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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Energia renovável na luta contra a pobreza

Tecnologias de energia renovável (TERs) podem ajudar na luta contra a pobreza e também mitigar os efeitos da mudança do clima, diz o relatório Tecnologia e Inovação: Alimentando o Desenvolvimento, segundo o Observer.

Quando adotadas como alternativas a fontes convencionais de energia, que dependem muito das conexões à grade, elas podem dar acesso a energia a populações urbanas e rurais de países pobres.

A eletrificação em Uganda, por exemplo, ainda é miseravelmente baixa: chega a 11% nacionalmente e a apenas 4% das áreas rurais. Mais de três quartos dos ugandenses vivem em áreas rurais, onde há pouco fornecimento de energia.

“Embora haja problemas de intermitência associada a algumas das TERs, como energia solar onde o sol está disponível apenas por algumas horas, as tecnologias são versáteis porque podem ser usadas em várias configurações, ou sozinhas ou numa combinação com tecnologias convencionais”, diz o estudo.

Além disso, as TERs são cruciais para os esforços globais de mitigar efeitos da mudança do clima, uma vez que elas emitem menos gases estufa.

O relatório nota que a energia gerada pela queima de combustíveis fósseis causa diversas emissões perigosas, inclusive de micropartículas, óxidos de enxofre e nitrogênio, hidrocarbonos voláteis e gases estufa, o que leva a problemas de saúde. Mas estes custos resultantes destas emissões não são levados em contra na precificação dos combustíveis fósseis.

Os benefícios das TERs são enormes para usuários finais: elas fornecem energia para cozinhar e para as tarefas básicas nos lares, e para que homens e mulheres se envolvam em atividades econômicas. Isto pode incentivar o crescimento e o desenvolvimento.

Embora os custos iniciais das TERs sejam altos, fazem sentido no longo prazo. No caso de Uganda, as tarifas de energia subiram 76% nos últimos seis anos. Mas o relatório aconselha que a vontade política do governo e o progresso tecnológico sejam integrados a políticas nacionais e internacionais para determinar a adoção de energia renovável.

Via Planeta Sustentável

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