidade possui refinarias de petróleo, o que não ocorre em São Paulo.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Começa o Ano Internacional da Química

Lançamento na sede da UNESCO reuniu delegação brasileira, autoridades internacionais, empresários do setor químico, acadêmicos e entidades não governamentais

 O lançamento mundial do Ano Internacional da Química 2011 (AIQ 2011) ocorreu hoje de manhã, na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em Paris, na França. O evento reuniu mais de 300 convidados, entre autoridades, cientistas, empresários do setor químico, acadêmicos e representantes de entidades internacionais. Segundo John Malin, Chair do Comitê Mundial do Ano Internacional da Química, o Brasil terá uma participação muito importante no Ano Internacional da Química, pois o País
tem uma comunidade química bastante ativa e engajada.

 As autoridades presentes destacaram que o Ano Internacional da Química 2011 irá fortalecer as parcerias entre os setores econômicos e educacionais para que seja possível enfrentar os desafios relacionados às mega tendências globais, os quais afetam a todos: nutrição e saúde; urbanização; mobilidade e comunicação; demanda energética e proteção climática.

O cientista Jean-Marie Lehn, vencedor do Prêmio Nobel de Química de 1987, enfatizou em sua apresentação que a essência da Química não é só descobrir, mas sim criar. O livro da Química não é só para ser lido, mas também escrito. O jogo da Química não é só para ser jogado, mas sim criado, ressaltou.

Com a temática internacional Química - Nossa vida, nosso futuro, o AIQ 2011 celebra o centenário do Prêmio Nobel de Química concedido à cientista Marie Curie, uma oportunidade para destacar as contribuições das mulheres para o avanço da ciência. O objetivo é enfatizar as grandes descobertas e conquistas científicas e tecnológicas da Química, além de demonstrar sua importância para a humanidade e aumentar o interesse dos jovens por seu
estudo. Os eventos e outras ações realizadas no Brasil e no mundo vão enfatizar a Química como uma ciência criativa e essencial para a sustentabilidade e melhoria de qualidade de vida da população. 2011 também marcam os 100 anos da Associação Internacional das Entidades Químicas (International Association of Chemical Societies).

 No Brasil, com o slogan Químico para um Mundo Melhor, entidades, universidades e empresas do setor estão engajadas em iniciativas a serem realizadas ao longo do ano. Estão programadas diversas atividades educativas e de divulgação científica, com o objetivo de enfatizar a importância da Química para a sociedade. Além do Brasil, mais de 60 países participarão do Ano Internacional da Química, incluindo outras nações da América do Sul, como Argentina, Bolívia, Uruguai, Paraguai, Chile e Peru.

Comunicação com ribeirinhos é tema de case premiado pelo Conrerp


 Além dos profundos estudos de impacto ambiental e do minucioso projeto de engenharia, a instalação da usina hidrelétrica Santo Antônio, em Porto Velho, também tem exigido um intenso programa de comunicação com a comunidade local, em especial com os ribeirinhos. Este trabalho engloba a implantação do serviço 0800, uma equipe de campo que percorre em média 300 km quadrados para apresentar o projeto para as pessoas, reuniões em diversas comunidades para apresentar cada etapa do projeto, além da distribuição mensal de um boletim voltado para as pessoas que vivem na área do futuro reservatório da usina. 

Considerado inédito, este programa de comunicação em 2008 e transformado em case, recebe nesta terça-feira (30/11) em São Paulo, o Prêmio de Opinião Pública – categoria Relações Públicas e Comunidade: Responsabilidade Ambiental e Social, concedido pelo Conselho Regional de Relações Públicas de São Paulo (Conrerp).  


"Nossa expectativa é que o programa que estamos desenvolvendo em Porto Velho seja um divisor de águas e sirva de referência para as próximas usinas hidrelétricas que serão implantadas na região amazônica", ressalta Paulo Damião, relações públicas e diretor de Relações Institucionais da Santo Antônio Energia.  

