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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Queda não reduz confiança do setor sucroenergético

Mesmo com a quebra na safra da colheita da cana-de-açúcar e a parada antecipada das usinas, após três quedas consecutivas no ano, o índice de confiança dos fornecedores do setor sucroenergético, medido no último bimestre, voltou a subir, passando de 0,52 em agosto, para 0,56 em outubro. 

O resultado faz parte de pesquisa Multiplus/Fundace realizada pelo Programa de Pesquisa em Agronegócios (AgroFEA) da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEARP) da USP. Segundo o professor Maurício Jorge Pinto de Souza, da FEARP e coordenador do AgroFEA, o aumento no índice se deve, principalmente, à expectativa dos gestores 
de um período mais favorável para os negócios nos próximos meses. 

“Esse resultado reflete, principalmente, a expectativa com relação ao período de entressafra que se inicia ao final do ano e aumenta a demanda das empresas fornecedoras de máquinas e equipamentos para o setor”, afirma o professor. “Além da retomada dos investimentos no período da entressafra, outro fator que explica esse aumento de confiança é que algumas empresas do setor estão atendendo a demanda de outros setores da economia, como petróleo-gás e a indústria de celulose e, ainda, a expectativa dos gestores é que a demanda desses setores continue aquecida”. 

O resultado final, 0,56 pontos, é formado pela média ponderada de outros dois índices, o “Índice de Condições Atuais”, com peso 1, e que teve resultado de 0,47 pontos, mesmo índice da última rodada, e o “Índice de Expectativas”, de peso 2., que obteve 0,60, um aumento de 0,05 pontos, em relação a última pesquisa, em agosto. Para cada um deles, o gestor aponta sua visão sobre a Economia Brasileira, o Sistema Agroindustrial Sucroenergético, os Fornecedores do Setor e a Empresa da qual participa. 

No Índice de Condições Atuais, o empresário responde se houve muita piora, se não se alterou, se melhorou ou melhorou muito. Nesse item a variável Economia Brasileira apresentou uma ligeira queda que, de acordo com os entrevistados, deve-se à crise mundial, que reflete em menor demanda por exportações, maior volatilidade do câmbio e maior cautela para novos investimentos. 

Variação 

Na análise do setor sucroenergético e seus fornecedores os resultados foram de 0,46 e 0,44, respectivamente, uma variação de apenas um ponto para cima em relação a última pesquisa. Já a variável referente às empresas alcançou 0,56, uma queda de um ponto percentual, demonstrando certa satisfação dos gestores em relação ao período atual. 

Para o Índice de Expectativa, o empresário responde se está muito pessimista, pessimista, se acredita que deve permanecer a mesma situação, se está confiante ou muito confiante. No último bimestre, todas as variáveis que compõem o Índice de Expectativa dos gestores, apresentaram um aumento, com uma elevação que chegou a 9,1%, segundo os pesquisadores. 

Mesmo com toda essa euforia, diz o professor Maurício, os fornecedores se mostraram bastante preocupados com a situação da economia em geral, principalmente com a possibilidade de crise e seus efeitos. Durante o mesmo período, a confiança do empresariado industrial brasileiro, medida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), teve uma queda de 1,8 pontos, ficando em 0,54 pontos. Foram criados índices específicos para essa avaliação que acontece bimestralmente, com indicadores que variam de 0,00 a 1,00. Valores acima de 0,50 pontos, segundo os pesquisadores, já indicam empresários confiantes. 

Os pesquisadores aplicam um questionário para gestores de todo o território nacional, sobretudo nas regiões Nordeste, Sul e Sudeste, em especial no estado de São Paulo. Nesta última rodada foram entrevistadas 105 empresas. Essa é a quinta rodada de pesquisas sobre o Índice de Confiança dos Fornecedores do setor sucroenergético, em parceria entre a empresa Multiplus 
Feiras e Eventos e a Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace), órgão de apoio institucional a FEARP.

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