Todo mundo que tem carro sofre com os preços cada vez mais altos dos combustíveis. Além de cara, a gasolina é poluente. O petróleo, sua matéria-prima, vai acabar num futuro não tão distante, transformando a descoberta de novas e renováveis fontes de energia numa das questões mais urgentes da humanidade. Já discutimos neste blog uma série de alternativas viáveis a esses problemas, mas esta é surpreendente: um carro movido a ar – ar comprimido, mais especificamente.
A ideia nasceu da observação de Guy Nègre, engenheiro francês que trabalhou na Fórmula 1, nos anos 1980. A conclusão a que chegou durante sua experiência na categoria mais famosa do automobilismo internacional é lógica: se a partida dos carros de competição era feita a partir de ar comprimido, por que este mesmo conceito não poderia ser aplicado aos veículos de passeio?Assim nasceu a MDI International, que já fabrica três automóveis movidos a ar comprimido. O MiniCat e o CityCat têm carroceria de fibra de vidro, podem atingir velocidades de até 110 km/h e chegam a 200 quilômetros de autonomia. Os proprietários podem reabastecê-los em estações que contêm compressores industriais ou, mais comodamente, em casa mesmo. Há um pequeno compressor no próprio carro que permite o reabastecimento (neste caso, o processo leva quatro horas).
O AirPod – ou Air Car – roda até 220 quilômetros, mas, por enquanto, chega à velocidade máxima de 70 km/h. No entanto, seu reabastecimento é bastante simples: pode ser feito por uma tomada elétrica comum (o carregamento completo leva oito horas) ou em apenas dois minutos numa estação de ar comprimido – a mesma que já existe em qualquer posto de gasolina e que serve para encher os pneus dos veículos.
Como a MDI International foi adquirida pela Tata Motors, a maior empresa de automóveis da Índia, a produção desses carros alternativos em larga escala se tornou viável. Há previsão de lançamento dos veículos ainda neste ano em 12 países, inclusive Austrália, França e Estados Unidos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário