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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Sindifrutas apresenta solução para regularizar endividamento


Mesmo tendo registrado crescimento econômico nos últimos cinco anos, o segmento da fruticultura ainda acumula perdas provocadas pela crise econômica mundial, que eclodiu no final de 2008. Os pequenos produtores foram os mais atingidos com a queda na demanda, o que obrigou muitos a contraírem dívidas para não pararem a produção.

Com o objetivo de apresentar soluções para que os fruticultores consigam se livrar das dívidas contraídas, o Sindicato da Indústria de Frutas e Derivados do Pará (Sindifrutas), trouxe a Belém, na última segunda-feira, 24, o presidente do Instituto de Frutas de Juazeiro, Ivan Pinto. O instituto, ligado ao pólo agrícola do Vale do São Francisco (que reúne produtores da Bahia e Pernambuco), é um dos maiores produtores de uva de mesa do Brasil e, com característica eminentemente exportadora, foi afetado diretamente com a queda na demanda no mercado internacional.

Segundo Ivan, que também é membro da comissão de fruticultura da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), o faturamento anual dos produtores do Vale é de R$ 225 milhões, nem um pouco irrelevante para o cenário econômico nacional, no entanto, os efeitos da crise, somados a desvalorização do câmbio e ao elevado custo da mão de obra, geraram um
endividamento de R$ 511.175 milhões. Mais de 50% do nosso custo é referente à mão de obra. Nos últimos anos, esse custo aumentou em 94%. Enquanto que em 2003, pagávamos o salário de um funcionário com a produção de 24 quilos de uva, em 2009 aumentou para 94 quilos. Algo impossível de ser aplicado
, explicou.

Para regularizar o endividamento, os produtores do Vale do São Francisco recorreram às instituições bancárias. A solução veio por meio da Resolução 3.899/2010, do Banco Central, que autorizou a composição de dívidas do crédito rural contraídas com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) por hortifruticultores e suas cooperativas e por empresas de produção de hortifrutícolas.

Mais de 70% do nosso passivo tinha como fonte o FNE. Essa foi uma solução para conseguirmos nos livrar do endividamento e conseguirmos crédito no mercado para expandir 

a produção, ressaltou Ivan.

De acordo com a presidente do Sindifrutas, Solange Motta, a experiência dos produtores do Vale do São Francisco servirá para regularizar o endividamento contraído por muitos produtores do Estado do Pará. Existem produtores que estão na mesma ou situação pior daquela verificada no Vale do São Francisco e, sem dúvida, essa experiência servirá para indicar o caminho das pedras.

Durante a apresentação do presidente do Instituto de Frutas de Juazeiro, o secretário de Estado de Projetos Estratégicos, Sidney Rosa, se comprometeu em levar para o núcleo do governo a atual situação dos produtores e ajudar as empresas filiadas ao Sindifrutas a buscarem soluções para o endividamento.

Este atual governo, assim como o senador Flexa Ribeiro   estão se apresentando como importantes parceiros do produtor rural, no caso, os fruticultores. Mas do que discutir o endividamento, eles buscam soluções práticas e eficientes para fomentar a atividade produtiva. Esperamos que, assim como aconteceu com os produtores do Vale do São Francisco, possamos resolver a questão da dívida e voltar a crescer, conclui Solange
.

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