Marcelo Siena, presidente do Conselho Consultivo da Anatel. À direita, Elisan Costa, provedor em Curitiba, aposta em preços competitivos
Nos últimos 12 meses, a base de clientes de banda larga cresceu 49%, com a entrada de 15,5 milhões de usuários. A pesquisa da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil) revela ainda que, entre janeiro e junho, foram ativadas 8,5 milhões de novas conexões. Com o resultado, o setor fechou o semestre com 43,7 milhões de acessos. A banda larga móvel cresceu 67% no período, chegando a 27,9 milhões de acessos em junho de 2011. As estatísticas deverão apresentar maior crescimento a partir de outubro quando já estará disponível o acesso à internet com preços de R$ 35 por 1 Megabyte de velocidade, como está previsto no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).
A popularização do acesso à internet tem sido encarada pelos pequenos provedores como uma oportunidade de negócios. Eles já começaram a discutir estratégias para aproveitar o momento em encontros coordenados pela Redetelesul, criada em 2007, na cidade de Maringá, e que reúne provedores do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. O mais recente aconteceu nesta quarta-feira (27), em Curitiba, na sede da Associação Comercial do Paraná. O presidente da entidade, Marcelo Siena, e que também preside o Conselho Consultivo da Anatel - Agência Nacional de Telecomunicações, acredita que a internet popular vai aquecer o mercado, o que será muito oportuno aos provedores, porque na cadeia de acesso à rede mundial de computadores, eles são os responsáveis pelo acesso para o usuário final.
Outro dado que reforça a importância dos provedores na cadeia de acesso à internet diz respeito a uma pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil. De acordo com Siena, o levantamento mostrou que 14% dos acessos à banda larga são feitos por meio dos pequenos provedores. O estudo envolveu 24 mil domicílios em todas as regiões do Brasil e abordou infraestrutura tecnológica nos domicílios brasileiros, perfil dos usuários de computador e internet, mobilidade e portabilidade. Siena destaca que o percentual é muito expressivo, pois equivale a dizer que se todos os provedores se unissem numa empresa, por exemplo, formariam a quarta maior operadora do país.
De acordo com Elisan Costa, do provedor Curitiba Telecom, este é o momento de os empresários do setor discutirem estratégias para ajustar custos de links, aumentar velocidade ofertada aos clientes, realizar ações para fixação da marca junto ao público em geral e diversificar opções de planos. Num prazo de três semanas, a Curitiba Telecom em conjunto com mais 20 empresários lança o serviço de acesso à internet direcionado as classes C, D e E, com preço competitivo e em patamares inferiores aos do Plano Nacional de Banda Larga, informa Elisan. O provedor também afirma que o serviço vem agregar diferenciais, tudo dentro dos parâmetros do PNBL e em conformidade com as regras ditadas pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil.
Os provedores que participaram do encontro em Curitiba também tiveram a oportunidade de conhecer os benefícios oferecidos pela Redetelesul, que começou as atividades com 12 associados e hoje já reúne mais de 200. Os provedores têm acesso a inúmeros serviços personalizados nas áreas técnica, jurídica, tributária e operacional. Siena, que também preside o Conselho Nacional de Provedores de serviço de Internet - Conapsi, que reúne 11 entidades similares à Redetelesul, informa ainda que a mais recente luta dos provedores é participar da criação do marco civil da internet.

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