Estimular o desenvolvimento de Sistemas Agroflorestais e o extrativismo da castanha-do-pará (ou castanha-do-brasil) são os principais objetivos de um convênio firmado entre o Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará (Ideflor) e a Fundação Orsa nesta quarta-feira, 18, na sede do órgão estadual, em Belém. O convênio prevê a implantação de um projeto piloto que será desenvolvido nas comunidades Cafezal e Arunmanduba, município de Almeirim.
Segundo Malena Araújo, coordenadora de negócios agroflorestais da Fundação Orsa, o convênio envolve mais de R$ 600 mil, sendo que a contrapartida do Ideflor foi de mais de R$ 226 mil. As comunidades receberão assistência de técnicos da Fundação e o Ideflor viabilizou a compra de 12,5 mil mudas de curauá e os equipamentos necessários, como o de desfibramento do curauá. “Nos Sistemas Agroflorestais também serão exploradas outras espécies, como o açaí e a mandioca”, complementou Araújo.
As famílias ainda vão receber secadores de castanha-do-pará e terão garantida a instalação dos equipamentos em dois galpões que também serão construídos. Ao todo, 40 famílias serão beneficiadas nas comunidades. “Já existem empresas interessadas na produção e por isso o projeto já começa com sucesso. As ações vão desde a produção de mudas e instalação de equipamentos, mas o convênio garante também a extensão e a garantia de compra da produção”, destacou a coordenadora, informando que está prevista a criação de áreas de coletas de sementes nas comunidades.
O convênio cumpre com alguns dos pontos citados na agenda mínima do Ideflor para os próximos anos. “O projeto será ampliado para as outras áreas, pois um dos compromissos do Ideflor é a implantação de modelos agroflorestais visando não só a recuperação de áreas alteradas, como de nascentes e matas ciliares e ainda a geração de renda para as famílias”, destacou José Alberto Colares, diretor geral do Ideflor.
Flávia Ribeiro

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