A crise mundial não será nenhuma "catástrofe" para a indústria do petróleo, segundo o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli. Para ele, as empresas do setor não mudarão seus planos devido ao abalo econômico pelo qual economias de países desenvolvidos vêm passando.
"Não estou considerando que haja um terremoto. Temos instabilidade na Europa, retomada lenta nos Estados Unidos e problemas na economia japonesa. Mas não estamos trabalhando com nenhuma catástrofe. Nesse cenário, a crise financeira não é nenhum problema para a indústria do petróleo", afirmou o executivo, durante café da manhã com jornalistas, na sede da empresa, no Rio.Na visão de Gabrielli, não há expectativa da redução da demanda por petróleo em 2012. Ele lembrou que grandes mercados emergentes, como China, Índia e Brasil, mantêm previsões de expansão do mercado de derivados.
Ao comentar sobre o cenário interno, o diretor de abastecimento e refino da companhia, Paulo Roberto Costa, destacou que a demanda por combustíveis continuará tendo um "crescimento substancial". Ele lembrou que a expectativa é que algo próximo de 3,5 milhões de novos veículos entrem no mercado no ano que vem.
De janeiro a novembro, o consumo de combustíveis subiu 8%, na comparação com igual período em 2010. O destaque é a expansão da demanda por gasolina, que avançou 23,2% de janeiro a novembro. Em 2010, o consumo desse derivado de petróleo tinha aumentado 18%.
"Quando apresento esses números fora do Brasil, ninguém acredita. É um tremendo crescimento", comemorou Costa.
O consumo de óleo diesel no país teve expansão de 9,3% de janeiro a novembro. Geralmente, a demanda por diesel cresce próximo ao movimento do PIB (Produto Interno Bruto), o que não acontece esse ano.
Ele admitiu que ainda haverá problemas no abastecimento de álcool, cuja consumo segue em queda há dois anos, diante dos altos preços.
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