Começou a triagem de famílias que serão favorecidas pelo programa governamental Bolsa Verde. Cada uma das famílias beneficiadas receberá R$ 100 mensais, para evitar a exploração ilegal de recursos naturais por parte dos próprios moradores.
Similar ao Bolsa Família, o Bolsa Verde é destinado às famílias de baixa renda, que residam em áreas de conservação ambiental. Muitas vezes, os moradores têm os recursos naturais como único meio de sobrevivência, apesar da quantia do auxílio ser pequena, ela já é uma ajuda de custo aos trabalhadores rurais.
Na última semana começou o levantamento do número de famílias que habitam as unidades de conservação federais. O governo faz pesquisas para estimar quais delas têm a real necessidade de serem beneficiadas pelo programa. O intuito é evitar que as áreas sejam degradadas e ao mesmo tempo incentivar a população a cuidar desses ambientes.
A criação do programa foi anunciada desde o governo Lula, em junho de 2009. Dois anos se passaram e o projeto ainda depende da aprovação no Congresso. Na época, o então ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que a verba para o Bolsa Verde viria do Tesouro, da Petrobras e do faturamento de multas aplicadas por descumprimento da lei ambiental. A proposta era de que o dinheiro fosse destinado às famílias que plantassem árvores em áreas degradadas e ajudassem a reflorestar a Amazônia
O censo para classificar as famílias beneficiadas é feito pelos Técnicos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O órgão também é o responsável por gerir as unidades federais de conservação.
Inicialmente, serão contempladas 310 unidades federais. A partir da segunda fase as reservas dos estados também poderão receber a verba. O secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Roberto Vicentin, deixou claro que a prioridade são as famílias que tenham o mínimo de recursos financeiros. “Queremos instituir um marco legal para atingir a população extremamente pobre. Seja aquela que está dentro das unidades ou nos arredores, além dos assentamentos de reforma agrária”, afirmou Vicentin.
Como informou o G1, o diretor de Unidades de Conservação do Instituto Chico Mendes, Paulo Maier, agora está debatendo as formas de fiscalizar os beneficiados. Ele cogita a possibilidade de fazerem monitoramento por satélite para verificar o andamento do Bolsa Verde e os posteriores resultados.
O projeto ainda está em andamento nas pastas do Meio Ambiente, Desenvolvimento Social e Desenvolvimento Agrário e precisa ser aprovado pelo Congresso para, só então, chegar à aprovação da presidente Dilma Rousseff.

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