A Bolsa acredita que a medida, intitulada “Relate ou Explique”, permitirá uma adesão progressiva das companhias à prática de reportar informações e resultados relacionados às dimensões social, ambiental e de governança corporativa. A meta é disponibilizar ao público esse banco de dados das empresas listadas brasileiras na Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorrerá no Rio de Janeiro, de 20 a 22 de julho. Realizado 20 anos depois da histórica Conferência do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento de 1992, o evento terá como um dos temas principais a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza.
Para facilitar a adoção dessa medida por parte de empresas não familiarizadas com o assunto, a BM&FBovespa promoverá, nos dias 17, 19 e 20 de janeiro, workshops de capacitação para produção de relatórios de sustentabilidade. Os encontros serão organizados em parceria com a Global Reporting Initiative (GRI) – organização não governamental, com sede em Amsterdã, Holanda –, responsável pelas diretrizes mais utilizadas internacionalmente para a elaboração desses relatórios. A própria BM&FBovespa, em 2010, tornou-se a segunda Bolsa do mundo e a primeira das Américas a adotar o modelo GRI em seu Relatório Anual.
Movimento internacional
Ao recomendar o modelo "Relate ou Explique", a BM&FBovespa contribui para reforçar um movimento crescente no mercado de capitais internacional. A publicação de relatórios de sustentabilidade ou similares por empresas de capital aberto foi adotada como critério de listagem, em 2010, pela Bolsa de Johannesburgo, na África do Sul. É também obrigatória para companhias listadas na França e na Dinamarca e para empresas de controle estatal na Suécia. Além disso, a Comunidade Europeia estuda essa regulamentação para colocá-la em prática por todos os estados-membros em 2012.
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