 Santo Antônio Energia

É a concessionária responsável pela construção e futura operação da usina hidrelétrica Santo Antônio, localizada no rio Madeira, em Porto Velho (RO), e pela comercialização da energia a ser gerada. A usina tem potência instalada de 3.150,4 megawatts e capacidade para abastecer 11 milhões de residências, ou aproximadamente 40 milhões de pessoas. O empreendimento tem investimento de R$ 14,5 bilhões e é referência em construção de hidrelétricas sustentáveis, pois utiliza tecnologia de ponta para melhor eficiência energética com menor impacto ambiental. Os acionistas da Santo Antônio Energia são as empresas Eletrobras Furnas, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Cemig e o Fundo de Investimentos e Participações Amazônia Energia (FIP). A usina hidrelétrica Santo Antônio é uma das principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.

Mais informações: www.santoantonioenergia.com.br


 

ETH Bioenergia é patrocinadora da 1ª Bolsa Internacional de Negócios da Economia Verde

 Empresa atua de maneira sustentável em toda cadeia produtiva e patrocina evento sobre Economia Verde confirmando seu compromisso com o planeta


A ETH Bioenergia produz e comercializa etanol, energia elétrica de biomassa e açúcar e tem a cana de açúcar como matéria-prima do negócio. Este insumo é considerado hoje uma das principais fontes de energia renovável e colabora com a manutenção da matriz energética nacional como a mais limpa do mundo. Desta forma, o apoio à "1ª Bolsa Internacional de Negócios da Economia Verde" está em sinergia com o negócio da ETH e de acordo com as práticas e políticas dede Sustentabilidade presente em todas as áreas da empresa. 
"Podemos dizer que a Sustentabilidade está no centro dos negócios da ETH Bioenergia, uma vez que sua principal matéria-prima é renovável e seu método de produção reutiliza todos os resíduos como nutrientes ou insumo da produção de energia elétrica", destaca Carla Pires, Responsável por Sustentabilidade na empresa. O bagaço da cana, resultante da moagem para a produção de etanol e açúcar, e antes encarado como subproduto, é matéria prima para a produção de energia elétrica. Caldeiras de alta pressão garantem a produção de energia limpa sem emissão de CO2.

 Na reutilização dos resíduos, o grande exemplo é a fertirrigação, resultado da irrigação com vinhaça, que propicia a economia de fertilizantes e aduba o solo de um modo mais eficiente e com maior grau de precisão, além de trazer benefícios ao meio ambiente e favorecer a ciclagem do nitrogênio, fósforo e potássio. As unidades da ETH têm consumo reduzido de água em todas as partes do processo produtivo, da limpeza a seco de cana na entrada da indústria ao armazenamento do etanol. 


 O tripé da sustentabilidade – ambiental, social e econômica - está presente na estratégia de crescimento da ETH, pois a empresa garante a geração de energia limpa e renovável, preserva o meio ambiente, contribui para o desenvolvimento das comunidades próximas às suas operações e oferece o melhor ambiente de trabalho aos seus integrantes. Por isso, adota as melhores práticas nas áreas agrícolas e industrial por meio de tecnologias avançadas atreladas à grande escala e à alta eficiência produtiva e energética.


"O investimento na qualificação profissional contínua de nossos integrantes é fundamental. Nesses três anos de atuação investimos mais de R$ 3 milhões em treinamentos de capacitação realizados em parceria com o Senai, nos Polos Mato Grosso do Sul, Goiás e Araguaia, e o Instituto Paula Souza, no Polo São Paulo", completa Carla Pires. Esta qualificação profissional compreende, inclusive, treinamentos voltados para o plantio e colheita mecanizados e outros voltados para saúde, segurança e meio ambiente.


As comunidades dos municípios onde as Unidades Agroindustriais da ETH estão inseridas também são beneficiadas pela empresa. Juntamente com a ONG 5 Elementos, a ETH desenvolveu o "Programa Energia Social para a Sustentabilidade Local", cujo objetivo é fomentar iniciativas sustentáveis para a melhoria da qualidade de vida. Essas ações são desenvolvidas com foco na gestão participativa dessas comunidades, para que sejam apresentados projetos voltados para Educação; Cultura; Saúde, Segurança e Preservação Ambiental; e Atividades Produtivas e haja comprometimento de todas as partes envolvidas no Programa.


