Redirecionamento

javascript:void(0)

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Estado e Fundação Roberto Marinho incentivarão o uso sustentável da floresta

Uma parceria entre o governo do Pará e a Fundação Roberto Marinho vai incentivar uma nova forma de desenvolvimento de atividades ligadas ao manejo florestal no Estado. Na manhã desta sexta-feira (3), representantes de vários órgãos do governo paraense conheceram o projeto Florestabilidade: Educação para o Manejo Ambiental, uma iniciativa da Fundação Roberto Marinho que já formou mais de 5 milhões de brasileiros pelo programa educativo Telecurso.

O projeto pretende estimular em comunidades da Amazônia a opção por carreiras ligadas à gestão das florestas e difundir atividades econômicas sustentáveis. O conteúdo do projeto abordará as principais utilizações dos recursos florestais, nas áreas de produção e consumo, geração de ocupação e renda, e serviço ambiental.

O principal objetivo da Fundação é realizar um trabalho com o governo do Pará, por meio da assinatura de um termo de cooperação técnica, que permita a promoção de treinamentos para as comunidades que dependem da floresta para sobreviver.

O projeto deverá ser lançado no Pará em agosto de 2012, com uma aula inaugural em Belém. A primeira ação da programação do projeto é a identificação dos técnicos e polos de formação, e das estratégias de implantação do curso e material de apoio.

Andrea Margit, gerente de Meio Ambiente da Fundação Roberto Marinho, apresentou o projeto Florestabilidade: Educação para o Manejo Ambiental a representantes da Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção (Sedip), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e Instituto de Desenvolvimento Florestal do Pará (Ideflor).

Educação - O projeto, segundo Andrea Margit, visa utilizar a televisão como meio de educação, e não apenas de informação, utilizando a plataforma do telecurso como uma política pública, destinada a complementar a formação de comunidades, estudantes e profissionais, e dando um novo significado às atividades desenvolvidas na floresta.

A meta é que o projeto se torne um material pedagógico complementar, a ser utilizado pelas escolas estaduais, centros e associações comunitárias, inicialmente por dois anos, mas com possibilidade de ampliação. As atividades devem começar em 28 municípios do oeste do Pará, além de ações no Arquipélago do Marajó, em Belém e Paragominas, no nordeste paraense, que se tornou modelo estadual de município verde.

Segundo Andrea Margit, trazer o projeto para o Pará era um plano antigo. “Há bastante tempo nós queríamos realizar essa articulação com o Estado do Pará. Aqui é uma fonte de florestas e de biodiversidade, com uma população grande e comprometida em trabalhar pela conservação e pelo bom uso do patrimônio florestal. Nós tínhamos o compromisso de nos articular e de conseguir trazer para o Estado aquilo que é a nossa competência, ou seja, realizar programas de educação, desenvolver bons produtos para apoiar as políticas públicas de conservação e bom uso das florestas”, disse ela.

Municípios Verdes - Para Andrea Margit, o Programa Municípios Verdes, criado e implantado pelo governo do Pará em 2011, foi um atrativo a mais para a implantação do “Florestabilidade” no Estado, pois demonstra o compromisso e as prioridades públicas do governo local.

Segundo ela, esse é um cenário favorável à implantação do projeto, cujas instituições participantes trabalham juntas em favor da economia sustentável. “A parceria com as instituições governamentais é essencial, pois você só pode trabalhar num Estado com a construção de alianças com os governantes, com quem dirige as principais entidades e com quem desenvolve as políticas. Então, estamos aqui para nos alinhar e trazer inovação”, ressaltou.

A Emater é um dos órgãos do governo que poderá participar do projeto, com a capacitação de seus técnicos de extensão e das comunidades locais. “Nós vamos qualificar nossos extensionistas, para que aprimorem o manejo florestal e mostrem às comunidades que a floresta pode ser economicamente viável, com a preservação do meio ambiente”, disse a presidente da Emater, Cleide Amorim.

Seduc, Emater, Ideflor e Sedip contribuirão para a formação de um telecurso com a temática do manejo florestal na Amazônia, para formar cerca de 180 mil pessoas em toda a região. Só no Pará serão cerca de 160 mil beneficiados.

“Este projeto vem em boa hora, pois estamos tentando fazer com que a floresta em pé tenha um valor econômico para o manejo da madeira e para outros produtos que possam vir da floresta. É fundamental a capacitação para que esta economia florestal esteja a serviço especialmente das comunidades”, frisou Sidney Rosa, secretário Especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção. “Queremos estimular o manejo florestal nas comunidades ribeirinhas como uma grande fonte de renda”, acrescentou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário