“O clima de incerteza mundial, originado principalmente pela volatilidade econômica na Europa e nos Estados Unidos, tem atraído a atenção dos investidores lá fora para o Brasil. As perspectivas de crescimento econômico no país, mesmo que mais moderadas, se mantém. O governo tem sinalizado que, por meio de uma política monetária mais maleável e seguindo com a mesma política fiscal, tentará retomar o crescimento, mesmo com um cenário internacional de crise.”, diz Javier Martinez, responsável pelo IBR na América Latina.
Além do Brasil, os únicos países onde o otimismo cresceu foram Armênia (16 p.p), Grécia (10 p.p), China (8 p.p), Irlanda (6 p.p), Nova Zelândia (4 p.p) e Estados Unidos (3p.p). O país mais otimista é a Geórgia (78%) e o mais pessimista continua sendo o Japão (-71%), seguido pela Espanha (-62%), ambos apresentando novamente queda no otimismo em relação ao último trimestre (-2 p.p e -28 p.p, respectivamente). Entre os países que apresentaram maiores quedas no otimismo estão Tailândia (-94 p.p), Malásia (-60 p.p) e Singapura (-41 p.p).
Na América Latina o otimismo aumentou também em relação ao último trimestre (+7 p.p) para 61%, assim como entre os países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) que apresentaram uma elevação de 9 pontos percentuais na comparação com o terceiro trimestre para 24%. Se comparado com o mesmo período do ano passado, o otimismo do empresariado registrou elevação de 14 e 20 p.p, respectivamente.
Já na Zona do Euro o otimismo caiu 18 pontos percentuais para -16%. A Ásia apresentou a maior queda (-52 p.p), com nenhum empresário otimista com relação à economia no ano que vem.
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