Em 12 meses, o desmatamento na Amazônia medido pelo sistema de alerta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) superou o do mesmo período do ano passado em 16%. O temor é que taxa oficial do ano supere os 6.451 km2 medidos em 2010, um recorde histórico.
A taxa oficial, medida pelo sistema Prodes, deverá ser divulgada em novembro, com base no desmatamento medido no mesmo período, entre agosto de 2010 e julho deste ano.
"Realmente houve um aumento", afirmou Mauro Pires, diretor do Departamento de Combate ao Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente. A alta interrompe a trajetória de queda registrada no País nos dois últimos anos. Pires diz que a taxa poderia ser muito maior, diante da expectativa existente no governo a partir de abril, quando se verificou um aumento do ritmo das motosserras concentrado em Mato Grosso do Sul.
Na época, o surto do desmate no Estado foi associado às mudanças nas regras de proteção ambiental nas propriedades, discutidas na reforma do Código Florestal, e às novas regras definidas para Mato Grosso por meio do zoneamento econômico-ecológico. O recordista do desmate voltou a ser o Pará.
Cenário
No pior cenário traçado pelo governo, o desmatamento neste ano poderia superar 8 mil km2, ultrapassando o abate de árvores registrado em 2009, de 7.464 quilômetros quadrados, quase cinco vezes o tamanho da cidade de São Paulo.
DETER indica 225 km² de áreas desmatadas na Amazônia em julho
Importante ferramenta de suporte à fiscalização na Amazônia, o sistema DETER – Detecção do Desmatamento em Tempo Real, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), indica que no último mês de julho 224,94 km² da floresta sofreram corte raso ou degradação progressiva. Na tabela abaixo, a distribuição por Estado do desmatamento verificado por satélites neste período.
No mapa abaixo os pontos amarelos mostram a localização dos alertas emitidos pelo DETER. Em rosa, as áreas não monitoradas em julho devido à cobertura de nuvens.


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