Qualquer incentivo dado à energia renovável por países que abandonam a energia nuclear depois do desastre de Fukushima pode ser ser anulado por um grande aumento no uso do carvão, com consequências devastadoras para a luta contra a mudança do clima.
A Alemanha tem planos de abandonar a energia nuclear até 2022, e a Suíça tem metas semelhantes. Enquanto isso, países como Japão, França e China fizeram cortes em seus programas deste o desastre.
Birol disse que a intenção de substituir a energia nuclear por renováveis era ousada, mas afirmou que na verdade os países iriam intensificar o uso de carvão para cobrir a demanda.”Vamos ter níveis maiores de CO2 se abandonarmos uma das tecnologias importantes que nos ajudam na mudança do clima,” disse ele, segundo o Business Green, acrescentando que as previsões da IEA são de que as emissões ficarão 6.2% maiores até 2035 como resultado de alterações em políticas.
Falando logo depois de análises de que o crescimento do setor de energia renovável pode desacelerar nos próximos anos como resultado de medidas de autoridade em todo o mundo, Birol afirmou que metade do crescimento da geração global de energia na última década veio do carvão. Ele também reafirmou o pedido da IEA de que sejam eliminados gradativamente os U$ 409 bilhões em subsídios dados todo ano à indústria de combustível fóssil. “Não funciona querermos renováveis e ao mesmo tempo dar subsídios ã energia fóssil. É como sair para correr e depois almoçar junk-food.”
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