Redirecionamento

javascript:void(0)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Economia e política ditam consciência sobre o clima

A economia e as orientações políticas ditam a preocupação sobre a mudança do clima, para um público que tem um nível de atenção notavelmente baixo para o tema, diz uma pesquisa. Eventos extremos e esforços de educação baseados na ciência têm “apenas um pequeno efeito.”

Em março de 1981, foi feita nos Estados Unidos a primeira pesquisa nacional sobre a mudança do clima – mil adultos fora perguntados se já “tinham ouvido falar ou lido sobre o efeito estufa.” Quatorze por cento disseram que “bastante” ou “o suficiente.” A maioria (62%) disse nunca ter ouvido falar do assunto.

Nos 30 anos seguintes, mais de 300 pesquisas rastrearam a opinião pública sobre o assunto, lembra o Daily Climate. A preocupação subiu e desceu, mas nunca foi mais que um pequeno ponto de luz na consciência da nação. Preocupações com o ambiente raramente estão entre as 20 mais importantes em pesquisas nacionais.

Agora, um grupo de sociólogos estudou estas pesquisas para conhecer os fatores que motivam a opinião pública na questão da mudança do clima. Um estudo publicado ontem no Climatic Change revela que a economia, talvez o que não surpreenda, é uma das maiores influências, seguida de perto pela “opinião das elites”- líderes políticos, celebridades, grupos militantes.

Eventos extremos e o esforço para aumentar o conhecimento científico têm impacto praticamente zero, concluiu o estudo. “Quando democratas falam publicamente sobre a necessidade de ação, o público aumenta sua percepção da seriedade do tema. Quando os republicanos votam contra leis ambientais, o público ajusta sua percepção da ameaça da mudança do clima para baixo,” diz o estudo.

Um resultado surpreendente da análise, disse Robert Brulle, chefe do estudo e sociólogo da Universidade Drexel, na Filadélfia, é a volatilidade da opinião pública. A preocupação com o aquecimento global é impulsionada por eventos correntes, e quase não tem relação com níveis passados de preocupação. Isto, diz Brulle, é um sinal de que os esforços de educacão não estão funcionando e devem ser repensados.”Além disso, segundo Ed Kaibach, diretor do Centro de Comunicação da Mudança do Clima da Universidade George Mason, “particularmente em tempos de dificuldade econômica, as pessoas estreitam seu horizonte de questionamento.”

Nenhum comentário:

Postar um comentário