O Ministério Público Federal (MPF) em Ji-Paraná (RO) conseguiu na Justiça o fechamento de nove madeireiras que extraíam ilegalmente grandes quantidades de madeiras nobres de três terras indígenas. Além da paralisação imediata das madeireiras, a Justiça Federal também proibiu a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sedam) de movimentar saldos de madeira no sistema Sisflona e determinou a suspensão das licenças ambientais emitidas por aquela Secretaria. O descumprimento poderá ser punido com multa diária de R$ 5 mil.
No pedido à Justiça, o procurador da República Daniel Fontenele argumentou que as licenças ambientais para as madeireiras de Boa Vista do Pacarana deveriam passar pelo crivo do Ibama. Segundo ele, o plano de manejo florestal regular mais próximo de Boa Vista do Pacarana está a 25 quilômetros e também não possui madeira suficiente para justificar a grande quantidade de matéria prima que é processada e estocada diariamente nas madeireiras do distrito.
“A situação verificada em Pacarana é emblemática de uma controvérsia relevante: as etnias indígenas envolvidas atualmente buscam captar recursos derivados da manutenção de suas as florestas (projetos de captação de créditos de carbono) enquanto que as autorizações de funcionamento de empreendimentos madeireiros concedidas pelo Estado de Rondônia, em posição diametralmente oposta, possibilitam a exploração econômica fundada na devastação ambiental desse mesmo território”, disse o procurador. Para Fontenele, a decisão judicial concedida pela Justiça Federal é importante tanto do ponto de vista ambiental quanto em relação à proteção das terras indígenas.
Fonte: Procuradoria da República em Rondônia
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