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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Fim da energia nuclear pode aumentar emissões

Qualquer incentivo dado à energia renovável por países que abandonam a energia nuclear depois do desastre de Fukushima pode ser ser anulado por um grande aumento no uso do carvão, com consequências devastadoras para a luta contra a mudança do clima.

Esta foi a mensagem transmitida ontem no World Future Energy Summit em Abu Dhabi por Fatih Birol, economista chefe da conservadora Agência Internacional de Energia (IEA). Ele advertiu que aqueles países que estão desligando suas usinas nucleares provavelmente terão um aumento de emissões de gases estufa no curto ou médio prazo.

A Alemanha tem planos de abandonar a energia nuclear até 2022, e a Suíça tem metas semelhantes. Enquanto isso, países como Japão, França e China fizeram cortes em seus programas deste o desastre.

Birol disse que a intenção de substituir a energia nuclear por renováveis era ousada, mas afirmou que na verdade os países iriam intensificar o uso de carvão para cobrir a demanda.”Vamos ter níveis maiores de CO2 se abandonarmos uma das tecnologias importantes que nos ajudam na mudança do clima,” disse ele, segundo o Business Green, acrescentando que as previsões da IEA são de que as emissões ficarão 6.2% maiores até 2035 como resultado de alterações em políticas.

Falando logo depois de análises de que o crescimento do setor de energia renovável pode desacelerar nos próximos anos como resultado de medidas de autoridade em todo o mundo, Birol afirmou que metade do crescimento da geração global de energia na última década veio do carvão. Ele também reafirmou o pedido da IEA de que sejam eliminados gradativamente os U$ 409 bilhões em subsídios dados todo ano à indústria de combustível fóssil. “Não funciona querermos renováveis e ao mesmo tempo dar subsídios ã energia fóssil. É como sair para correr e depois almoçar junk-food.”

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