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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Dúvidas fragilizam iniciativas ambientais

Virtualmente 100% dos cientistas do clima que estão ativos e publicando trabalhos concordam que o planeta está aquecendo, e que os humanos têm papel importante nisso.

Uma pesquisa de 2010 mostrou que 90% de 3.416 cientistas entrevistados em todo o mundo acreditavam que as temperaturas globais médias subiram nos dois últimos séculos, e 82% concordaram que emissões de gases estufa de atividades humanas são um indutor significativo.

Ainda assim, os americanos não acreditam.


Influenciados pelo que alguns chamam de “campanha de desinformação” sobre a questão do clima, 45% dos americanos agora acreditam que a maioria dos cientistas permanecem enredados em um amplo desacordo sobre a realidade do aquecimento global. Cerca de 5% vão além e acham que cientistas na verdade desmentem que a mudança do clima existe.

E estes que duvidam – e cujas premissas sobre o estado da ciência do clima são em grande parte falsas – são muito menos abertos a políticas públicas que possam reduzir a produção de gases estufa ou mitigar o aquecimento global, de acordo com novo estudo no Nature Climate Change.

“O desconhecimento da extensão da concordância acadêmica sobre a mudança do clima é importante, porque ele mina a certeza das pessoas de que ela está acontecendo, o que por sua vez reduz sua convicção de que os EUA deveriam encontrar meios de lidar com o problema”, disse o co-author Edward Maiabch, diretor do Centro para a Mudança do Clima na Universidade George Mason.

“Não é um acidente que tantos americanos estão enganados sobre a ampla concordância científica sobre a mudança do clima. Uma campanha de desinformação bem financiada criou deliberadamente um mito sobre a falta de acordo. A comunidade científica tem de tomar todas as medidas razoáveis para aposentar este mito”.

Tais noções têm penetração porque não há um consenso unânime entre cientistas que não são especializados no clima, mas se sentem no direito de opinar sobre o tema. A pesquisa de 2010, por exemplo, descobriu que apenas 47% dos geólogos do petróleo e 64% dos meteorologistas profissionais endossam a ligação entre atividade humana e mudança do clima – comparados a 97% dos cientistas do clima.

“A resposta dos geólogos do petróleo não é uma surpresa, mas a dos meteorologistas é muito interessante”, afirmou o co-autor Peter Doran, da Universidade de Illinois em Chicago. “Grande parte do público pensa que os meteorologistas conhecem o clima, mas a maior parte deles na verdade estuda fenômenos de prazo muito curto”, disse ele, segundo o Alaska Dispatch.

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