Na segunda-feira (10/01), às 20:00, o trânsito da cidade de São Paulo já regressara à normalidade. O Pontilhão sobre a Favela do Moinho, atingida há algumas semanas por um lamentável incêndio e depois na mídia em face de uma implosão mal planejada, estava repleto de veículos, e, por alguns momentos, em sua faixa da direita, alguns carros viam-se obrigados a invadir bruscamente a faixa do meio – o que poderia desencadear inúmeros problemas –, e depois, retornar à anterior.
A cidade de São Paulo ainda tem muito a aprender no que diz respeito à construção e à utilização de ciclovias. Já não basta a propensão tupiniquim de uma pessoa por veículo e de, ao invés de caminhar, preferir ligar o carro para ir à padaria localizada a duas quadras de casa, o número de ciclovias continua ínfimo ao necessário.
Contudo, o investimento é perceptível, como no caso da Ciclovia Rio Pinheiros, que atualmente conta com 14 km e três entradas: na Avenida Miguel Yunes, em Interlagos e nas estações Jurubatura e Vila Olímpia da CPTM. Pontos com água e proteção para no caso de chuvas, ou mesmo para o conserto da bicicleta ainda se fazem necessários, mas sua extensão em mais de 6,4 km ainda é o desejo primordial da classe ciclística. Ainda em relação às ciclovias, isto é, espaços exclusivos aos ciclistas, há a ciclovia Sumaré, a qual interliga, com 1,4 km de extensão, a Avenida Henrique Schaumann ao Parque Antártica.
Ambas, com destaque à primeira, quando esta estiver melhor estruturada, podem interessar bastante aos ciclistas que pretendem fazer uso de suas magrelas para ir e voltar do trabalho. Em relação às ciclofaixas, espaços pintados, mas não exclusivos ao uso de bicicletas, uma ótima opção é a que liga o Parque do Ibirapuera, o Parque do Povo e o Parque Villa-Lobos, com seu trecho de 45 km. O espaço é utilizado normalmente por famílias e grupos de amigos em domingos e feriados, entre às 7h e às 16h.
Dessa forma, é patente o investimento. Infelizmente, como se pode depreender, ele ainda é pequeno em relação ao tamanho da cidade de São Paulo. Mesmo assim, é sempre cativante vê-lo acontecer em diferentes partes, o que facilita a vida tanto de ciclistas quanto de motoristas. Sem dúvida, se mais trechos já estivessem prontos, o início de confusão que se instaurou acima da Favela do Moinho não ocorreria. Felizmente, nessa situação, todos foram calmos , educados, prudente e conscientes. Talvez, sendo assim, nem precisaríamos de ciclovias.
De se pensar.
Via Blog do Rancho
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