Agentes do Ibama multaram esta semana as empresas Siderúrgica do Pará (Sidepar), Companhia Siderúrgica do Pará (Cosipar) e Siderúrgica Ibérica Cosipar, todas com sede da cidade de Marabá. As empresas são acusadas da aquisição de 946 mil metros de carvão de desmatamento (cerca de 19 mil caminhões cheios) nos últimos quatro anos. As multas são resultado da segunda etapa da Operação Saldo Negro, que fiscaliza o setor carvoeiro do Pará.
Durante a fiscalização, o instituto apreendeu 18,7 mil metros de carvão nativo (cerca de 134 caminhões) e 39,5 mil toneladas de ferro-gusa encontrados nos estoques das indústrias. Outras 10 mil toneladas de ferro-gusa da Sidepar e 28 toneladas da Cosipar, produzidas com carvão ilegal, foram apreendidas no entreposto de uma mineradora, de onde seriam transportadas por ferrovia até o Maranhão e, de lá, de navio para os Estados Unidos.
Além de embargadas, as carvoarias tiveram o acesso ao Sisflora bloqueado e foram multadas em R$ 301 milhões por emitir Guias Florestais fraudadas para acobertar a venda de um milhão de metros de carvão de desmatamento. "Nenhuma estava fora do esquema. O setor carvoeiro do Pará está comprometido", explica o chefe da Divisão de Fiscalização do Ibama em Marabá, Luciano Silva.
Na Sidepar, o Ibama encontrou as maiores ilegalidades no uso do carvão nativo. A siderúrgica, que recebeu 671 mil metros de carvão de desmatamento com Guias Florestais fraudadas de 25 carvoarias (11 delas fantasmas e 14 de fachada), acabou autuada em R$ 201 milhões. A empresa também era a única que utilizava frota própria para buscar o carvão ilegal nas carvoarias clandestinas.
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