As práticas agrícolas são outro diferencial da empresa, uma vez que focam a recuperação de áreas degradadas e manutenção da biodiversidade, mantendo as áreas de Preservação Permanente (APP) e Áreas de Reserva Legal (RL) – próprias e terceirizadas – devidamente regularizadas. No total, a ETH já plantou, em 3 anos de existência, 600 mil mudas de espécies nativas e trabalha com indicadores de ecoeficiência para reduzir o consumo de água, energia e defensivos agrícolas.


 Sobre a ETH Bioenergia

Controlada pela Odebrecht, a ETH Bioenergia atua de forma integrada na produção e comercialização de etanol, energia elétrica e açúcar. Com investimento total de R$ 7,3 bilhões, a ETH tem como objetivo ser a líder em bioenergia em 2012, com a produção de 3 bilhões de litros de etanol e 2.700 Gwh/ano de energia elétrica a partir da cana-de-açúcar. Consolida quatro polos produtivos, localizados nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. 

Pará+ 108

Para+ Ed. 108. Especial Aniversário de 395 anos de Belém do Pará

Sindifrutas apresenta solução para regularizar endividamento


Mesmo tendo registrado crescimento econômico nos últimos cinco anos, o segmento da fruticultura ainda acumula perdas provocadas pela crise econômica mundial, que eclodiu no final de 2008. Os pequenos produtores foram os mais atingidos com a queda na demanda, o que obrigou muitos a contraírem dívidas para não pararem a produção.

Com o objetivo de apresentar soluções para que os fruticultores consigam se livrar das dívidas contraídas, o Sindicato da Indústria de Frutas e Derivados do Pará (Sindifrutas), trouxe a Belém, na última segunda-feira, 24, o presidente do Instituto de Frutas de Juazeiro, Ivan Pinto. O instituto, ligado ao pólo agrícola do Vale do São Francisco (que reúne produtores da Bahia e Pernambuco), é um dos maiores produtores de uva de mesa do Brasil e, com característica eminentemente exportadora, foi afetado diretamente com a queda na demanda no mercado internacional.

Segundo Ivan, que também é membro da comissão de fruticultura da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), o faturamento anual dos produtores do Vale é de R$ 225 milhões, nem um pouco irrelevante para o cenário econômico nacional, no entanto, os efeitos da crise, somados a desvalorização do câmbio e ao elevado custo da mão de obra, geraram um
endividamento de R$ 511.175 milhões. Mais de 50% do nosso custo é referente à mão de obra. Nos últimos anos, esse custo aumentou em 94%. Enquanto que em 2003, pagávamos o salário de um funcionário com a produção de 24 quilos de uva, em 2009 aumentou para 94 quilos. Algo impossível de ser aplicado
”, explicou.

Para regularizar o endividamento, os produtores do Vale do São Francisco recorreram às instituições bancárias. A solução veio por meio da Resolução 3.899/2010, do Banco Central, que autorizou a composição de dívidas do crédito rural contraídas com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) por hortifruticultores e suas cooperativas e por empresas de produção de hortifrutícolas.

Mais de 70% do nosso passivo tinha como fonte o FNE. Essa foi uma solução para conseguirmos nos livrar do endividamento e conseguirmos crédito no mercado para expandir 

a produção”, ressaltou Ivan.

De acordo com a presidente do Sindifrutas, Solange Motta, a experiência dos produtores do Vale do São Francisco servirá para regularizar o endividamento contraído por muitos produtores do Estado do Pará. Existem produtores que estão na mesma ou situação pior daquela verificada no Vale do São Francisco e, sem dúvida, essa experiência servirá para indicar o caminho das pedras.

Durante a apresentação do presidente do Instituto de Frutas de Juazeiro, o secretário de Estado de Projetos Estratégicos, Sidney Rosa, se comprometeu em levar para o núcleo do governo a atual situação dos produtores e ajudar as empresas filiadas ao Sindifrutas a buscarem soluções para o endividamento.

