Um projeto experimental com feijão caupi realizado no assentamento de Anauerapucu, distante seis quilômetros da cidade de Santana, está mudando a vida dos agricultores da região. Em apenas um hectare plantado o agricultor Raimundo José, o Ceará, chegou a lucrar na primeira colheita cerca de R$ 10 mil. O sistema de irrigação é um dos pontos positivos do plantio.
Para o presidente da Associação dos Assentados do Anauerapucú, Francisco Rosivaldo, o Nenê, a parceria firmada com a Embrapa Amapá – que desenvolveu o feijão especialmente para o Estado, tem sido positiva em todos os sentidos. “Esse feijão pode ser colhido em 75 dias após seu plantio se for seco. No caso de ser colhido ainda verde o tempo reduz para 50 dias. A venda no mercado é garantida” disse.
Representantes do governo do Estado foram até o assentamento conhecer de perto o sistema simples, mas revolucionário e ficaram impressionados com o resultado. Diante disso, foi assinado um convênio na ordem de R$ 156 mil com a associação. O dinheiro será rateado entre 44 agricultores diretos e servirá para custear despesas com o preparo do solo e insumos agrícolas.
Conhecida como Unidade Pedagógica, a área experimental é muito fértil. Ceará diz que o feijão se tornou “a menina dos olhos dele”. Porém, ele também manterá o plantio de outras espécies como o maracujá. “Estamos vivendo uma nova era a partir do plantio do feijão caupi. Espero que esse projeto possa ser levado para outros assentamentos e regiões do estado para que possamos nos tornar, quem sabe, exportadores futuramente” comemora o agricultor.
De acordo com o pesquisador da Embrapa Amapá, Emanuel Cavalcanti, essa transferência de tecnologia simples, mas muito bem elaborada, significa um grande avanço no setor produtivo do estado. “Estamos levando até essas pessoas um projeto que foi pesquisado por muito tempo e que tem se mostrado satisfatório a partir da Unidade Pedagógica. Tenho certeza que logo outros produtores terão a mesma oportunidade. A vida no campo certamente sofrerá um impacto altamente positivo” revela o pesquisador que tem mais de 30 anos de profissão.
Fonte: Diário do Amapá
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