Quando acontece um desastre, o Twitter é sempre o primeiro a saber. Agora, um novo estudo demonstrou que usar as atualizações no Twitter e websites de notícias para rastrear a irrupção de uma doença não é apenas mais rápido que métodos tradicionais - é também mais confiável.
Em um estudo publicado na edição de janeiro do American Journal of Tropical Medicine and Hygiene, pesquisadores examinaram a progressão da epidemia do cólera no Haiti depois do devastador terremoto de 2010.O chefe do estudo, Rumi Chunara, da Faculdade de Medicina de Harvard, usou um software chamado HealthMap para monitorar quantas vezes a epidemia foi mencionada online durante os primeiros cem dias – de 20 de outubro de 2010 a 28 de janeiro de 2011. A equipe de pesquisadores também examinou posts no Twitter que mencionavam a palavra cólera.
Eles descobriram 4.697 matérias online e 188.819 tweets. Usando estes dados, conseguiram monitorar a evolução da epidemia. Descobriram que informações tiradas destas fontes online ficaram muito próximas dos relatos oficiais, com dados de hospitais e clínicas de saúde. A única diferença, e enorme vantagem, é que os dados online estavam disponíveis em tempo quase real, duas semanas antes de relatos oficiais do ministério da saúde.
“As técnicas que empregamos podem ser usadas em todo o mundo como meio barato e eficiente de detectar rapidamente o estabelecimento de uma epidemia, e provocar a intervenção com vacinas e antibióticos,” diz Chunara, que trabalha no Hospital Infantil de Boston.
A epidemia do cólera no Haiti já matou mais de 6.500 pessoas, de acordo com o estudo. Dados do Twitter já foram usados para rastrear vacinações nos EUA, o progresso de doenças como a pandemia de gripe suína de 2009 e a dengue no Brasil, informa a New Scientist.
Via Planeta Sustentavél
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