Este atual governo, assim como o senador Flexa Ribeiro   estão se apresentando como importantes parceiros do produtor rural, no caso, os fruticultores. Mas do que discutir o endividamento, eles buscam soluções práticas e eficientes para fomentar a atividade produtiva. Esperamos que, assim como aconteceu com os produtores do Vale do São Francisco, possamos resolver a questão da dívida e voltar a crescer, conclui Solange
.

Documentário Lixo Extraordinário, indicado ao Oscar, acompanha projeto social de artista brasileiro

Ontem saíram as indicações para o Oscar e o Brasil pode se 
considerar muito bem representado. Lixo Extraordinário, indicado 
para melhor documentário, conta a história do artista plástico 
brasileiro Vik Muniz e seu projeto social com catadores de lixo no
Rio de Janeiro.

Vencedor de prêmios de público nos festivais de Sundance e Berlim
em 2010, o filme foi dirigido por João Jardim, Lucy Walker e Karen Harley. 

Parece um sonho, disse o artista plástico em entrevista ao G1 minutos após saber da indicação. Estou muito feliz, porque foi uma história que começou por acaso e virou um filme de grande importância, porque consolida um grupo social e mostra o verdadeiro valor do lixo, diz Muniz.

O documentário Lixo Extraordinário foi gravado ao longo de três anos, sua
trama acompanha um projeto social do artista plástico brasileiro Vik Muniz
com catadores do lixão de Gramacho, em Duque de Caxias (RJ) considerado o
maior da América Latina e cenário de outro documentário premiado, Estamira
(2004), de Marcos Prado.

Além de ser muito bacana ter uma produção que fala sobre um artista
brasileiro concorrendo ao Oscar, é ainda mais legal que fale de um projeto
social tão interessante e que busca alternativas para lidar com o lixo.
Outro ponto muito importante é conscientizar a população e mostrar um grande
problema que nosso país ainda sofre e que devemos cada vez mais tentar
melhorar: o desperdício, que acaba tornando-se acúmulo de lixo.

Enfim, teremos um motivo especial para assistir ao Oscar este ano; vamos
torcer!

Corinthians lança uniforme desenvolvido a partir de garrafas PET

Não é de hoje que o Corinthians coloca suas idéias a favor do meio ambiente em prática. 
No ano passado eles lançaram a campanha Corinthians: 100 árvores plantadas a cada jogo 
e a cada GOOOL! que a meu ver foi um sucesso.
 

Agora este ano o timão vem com mais uma nova idéia, na véspera de estrear pela Copa Libertadora, o Corinthians lançou seu uniforme para a temporada 2011. Na tarde desta terça-feira, o goleiro Júlio César, o volante Jucilei e o atacante Dentinho exibiram a nova camisa alvinegra, desenvolvida a partir de oito garrafas PET.

O clube de Parque São Jorge se torna o primeiro no mundo a contar com uma camisa oficial sustentável da Nike, segundo a multinacional norte-americana. O tecido é desenvolvido com 96% de poliéster reciclado e 4% de algodão orgânico.

Outra inovação é o design, que cria uma identidade comum aos uniformes dos cinco maiores times europeus patrocinados pela Nike Barcelona, Inter de Milão, Juventus, Arsenal e Manchester United.
 

É uma camisa muito bonita e espero que traga muita sorte ao nosso time. Já recebemos algumas informações do adversário de amanhã, observou Dentinho, citando o duelo desta quarta-feira com os Deportes Tolima, no Pacaembu, pela Pré-Libertadores. É uma equipe que trabalha muito a bola, e será uma partida difícil, completou o atacante, vestindo o uniforme número dois.

O modelo 2011 do uniforme corintiano chega às lojas na quinta-feira (27) em duas versões. A camisa idêntica à que será utilizada pelos jogadores
custará R$ 239,90 enquanto a réplica sai por R$ 189,90.

