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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Araguaia-Tocantins vai ser implantada, afirma a ministra do Planejamento

Comandada pelo governador Simão Jatene, a bancada federal paraense se reuniu, ontem, com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, para solicitar, mais uma vez, que sejam retomadas as obras de derrocamento do Pedral do Lourenço, no município de Marabá. A obra, retirada do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em agosto deste ano, é fundamental para a viabilidade da hidrovia Araguaia-Tocantins. Sem essa hidrovia, as eclusas da usina hidrelétrica de Tucuruí, inauguradas em 2010, só podem ser utilizadas em um curto período do ano. A ministra garantiu ao governador e parlamentares paraenses que as obras de viabilidade da hidrovia serão realizadas, seja pelo próprio governo federal ou pela mineradora Vale.

Na última semana, o presidente da Vale, Murilo Ferreira, esteve em Belém e anunciou que a empresa já verifica alternativas para escoar a produção da Aços Laminados do Pará (Alpa), a siderúrgica a ser instalada em Marabá. E que o projeto está atrasado justamente pela indefinição das obras da hidrovia. "Assim que o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) me mostrou as notícias na última semana, entramos em contato com a Vale para saber do que se tratava e posso assegurar: a siderúrgica irá ser feita pela Vale. Assim como as obras de derrocamento da hidrovia. Apenas estamos redefinindo de quem será a responsabilidade", disse a ministra. "Tiramos inicialmente do PAC para fazer uma reavaliação, uma vez que achamos um orçamento na licitação um pouco alto. Feito isso, vamos falar novamente com a Vale", explicou.

Questionada por Flexa Ribeiro sobre um prazo para que as conversações com a Vale cheguem ao final, a ministra disse que, até o fim de janeiro de 2012, a revisão do projeto pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) estará concluída. Após isso, serão retomados os contatos com a Vale. "Os estudos foram refeitos e o Dnit irá apresentar a avaliação do projeto em janeiro. Então, teremos uma nova conversa com a Vale e certamente vamos abordar essa questão da regulação, para que a hidrovia possa ser usada por todos, sejam quem for a operadora", disse Miriam Belchior.

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