A temperatura média global em 2011 foi de 14.52 graus centígrados. De acordo com a NASA, foi o nono ano mais quente em 132 anos de registros, apesar da influência resfriante dos padrões atmosféricos e de circulação oceânica do La Niña e uma radiação solar relativamente baixa. Desde os anos 1970, cada década subsequente ficou mais quente, e nove dos anos com temperaturas mais altas registradas ocorreram no século 21.
A temperatura média em cada ano é determinado por um número de fatores, incluindo a atividade solar e o status do fenômeno El Niño/La Niña. Mas os gases que ficam aprisionados na atmosfera, em grande parte pela queima de combustível fósseis, se tornaram uma força dominante, levando o clima da Terra para fora de seu padrão normal. O planeta está agora 0.8º C mais aquecido do que há um século. Este desvio traz consigo extremos um dia considerados uma anomalia, mas que correm o risco de se tornar a norma.Globalmente, 2011 foi o segundo ano mais úmido sobre o solo (o recorde foi em 2011). Mais dilúvios são esperados em um planeta mais quente: a cada aumento de temperatura de 1º C, a capacidade de umidade que a atmosfera pode manter crescer em 7%.
No mundo, sete países tiveram temperaturas mais altas de todo o tempo registrado: Armênia, China, Irã, Iraque, Kuwait, República do Congo e Zâmbia. Curiosamente, Zâmbia também foi o país que teve sua temperatura mais baixa – de – 9º C em junho. No Kuwait, os termômetros chegaram a marcar 5.3 º C, a temperatura mais alta já verificada no planeta em um mês de agosto. Ainda mais perigoso para o saúde do que o calor durante o dia, é sua manutenção durante a noite, o que não deixa o corpo descansar. O mínimo médio de 24 horas foi verificado em Oman em 2011 – 41.7º C.
Mesmo o Ártico teve um ano notavelmente morno, com uma temperatura recorde de 2.2º C acima da média para 1951.80. Barrrow, no Alasca, a cidade mais ao norte dos Estados Unidos, teve um recorde de 86 dias consecutivos de temperaturas de congelamento ou acima delas – muitos mais que o nível de 68 dias em 2009.
Na verdade, nos últimos 50 anos as temperaturas do Ártico subiram duas vezes mais rápido que a média global, derretendo gelo e permafrost. O gelo do mar está encolhendo mais rápido, caindo para seu segundo volume mais baixa e sua segunda menor área registrada durante o verão de 2011. O gelo também se afinou, e ficou mais vulnerável ao aquecimento. Cientistas prevêm um verão sem gelo no Ártico em 2030, ou antes disso.
O desaparecimento da capacidade do gelo de refletir a luz do sol expõe o mar escuro, que absorve calor mais depressa, aquecendo ainda mais a região. Isto resulta em uma cascata climática. A próxima Groenlândia, por exemplo, tem gelo o bastante para erguer o nível do mar em sete metros se for todo derretido, diz o Sustainablog.
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