MINISTRO PROPÕE CRIAÇÃO DA WIKIFLORA NA AMAZÔNIA


Em seu segundo e último dia de visitas às instituições de ensino e pesquisa da Amazônica o ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Aloizio Mercadante, conheceu nesta terça-feira (25), a Reserva Experimental Adolpho Ducke do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT). O local é um grande laboratório, que objetiva conhecer as potencialidades da região como a exploração sustentável de diversos frutos. Na ocasião, Mercadante reforçou a necessidade de se instalar um escritório do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi) na Floresta Amazônica. 

Para o ministro, o patenteamento da pesquisa precisa fazer parte do dia-a-dia dos cientistas. Mais do que isso, por meio do registro, o Brasil tem condições de transformar estudos  em recursos para mais investimentos.Precisamos entender que o comércio internacional hoje exige que a propriedade intelectual seja patenteada. Necessitamos criar uma cultura entre os  cientistas em patentear o conhecimento para que possamos ter royalties, ter recursos e fomentar a pesquisa no País, destacou.

Além disso, ele propôs a criação de uma plataforma para registro de todos os dados botânicos produzidos no Brasil, inicialmente chamado de Wikflora, na qual ofereceu apoio total com relação à estrutura de tecnologia da informação (TI) para a elaboração do projeto. “Temos a necessidade de fazer a enciclopédia digital da biodiversidade da Amazônia. Precisamos conhecer melhor a nossa riqueza. Outro ponto que precisamos combater é a falta de recursos humanos. Sei que faltam profissionais de botânica para desenvolvimento de cursos de mestrado e de doutorado na região.“Isso é carência que precisa ser resolvida”, enfatizou.

Acompanhando do diretor do Inpa, Adalberto Luis Val, o ministro conheceu o projeto da Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA). Outros destaques foram as pesquisas que o Inpa desenvolve na área alimentícia. A pesquisadora do Instituto, Lúcia Yuyama, explicou sobre a potencialidade dos frutos amazônicos como cubiu e o camu-camu 
e exemplificou alguns produtos gerados a partir das pesquisas feitas no Instituto como a farinha de pupunha de grande potencial nutricional. 

Mercadante recebeu um livro produzido por pesquisadores do Inpa intitulado
Flora da Reserva Ducke - Guia de identificação das plantas vasculares de uma
floresta de terra-firme na Amazônia central. O coordenador do programa de
pós-graduação em Botânica (PPG-BOT), Alberto Vicentini, falou ao ministro
sobre a carência de estudos na área de botânica na Amazônia e o quanto se
conhece pouco sobre a região.

O gerente executivo do LBA e pesquisador do Inpa, Antonio Manzi, apresentou o projeto LBA que objetiva conhecer sobre o funcionamento da atmosfera da região. Para a pesquisa será instalada uma torre de 320 metros, a primeira desse tipo na América do Sul, instalada na Reserva de desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã, em São Sebastião do Uatumã, interior do Amazonas. O projeto é bilateral, cooperação entre o Brasil, representado pelo Inpa e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), e a Alemanha, por meio do Instituto Max Planck de Química.



por Flávio Ribeiro       

TEDxAmazônia

Hugo Penteado, o economista que achou o furo da economia

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Programa de educação integral recebe inscrições até 28 de fevereiro

Das 16 mil escolas da educação básica pré-selecionadas pelo Ministério da Educação (MEC) para participar do programa Mais Educação neste ano, 12.451 já aderiram e apresentaram planos de trabalho, segundo o ministério. A meta é atender 15 mil escolas e oferecer educação integral a cerca de 3 milhões de alunos, especialmente do ensino fundamental. O prazo de adesão vai até 28 de fevereiro.


Pelo Mais Educação, que é um programa de educação integral, as escolas recebem recursos 
do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE-Escola) para desenvolver atividades com os estudantes. O dinheiro é depositado na conta da escola, em cota única, para aquisição de materiais, custeio de atividades e pagamento de transporte e alimentação dos monitores. 


Em média, cada escola recebe R$ 37 mil, para aplicar nos dez meses letivos. O cadastro dos alunos é que determina o valor do repasse. A inclusão de dados é feita no Sistema de Informações Integradas de Planejamento, Orçamento e Finanças do MEC (Simec), acesso que a escola tem com uso de senha. O Simec está aberto para receber as informações.


