O diretor do departamento de Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, embaixador André Corrêa do Lago, disse ontem (23) que o segundo período de compromisso para cumprimento do Protocolo de Quioto precisa ser definido na 17ª Conferência das Partes na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-17). O encontro será realizado este mês em Durban, na África do Sul.
Durante coletiva de imprensa, Corrêa do Lago lembrou que o primeiro período de compromisso, estabelecido pelos países, foi de 2008 a 2012. “A questão do tempo é chave e, por isso, o segundo período de compromisso tem um valor específico”, explicou.
Segundo Corrêa do Lago, uma das estratégias sondadas por governos como Estados Unidos, Japão e Rússia é derrubar o Protocolo de Quioto e conseguir um novo acordo, que inclua também a participação de países como o Brasil. Caso o documento seja anulado, ele alertou para a possibilidade de que nunca mais se consiga um novo acordo – apenas avanços em compromissos voluntários.
“Todos dizem querer um resultado equilibrado em Durban. O que o Brasil considera equilibrado seria a aprovação do segundo período de compromisso que deve se estender até 2020, mesmo com um número menor de países”, disse. “Nenhum país quer sair do [Protocolo] de Quioto para fazer mais do que faria. Todo mundo quer fazer menos”, completou.
Reportagem de Paula Laboissière, da Agência Brasil.
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