"A reabilitação de áreas degradadas é complexa e lenta, portanto, queremos reduzir esse tempo a partir do desenvolvimento dessa tecnologia. Nosso objetivo é realizar a recuperação das áreas em menos tempo e com mudas mais resistentes", explica André Luiz, gerente de meio ambiente da Vale.
O uso do fungos, associados a raízes de espécies da Amazônia, possibilitam desenvolver plantas mais resistentes e com crescimento acelerado. Para se ter uma ideia, as mudas que antes levavam 90 dias para atingir o tamanho ideal (50 cm de altura) agora gastam apenas a metade do tempo. Com isso, o processo de recuperação de áreas mineradas, em projetos da Vale, poderá ser feito com mais rapidez.
As espécies nativas paricá, cajá, pau de viola e pata de vaca foram escolhidas nesta primeira fase por apresentarem, naturalmente, rápido crescimento. Além de se desenvolverem rapidamente, as plantas têm maior resistência em relação às produzidas pelo método convencional. "Os fungos atuam como agentes biotecnológicos importantes na conservação da capacidade produtiva do solo. Eles promovem o aumento de tolerância às doenças, pragas e à seca, além de otimizar a reciclagem de nutrientes e possibilitar a redução de insumos e energia", explica Thiago Morais, analista de meio ambiente da Vale.
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