Dados da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do MEC, que coordena o programa, indicam que o investimento no Mais Educação deve alcançar R$ 600 milhões neste ano. 

Audiência pública em Anapu reduz tensão no assentamento de Dorothy Stang

O clima de tensão dos últimos dias no Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Esperança, em Anapu (PA), onde há seis anos a missionária Dorothy Stang foi assassinada, parece ter diminuído. Além da presença policial reforçada, o motivo da trégua foi uma audiência pública, hoje (25), comandada pelo ouvidor agrário nacional, Gercino da Silva Filho.

Com mais de 1,2 mil pessoas, entre trabalhadores rurais, autoridades policiais, representantes de organizações ambientais e membros do Instituto Nacional de Colonização de Reforma Agrária (Incra) e do Ministério Público, a reunião começou em clima de torcida organizada, mas terminou em acordos, segundo  representantes do Incra e da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

As autoridades policiais vão fazer cumprir uma liminar que determina a
retirada de 22 famílias que ocupam e exploram ilegalmente a área de reserva
legal do assentamento. A reserva legal é um pedaço da propriedade onde a
retirada de vegetação nativa é proibida.

São assentados que cometeram irregularidades motivadas pelos empresários
madeireiros. Acredito que a decisão será cumprida, tem mais polícia do que
gente aqui em Anapu esses dias
”, avaliou o padre Amaro Lopes, umas das
lideranças do assentamento.

Também ficou acertada a construção de guaritas de segurança em dois acessos
do PDS Esperança para tentar coibir a retirada de madeira, que sai do
assentamento em caminhões carregados de toras.

No início de janeiro, os assentados bloquearam as entradas do PDS para
impedir a entrada de madeireiros. Em retaliação, um grupo de famílias
ligadas aos madeireiros fechou um trecho da rodovia Transamazônica na última
semana e deixou o assentamento isolado por algumas horas.

A tensão motivou o deslocamento de homens da Polícia Federal e da Força
Nacional de Segurança para a região para evitar um novo conflito entre
assentados e madeireiros, como o que há seis anos resultou na morte da
missionária.

A elaboração de um plano de manejo florestal sustentável para o PDS, outra
reivindicação dos assentados apresentada na audiência pública, deverá ser
encaminhada após a revisão ocupacional do assentamento, que o Incra retomou
na última semana.

Uma comissão com cinco representantes do instituto está fazendo um
levantamento das famílias que vivem na área, para avaliar quem está em
situação irregular.

Luana Lourenço - Agência Brasil

Mais uma descoberta no Pré-Sal da Bacia de Santos




A Petrobras comunica a realização de uma nova descoberta de petróleo de boqualidade nos reservatórios do pré-sal no bloco BM-S-9, em águas ultraprofundas da Bacia de Santos
 com a perfuração do poço 3-BRSA-861-SPS (3-SPS-74).
 
Informalmente denominado Carioca Nordeste, o poço está localizado em águasonde a profundidade é de 2.151metros e a 275 quilômetros do litoral do Estado de São Paulo
na área ,  de avaliação do poço Carioca – 1-BRSA-491-SPS(1-SPS-50) Análises 
preliminares comprovaram a extensão da acumulação que contém petróleo de alta 
qualidade (26º API), em reservatório de 200 metros, superior ao resultado do poço 
pioneiro perfurado na área.
 
O bloco BM-S-9 é formado por duas áreas de avaliação: uma, do poço 1-BRSA-594-SPS (1-SPS-55), informalmente denominado de Guará e outra do poço 1-BRSA-491-SPS (1-SPS-50), informalmente denominado de Carioca, onde se localiza o poço descobridor.
A Petrobras, que é a operadora, detém 45% dos interesses desta concessão. Osdemais parceiros do consórcio são as empresas BG Group, com 30% e Repsol com 25%.
  
O Consórcio dará continuidade aos investimentos previstos no Plano de Avaliação de Descoberta, apresentado para ANP em 2007, para confirmar as imensões e características
do reservatório, visando ao desenvolvimento do projeto e das atividades no pré-sal da Bacia de Santos.