Três das maiores concessionárias de energia europeias pediram anteontem que a União Européia estabeleça metas vinculantes do clima para 2030, para fechar uma “significativa brecha nas políticas” e dar a certeza necessária a grandes investimentos em energia limpa e infra-estrutura.
No entanto, fracassaram tentativas recentes da Grã-Bretanha, França, Alemanha e da comissária do clima Connie Hedegaard de estender as metas – para desalento das empresas que as apoiaram. Como resultado, crescem as preocupações de que empresas de energia estejam sendo instadas a investir em infraestrutura que vai durar décadas, sem a certeza suficiente sobre o quadro político pós-2020.
As três companhias divulgaram uma declaração alertando que decisões cruciais de investimento serão adiadas ou abandonadas, sem mais clareza sobre planos europeus de descarbonização da economia após 2020. “É essencial fechar esta brecha em políticas entre 2020 e 2050, para permitir que a indústria crie um caminho viável e sustentável de cortes de redução de 80-95% das emissões de carbono até 2050, o que é o objetivo europeu”, diz a declaração.
Nas próximas semanas, a Comissão Européia deverá divulgar o esperado Energy Roadmap 2050, que vai apresentar diferentes cenários de descarbonização na Europa e formatar a política de energia futura, informa o Business Green.
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