Se o total de aço utilizado na construção de Belo Monte fosse transformado em barras de seis metros e emendadas umas às outras, seria possível dar 5 voltas na terra pela linha do Equador. A grandiosidade da obra só é proporcional à quantidade de demandas que incita, dentre as quais destacam-se as trabalhistas. Com capacidade máxima para alojar 22.200 pessoas no pico dos serviços para a instalação da usina, para cuidar de Belo Monte foi designada pelo Ministério Público do Trabalho da 8ª Região uma comissão de procuradores que acompanhará de perto a evolução dos trabalhos na região do Xingu.
Os procuradores visitaram ainda o sítio Belo Monte, atualmente o mais avançado do empreendimento. Com acampamento provisório para trabalhadores já instalado, Belo Monte é onde funcionará a casa de força principal da hidrelétrica. A comissão pode presenciar o andamento das obras de construção dos alojamentos definitivos, conhecer o funcionamento da dinâmica de trabalho no local e sugerir melhorias. Durante a visita, o MPT fez recomendações quanto às condições de alojamento dos trabalhadores e advertiu os responsáveis pelo investimento quanto à necessidade de rigor no acompanhamento das empresas terceirizadas.
A próxima visita do MPT à Altamira está agendada para o ano que vem.
Fonte: Ministério Público do Trabalho no Pará
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